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CIDADE

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14/01/2013

SECRETÁRIO DE OBRAS E SERVIÇOS URBANOS FALA SOBRE SUAS METAS

Veículos sucateados que se encontram no ginásio de Esportes; no destaque o novo secretário de Obras Antônio Alberto Figueiredo Morandini

Antônio Alberto Figueiredo Morandini falou sobre problemas da cidade e suas possíveis soluções

Sem dúvida um dos maiores desafios da atual Administração Municipal é colocar em ordem o setor de Obras e Serviços Urbanos. A cidade está abandonada, as ruas esburacadas, com sujeira por toda a parte e terrenos repletos de mato e lixo. Outro problema é que o maquinário da Prefeitura que está sucateado.

Diante dessa realidade, e das dificuldades ditadas pela burocracia e das dívidas da Prefeitura, o secretário de Obras e Serviços Urbanos do governo de Walter Gama Terra Júnior, o engenheiro agrônomo Antônio Alberto Figueiredo Morandini traçou importantes metas para transpor os problemas que a cidade enfrenta. Nesta semana, o secretário concedeu entrevista à Tribuna de Ituverava, quando falou sobre os problemas que a cidade enfrenta e suas possíveis soluções.

"É com muito prazer que, pela primeira vez, dirijo-me aos leitores da Tribuna de Ituverava. Espero, inclusive, que esta oportunidade possa repetir-se, de forma a construirmos mais um canal de comunicação com os munícipes ituveravenses, para promovermos em conjunto o trabalho da Prefeitura como um todo e do Departamento de Obras e Serviços Urbanos, um dos principais objetivos a serem atingidos pela administração de Walter Gama Terra Júnior, cujas diretrizes buscaremos seguir com o melhor de nossos esforços", disse Morandini.

Morandini, 62 anos, é casado com a professora Maria Luzia Sandoval Morandini, é agropecuarista e proprietário da APE Planejamentos Agropecuários Ltda, empresa fundada em 1978. São seus filhos Antônio Alberto Figueiredo Morandini Filho, Thaís Sandoval Morandini e Octávio Sandoval Morandini.

Ele é natural de Orlândia e é filho de Arlindo Morandini e Maria Ignêz Figueiredo Morandini.

Tribuna de Ituverava - O sr. assumiu a Secretaria de Obras e Serviços Urbanos. Quais são os principais problemas detectados nesta área, no município?

Antônio Alberto Figueiredo Morandini - Os problemas detectados por nossa secretaria são, em grande parte, visíveis a todos nós, habitantes e visitantes de nossa querida Ituverava seus distritos de São Benedito da Cachoeirinha e Capivari da Mata e o bairro rural de Aparecida do Salto.

Há muito o que fazer em termos da manutenção e da expansão da malha viária urbana, o que permitirá a qualidade e segurança do trânsito e também nas vicinais. Deve haver limpeza e higienização das ruas; garantia, no que tange à infraestrutura urbana, além de oferecer condições imprescindíveis ao trabalho das demais Secretarias e órgãos da Prefeitura, como a cozinha piloto, escolas, creches, estação rodoviária, praças públicas, praças de esportes e postos de saúde.

Também devem ser resolvidos os problemas causadores das enchentes na Avenida Orestes Quércia, Avenida Dr. Soares de Oliveira (dimensionamento real da bacia hidrográfica do Córrego Calção de Couro e respectivas obras), Nosso Teto, Guanabara I e II, onde buscaremos evitar possíveis erosões com o dimensionamento da bacia hidrográfica do Rio do Carmo, fazendo as obras necessárias. Outra meta é a reestruturação do Parque Recreio.

Também é preciso recuperar as máquinas e equipamentos do município para a realização e manutenção de várias obras consideradas urgentes. E, ainda mais importante, comprometimento e motivação da população e de nossos subordinados sem o que, dificilmente, poderemos responder às expectativas de nossa comunidade.

