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14/01/2013
Consumidora compra materiais escolares: variação nos preços chega a 1.300% em Ribeirão Preto e a 150% em ItuveravaEm Ituverava, a variação é menor, mas alcança o índice de 150%
Uma pesquisa divulgada nesta semana pelo Procon aponta que os preços dos materiais escolares chegam a variar em até 1.300% nas lojas de Ribeirão Preto. Para chegar ao resultado, o órgão enviou uma lista de materiais para seis fornecedores da cidade. Os itens analisados são do mesmo modelo e marca.
O fichário foi o produto que registrou a maior diferente: 1.343%. Outros produtos como régua, apontador e cola bastão também apresentaram muita diferença entre uma loja e outra, com 543%, 265% e 208% respectivamente.
Ituverava
Em Ituverava, a variação entre os preços é menor que Ribeirão Preto, mas ainda é alta. Uma pesquisa feita nesta semana pela Tribuna de Ituverava em quatro livrarias da cidade, aponta que a variação entre preços de produtos da mesma marca e modelo pode chegar a até 150%.
A maior diferença foi encontrada no apontador, que é vendido a R$ 0,80 em uma livraria e chega a R$ 2 em outra, tendo uma variação de 150% no preço. A cola branca também tem muita diferença. A embalagem grande custa R$ 2,60 em uma das livrarias e chega a R$ 4,70 em outra, o que representa uma diferença de mais de 80%. Já um dos lápis mais vendidos no Brasil custa R$ 0,70 em uma loja e chega a R$ 1,30 em outra, aumento de quase 100%.
Já itens como lápis de cor, caneta esferográfica, borracha, fichários e cadernos não apresentam grandes diferenças em Ituverava.
Para evitar pagar um preço alto em um produto que pode estar mais em conta em outra loja, o diretor do Procon de Ituverava, Marcelo Liporaci Spósito Machado, alerta: a pesquisa de preços é fundamental antes da compra. “Se o consumidor quer economizar, deve fazer uma pesquisa antes de comprar e fazer valer o menor preço. Ele também deve se atentar ao fato de que não é porque um item está mais barato em uma loja que os outros também estarão”, afirma em entrevista à Tribuna de Ituverava.
“Também é importante que a compra seja à vista, pois assim o consumidor evita o acréscimo de juros. Vale ressaltar que é fundamental que exija a nota fiscal da compra, pois desta maneira poderá exigir seus direitos caso os produtos apresentem algum defeito”, ressalta Spósito Machado.
A regra é seguida pela operadora de caixa, Renata Oliveira Dias, 28 anos. “Sempre pesquiso muito antes de comprar os materiais, pois dessa forma faço uma economia significativa. Geralmente deixo uma lista dos materiais em cada uma das livrarias da cidade e depois as busco e analiso qual é a melhor opção”, conclui.
Procon SP orienta pais na compra do material escolar
Fundação elucida o consumidor sobre seus diretos, na hora compra de material No início do ano, além das contas como IPTU (Imposto Pre-dial e Territo-rial Urbano) e IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores), taxas escola-res para pagar, muitos con- sumidores precisam se preocupar com os preparativos para o início das aulas dos filhos.
Para ajudar o consumidor, a Fundação Procon SP orienta sobre os direitos dos consumidores no momento da compra de material, uniforme e contratação de transporte escolar.
Confira:
Material escolar
Primeiramente, o consumidor deve verificar quais os itens que restaram do ano anterior e avaliar a possibilidade de reaproveitá-los.
Além disso, deve evitar comprar materiais com personagens, logotipos e acessórios licenciados, pois geralmente possuem preços mais elevados e nem sempre são os de melhor qualidade.
Algumas lojas oferecem descontos para as compras em grandes quantidades,por isso, se possível, os pais devem formar grupos e veri-ficar com o estabelecimento se existe a possibilidade de reduzir os preços.
A pesquisa em diferentes lojas também é importante.
O que muitas pessoas não sabem é que as escolas são proibidas de solicitar a compra de materiais de uso coletivo, como material de higiene e limpeza, ou cobrar taxas para suprir despesas com água, luz e telefone.
As escolas também não podem exigir a aquisição de produtos de marca específica, determinar a loja ou livraria onde o produto deve ser comprado.
Algumas instituições ainda exigem que o material seja comprado no próprio estabelecimento, no entanto esta é uma prática ilegal, pois é obrigação da escola fornecer as listas aos alunos e permitir que os responsáveis tenham a opção de pesquisar e escolher o local e os produtos que vão adquirir.
Transporte escolar
Já em relação ao transporte escolar, antes da contratação, os pais ou responsáveis devem buscar recomendações sobre motoristas ou outras pessoas que utilizam o serviço e referências sobre o profissional junto à escola. Também é importante observar como o motorista recepciona as crianças na porta da escola, as condições de higiene, conforto e segurança do transporte.
Também deve ser verificado se outro adulto, além do motorista, acompanha as crianças e se o serviço é cobrado durante os meses de férias ou se é prestado fora dos meses de aula, como época de recuperação dos alunos. Se possível, os pais devem obter o endereço e telefone do motorista.
Na hora de firmar o contrato, devem verificar se consta por escrito tudo o que foi combinado entre as partes, como período de vigência, horário e endereço de saída e chegada, valor da mensalidade, data e forma de pagamento, índice e forma de reajuste, percentual de multa e encargos por atraso no pagamento e condições para rescisão antecipada, além das identificações e telefones de ambas as partes.
Caso o aluno falte, o desconto proporcional no preço é uma questão a ser acordada, entretanto, se houver algum problema com o veículo ou com o condutor, o serviço deverá ser prestado através de outro condutor ou veículo com as mesmas normas de segurança.
A escola não pode obrigar a contratação do transporte caso ele seja próprio ou com convênio.
Observe atentamente
* Na escolha dos cadernos, é importante avaliar a impressão das linhas e margens, e se não há dobraduras ou rugas. Cadernos de capa dura são mais resistentes, mesmo que mais caros.
* Nas réguas, esquadros e compassos, deve-se conferir se a escala e os números são legíveis, e se não há rebarbas, lascas ou ferrugem. As borrachas têm de ser apropriadas a lápis ou canetas. Deve-se evitar as coloridas, de formatos diferentes e com aromas, que podem induzir as crianças mais novas a comê-las.
* O apontador não deve apresentar manchas nem sinais de ferrugem. Deve ser testado antes de comprar. O lápis mais adequado para a escrita é o número 2. Ele não deve ter amassados, lascas ou ranhuras.
* Na compra da caneta, a carga de tinta deve estar completa, e sem vazamentos. Também é aconselhável experimentar o produto. Massas para modelar, giz de cera, cola, tintas têm de ser atóxicos. Para isso, é preciso ler atentamente a composição do produto, bem como as instruções ou recomendações de uso.
* Concluída a seleção do material, vale a pena negociar desconto ou melhores condições de pagamento. E exigir sempre a nota fiscal, tíquete do caixa ou cupom do ponto de venda (CPV), pois são fundamentais se houver necessidade de troca.