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26/12/2012

NOVA LEI SECA ESTÁ EM VIGOR DESDE SEXTA-FEIRA

Motorista faz o teste do bafômetro: lei mais rígida contra motoristas que dirigem embriagados

Para especialistas ouvidos pelo G1, mudança sancionada ficou subjetiva; mais provas serão aceitas contra motorista; multa sobe para R$ 1.915

As novas regras que endurecem a lei seca e começam a vigorar sexta-feira, dia 21, devem acabar com a brecha usada por muitos motoristas para fugir de punição. Segundo especialistas ouvidos pelo portal G1, recusar o bafômetro não vai mais impedir o processo criminal, mas há críticas à "subjetividade" do texto.

Para advogados, a lei aumenta o poder da autoridade policial de dizer quem está embriagado e, para defensores da tolerância zero ao volante, a norma transfere aos tribunais a tarefa de interpretar cada caso, dando margem para que motoristas alcoolizados escapem da Justiça.

O que muda no Código Brasileiro de Trânsito
A mudança no Código Brasileiro de Trânsito sancionada sem vetos quinta-feira, dia 20, pela presidente Dilma Rousseff, possibilita que vídeos, relatos, testemunhas e outras provas sejam considerados válidos contra os motoristas embriagados. Além disso, aumenta a punição administrativa, de R$ 957,70 para R$ 1.915,40. Esse valor é dobrado caso o motorista seja reincidente em um ano.

A lei seca havia sido esvaziada depois que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que o bafômetro e o exame de sangue eram obrigatórios para comprovar o crime. Motoristas começaram a recusar os exames valendo-se de um direito constitucional: ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo. O condutor era multado, perdia a carteira e tinha o veículo apreendido, mas não respondia a processo.
Isso acontecia porque a lei previa como conduta proibida dirigir com mais de 6 dg/L (decigramas por litro) de álcool no sangue. Agora, passa a ser crime “conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência”. Com isso, o limite de álcool passou a ser uma das formas de se comprovar a embriaguez, e não mais um requisito de punição.

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