A equipe da Secretaria de Obras almeja, dentro de um espaço de tempo suficiente e necessário, poder começar uma nova entrevista não para falar dos principais problemas, mas sim pelas mais significativas realizações.

Tribuna de Ituverava - Quais são suas metas à frente da Secretaria? Quais serão suas prioridades?

Morandini - Nossas metas estão umbilicalmente ligadas às metas gerais da gestão do prefeito Walter Gama Terra Júnior, especialmente o que se refere à transparência. Não querendo ser simplista, mas utilizando a administração de uma casa como exemplo, seria pouco prudente pensar-se em reformar toda a sala ou os quartos, se há vazamento nos banheiros. Ou pintar toda a casa, se o telhado necessita ser trocado. No município ocorre a mesma coisa,é preciso atacar os problemas prioritários. Conforme as prioridades da campanha do prefeito e das análises que as equipes da Prefeitura fizeram, existem obras que são urgentes, entre as quais cito a limpeza da cidade (terrenos baldios, escolas, creches, bueiros, etc), outras que são sumamente importantes como, por exemplo, operação tapa buracos, reforma da cozinha piloto e outras que são vitais como a parceria com a Secretaria da Saúde para o combate à dengue, recolhimento e transporte do lixo.

É claro que, frente aos imperativos do orçamento público, necessariamente terão que ser implementadas aquelas que resolvam o problema do lixo orgânico (lixeiras, aterro sanitário); sistema de drenagem da água pluvial; recuperação das placas sinalizadoras e identificadoras de ruas e bairros; manutenção e reparo nas estradas rurais e vicinais; atacando, conforme a disponibilidade de recursos, os itens citados no início da entrevista

Tribuna de Ituverava - Em parceria com a Secretaria de Saúde, a Secretaria de Obras e de Serviços Urbanos deverá realizar trabalho de limpeza na cidade, visando o combate à dengue. Como será este trabalho? Quais serviços serão executados? Como a população pode auxiliar?

Morandini - A mídia impressa, falada e televisiva, ou seja, jornais, rádios e emissoras de televisão, além da própria internet, tem insistido na necessidade de consciência (preferimos este termo ao “conscientização”) da população em relação ao lixo e ao acúmulo de água parada. Preferimos dizer consciência da população porque é ela que é, como dizem hoje, a protagonista da novela. É dela que sairão, ou não, os grandes resultados.

Veja: o munícipe paga o imposto, a Prefeitura contrata agentes de limpeza (direta ou indiretamente) para recolher o lixo colocado à porta, para efetuar a varrição, e, eventualmente, promover o “fumacê.” Isso tudo não adiantará se eu, você, o Fulano de tal ou aquele outro morador, achar que a responsabilidade é exclusivamente da Prefeitura e que assim, qualquer um de nós, poderá deixar o lixo sem a embalagem apropriada; a água de lavagem de calçada e de quintais empoçada em qualquer desnível de calçada; a embalagem do iogurte ou de qualquer outro produto jogado no meio da rua para acumular água. O dono da padaria, o dono do bar, o vendedor de alimentos, particularmente, tem grande responsabilidade no trabalho educativo com seus clientes e funcionários, no sentido de recomendar – e até de dar bronca, se necessário - o descarte correto e seguro de embalagens.

A cidadania, esse conceito tão falado e tão pouco esclarecido entre todos nós, tem que começar a acontecer, desde as pessoas mais abastadas que, nem sempre cuidam de ter seus recipientes de bebidas devidamente e seguramente descartados, até as pessoas menos aquinhoadas para as quais o lixo (e conseqüentemente a possível proliferação do mosquito da dengue no acúmulo da água em qualquer coisa que possa contê-la) é responsabilidade do outro.

O mais necessário nisto tudo é a boa vontade e o comprometimento de cada um de nós em não permitir a existência do mosquito. Limpeza é a palavra chave. Ensinar cada criança a pegar o que for sujeira e jogar em um recipiente fechado. Insistir junto às mães, às professoras, aos padres, aos pastores, aos radialistas, para que, no decorrer do dia repitam, à exaustão, a necessidade de dizimar a água parada e acabar com a sujeira. Tão simples. Tão difícil. Mas não impossível.

