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25/01/2013

MOGI MIRIM UTILIZA TECNOLOGIA REVOLUCIONÁRIA NO PAULISTÃO

Atleta do Mogi Mirim com aparelho, que nos treinos é utilizado no braço e não no calção

Aparelho serve para analisar desempenho dos atletas e pode até detectar “corpo mole”

No ano passado, o futebol passou pelo início de uma revolução tecnológica, quando chips foram implantados nas bolas utilizadas no Mundial de Clubes com intuito de comprovar se elas cruzaram ou não a linha do gol em lances polêmicos. No início deste ano, outra tecnologia já utilizada em outros países chega aos gramados brasileiros.

O pioneiro
O clube Mogi Mirim disputará o Campeonato Paulista de 2013 com uma novidade. O time atuará com um aparelho colocado no bolso interno do calção de cada atleta, com servirá para registrar várias informações sobre o desempenho de cada jogador na partida, como a velocidade e a direção dos deslocamentos em campo.

O aparelho
Com tamanho aproximado de uma bateria de celular, o equipamento recolherá dados que serão analisados pela comissão técnica após cada jogo. Um programa de computador vai tabular os resultados e emitir relatórios individuais e coletivos.

Objetivo
Assim, será possível saber se os jogadores cumpriram corretamente as ordens táticas do técnico, se alguém gastou energia em excesso durante a partida ou até mesmo se algum jogador fez "corpo mole".

Parceria
A novidade é resultado de oito meses de parceria entre o clube, uma empresa de informática de Mogi Mirim e a Unicamp. A maior novidade, segundo os idealizadores do projeto, é o programa de computador capaz de expor em desenhos e tabelas as informações colhidas durante os jogos e compará-las às análises feitas nos treinos.

Referência mundial
Segundo o desenvolvedor do programa, o empresário Fernando Endo, outros times de futebol já usam o GPS para mapeamento semelhante, mas não com tanta riqueza de dados. "É um acompanhamento praticamente em tempo real. Depois do jogo, é só conectar a peça ao computador para ter o levantamento pronto", afirma.

O clube diz que esse arsenal tecnológico não lhe custará nada, pois o inventor pretende fazer do Mogi Mirim uma "vitrine" para o GPS do futebol.

Aceitação
Segundo o fisiologista do Mogi Mirim, Ricardo Melo, o responsável por acompanhar o desempenho dos atletas, os jogadores aceitaram bem a novidade. "Eles têm até pedido para receber os relatórios individuais, porque assim eles são convencidos do que podem melhorar durante as partidas", completa.

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