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26/11/2012

CÃES E GATOS TAMBÉM SÃO ACOMETIDOS POR NEOPLASIAS

Exame feito em cão, para detecção de tumores

Tumores podem ser benignos ou malignos e são comuns em animais idosos

Infelizmente, uma das patologias mais tratadas no Hospital-Escola Veterinário, mantido pela Faculdade Dr. Francisco Maeda (Fafram), é a neoplasia. Os tumores em cães e gatos se dão pelo crescimento descontrolado e anormal de células ou tecidos.

É mais comum acontecer em animais idosos. Hoje os animais de estimação estão vivendo mais tempo, mesmo comendo rações com conservantes e expostos à poluição do meio ambiente. Devido à soma desses fatores, os animais estão mais sujeitos a desenvolver estas patologias.

Os tumores podem ser benignos – caracterizando um crescimento não agressivo que não invade os tecidos próximos – ou malignos – que tendem a crescer rapidamente invadindo tecidos próximos e distantes, criando metástase. A palavra câncer é freqüentemente confundida com neoplasia, porém apenas a neoplasia maligna é considerada um câncer.

“São vários os tipos e malignidades, depende do tipo de neoplasias, cães e gatos podem desenvolver a doença. Observa-se que, com o aumento da expectativa de vida dessas espécies, a incidência de neoplasias malignas tem aumentado”, explica o clínico do Hospital Veterinário, Ricardo Lemos Salomão.

O veterinário da Fafram afirma que receber o diagnóstico de que o animal está acometido de câncer não é nada fácil para o proprietário. “A maioria dos casos ainda tem um final infeliz, mas com os avanços da medicina e o diagnóstico precoce, muitas neoplasias podem ser curadas ou controladas, e em muitos casos o animal consegue ter uma sobrevida longa e de qualidade”, completa.

Os tipos de tumores malignos mais comuns em cães e gatos
Segundo Ricardo Lemos Salomão, os tumores malignos de pele (carcinomas cutâneos) estão entre os cânceres mais comuns, principalmente em cães e gatos mais idosos. Também são mais comuns nos animais de pele muito clara, com pouca pigmentação e mais freqüente em felinos que em cães. A área mais afetada costuma ser a face.

“Os sarcomas (tumores malignos provenientes do tecido muscular, adiposo e ósseo) são também de incidência relativamente alta. No Brasil, são mais freqüentes em cães que em gatos. Os tumores de origem ligada à formação de células sanguíneas (tecido hematopoiético), também acometem tanto cães como gatos, sendo mais comuns as leucemias e os linfomas. São comuns nos gatos infectados pelo vírus da leucemia felina (FeLV). Dentre os tumores menos freqüentes, encontramos os tumores do sistema nervoso”, disse o veterinário.

Os sinais
Entretanto, como identificar este terrível mal, que acomete o animal de estimação? Normalmente, segundo o veterinário da Fafram, a neoplasia deve ser diagnosticada pelo profissional da área, com base na ficha clínica do animal e exames.

“Radiografias, exames de sangue e ultra-sonografia podem ser necessários para confirmar se há presença de tumores, sendo que a biópsia também pode ser necessária para diagnosticar a natureza (maligna ou benigna)”, afirmou Salomão.

Em tumores internos, a detecção é mais difícil e geralmente acontece num estágio mais avançado da doença. “O proprietário deve se preocupar com emagrecimento repentino. Na pele, devem ser observadas feridas que não cicatrizam e que aumentam de tamanho, nódulos sólidos subcutâneos, nódulos com aspecto de ‘couve-flor’ na pele e na área genital, feridas que sangram com freqüência. Nas fêmeas, os proprietários devem sempre estar de olho nas mamas, apalpando todas (deve-se preocupar se encontrar caroços duros)”, complementou o veterinário.

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