Tribuna de Ituverava - Como sua secretaria será estruturada (quais serão suas funções, haverá órgãos interligados e, se sim, quais são os respectivos diretores)?

Morandini - A principal orientação de nosso prefeito com relação ao trabalho interno da secretaria foi a de que procurássemos multiplicar a capacidade de cada funcionário a ela alocado, de forma a direcionar todos os recursos humanos e financeiros para suas atividades-fim. Dito em outras palavras: que o mínimo de pessoas estivessem voltadas para trabalhos administrativos para que o máximo de recursos pudessem ser colocados nas atividades de construção, consertos, limpeza, abertura de vias, etc.

Tempos de justiça e corrupção
Para demonstrar o seu comprometimento em exercer com ética a transparência o seu cargo, o secretário de Obras e Serviços Urbanos, Antônio Alberto Figueiredo Morandini mostra um artigo escrito por Marco Aurélio Nogueira para o jornal O Estado de S. Paulo. O texto está muito relacionado com a personalidade do secretário, ou seja, com honestidade e seriedade.



Confira:




O poder é, em si mesmo, possibilidade e armadilha. Concede aos que dele se aproximam múltiplas vantagens, mas também abre as portas para a tentação, os falsos amigos, as negociatas. Os poderosos muitas vezes se embriagam com os trunfos de que passam a dispor: nomear, indicar, pedir e decidir tornam-se verbos que se confundem no seu léxico e que os fazem, com frequência, meter os pés pelas mãos.

O poder não é imune ao tempo. Tende a se desgastar com o andar do relógio. O poderoso se entedia e passa a ser atraído ou pela inércia ou pela disposição ao risco. O tempo do poder também acompanha o tempo social, precisa decifrá-lo e se ajustar a ele. Hoje, neste tempo de redes, conectividade, informações livres e reflexividade em que vivemos, o poder não consegue mais fazer o que fazia antes. O sistema político-administrativo copia a estrutura em rede da vida, vendo crescer focos de competição dispostos horizontalmente. O poder precisa negociar, ouvir e dialogar mais, lidar com obstáculos e desafios constantes. Está mais exposto, tem menos aura e opera muitas vezes rés ao chão, enfiando-se em arapucas "mequetrefes". Pode cair em descontrole agudo.

Controles rigorosos não combinam com redes e conectividade. Nomear um assessor pode ser o primeiro passo para o inferno: subordinados tendem a se tornar pequenos reis e rainhas de pequenos feudos, nichos de onde operam e corrompem.

Artigo de Marco Aurélio Nogueira, publicado no jornal O Estado de S. Paulo, em 22 de dezembro de 2012



Equipe da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Urbanos



Administrativo



Assessora de Obras Públicas e Particulares

Fernanda Cristina da Silva

Formação: Engenheira Civil e Geotécnica



Assessor de Obras Públicas e Particulares

Helio Alves Ferreira

Formação : Engenheiro Civil



Chefe de Divisão de Obras Particulares

Luiz Augusto Chiconeli

Formação : Engenheiro Civil



Chefe de Divisão de Obras Públicas

Vander Luiz Silva de Castro

Formação : Engenheiro Civil



Assessor para fiscal de obras

Sérgio Cardoso Fernandes

Formação : Primeiro grau completo



Assessor para fiscal de obras

Sérgio Cardoso Fernandes Junior

Formação : Bacharel em direito



Operacional



Encarregado de almoxarifado

Sebastião Ferreira



Auxiliar Administrativo

Lincon Ribeiro



Encarregado de almoxarifado

Leônidas de Castro



Encarregado de Estradas

Ercílio Castioni



Ajudante Geral

Fernando Matos Junior



Encarregado Geral

Amélio Antônio de Paula



Encarregado de jardins

Carlos Rubens da Silva



Encarregado do cemitério

João Miguel Marques

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