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04/12/2012

EMPREGADOS DE CRECHE RECLAMAM DE SALÁRIOS ATRASADOS HÁ DOIS MESES

Funcionários alegam que estão sem receber da Prefeitura de Miguelópolis. Associação anunciou demissão de 40 profissionais, dizem funcionários.

Um grupo de funcionários de uma creche de Miguelópolis (SP) acusa a Prefeitura de não pagar seus salários há dois meses. Além disso, segundo eles, a administração municipal anunciou que 40 empregados foram demitidos e estão de aviso prévio até 17 de dezembro. A diretora da creche Laudemiro Dias Ferreira, Sara Jacuri Ferreira, afirmou que apesar da situação, os funcionários não irão parar de trabalhar. “Eles cumprirão o aviso deles”, disse.

Os funcionários foram contratados em março pela Associação de Pais e Mestres de Miguelópolis por tempo indeterminado. "Ninguém tinha avisado nada, a gente teve uma surpresa", afirmou Tânia Marcolino da Silva Carmo, monitora da creche, sobre o aviso de demissão colocado no mural da instituição. O anúncio só agrava sua situação financeira, prejudicada pela falta de pagamento desde outubro.

Além disso, ela reclama que em vez de R$ 622 – piso salarial da categoria – ela recebe R$ 572 por mês. “Descontaram nosso FGTS, mas não consta nada depositado. No INSS não consta nada. Estamos sem saber o que fazer”, acrescentou.

A professora Daniele Bernardes diz ter o mesmo problema. De acordo com ela, embora trabalhe como professora, cujo salário-base é de R$ 1,2 mil, recebe R$ 572. “Não me registraram como professora, mas sim como monitora”, disse.

Segundo a cozinheira Elaine Aparecida Barbosa Siqueira, continuar trabalhando durante o aviso prévio é a única saída diante da falta de informação por parte dos responsáveis. “Nos isolaram, é um pouco caso muito grande. Temos que assinar o ponto, afinal queremos receber. Podem até nos mandar embora, desde que nos paguem”, disse, reclamando que tem feito bicos para tentar pagar as contas atrasadas.”Não sei mais o que fazer.”

Outro lado

A Prefeitura de Miguelópolis informou que a creche é administrada por uma associação que não celebrou convênio com o município e que, diferente do informado pelas funcionárias, fez o pagamento de salários referente a outubro. Nenhum funcionário da Associação de Pais e Mestres da cidade foi encontrado para falar sobre a questão.

Fonte: g1.globo.com (EPTV)

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