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ECONOMIA

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20/12/2012

ADIAMENTO DA VOTAÇÃO DO ORÇAMENTO PODE AFETAR INVESTIMENTOS DO GOVERNO

Após decisão do STF sobre vetos, Congresso teve de adiar votação. Até aprovar Orçamento, União não poderá gastar verba para novos projetos.

A decisão desta quarta-feira (19) do Congresso de adiar para o ano que vem a votação do Orçamento de 2013 poderá afetar novos investimentos previstos pelo governo federal, segundo avaliação de parlamentares da Comissão Mista de Orçamento.

Pela Lei de Diretrizes Orçamentárias, se o Orçamento não for sancionado pelo presidente da República até o dia 31 de dezembro deste ano, o governo não poderá gastar as receitas previstas para novos projetos. Em investimentos, o Executivo só está autorizado a usar os chamados "restos a pagar" relativos a orçamentos anteriores.

Sem a aprovação do Orçamento neste ano, o governo só poderá gastar por mês 1/12 do montante previsto no Orçamento de 2013 e somente com despesas de custeio, como pagamento dos salários de funcionários públicos, realização de eleições pela Justiça Eleitoral, ações de prevenção de desastre, financiamento estudantil e bolsas de estudo, ações decorrentes de acordo internacional com transferência de tecnologia, e “outras despesas de caráter inadiável”.

Atualmente, o governo tem R$ 30 bilhões em restos a pagar. Desse montante, R$ 12 bilhões são recursos previstos para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Para o senador Romero Jucá (PMDB-RR), relator do Orçamento, a decisão do Congresso de adiar a votação do Orçamento poderá prejudicar o crescimento da economia brasileira.

“Eu entendo que o Orçamento possa ser votado. É preciso retomar os investimentos para que o PIB [Produto Interno Bruto] possa crescer, para que a gente possa elevar o nível de empresas. E o Orçamento trata de investimentos diretos e de estatais. Então, é preciso que ele possa valer a partir do primeiro dia do ano”, disse.

O presidente da Comissão Mista de Orçamento, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), avalia que o adiamento da votação do Orçamento irá atrasar obras previstas para a Copa do Mundo de 2014.

“A minha preocupação maior é com as obras da Copa e as Olimpíadas de 2016, que ficam comprometidas. Essa decisão compromete o ritmo das obras”, afirmou.

Vetos

Com base na decisão do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, de suspender a votação do veto presidencial a um artigo da Lei dos Royalties Petróleo até que sejam analisados todos os outros 3.060 dispositivos vetados que estão na fila do Congresso Nacional, os presidentes da Câmara e do Senado acabaram adiando para o ano que vem a votação da Lei Orçamentária de 2013.

Eles entenderam que, pela decisão do Supremo, a pauta do Congresso está trancada, já que os mais de 3 mil vetos não foram apreciados no prazo legal de 30 dias previstos na Constituição Federal. O trancamento da pauta impede, assim, a análise da Lei Orçamentária de 2013. Sem acordo, a votação dos vetos também ficou para o ano que vem.

Fonte: g1.globo.com

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