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28/01/2013
A professora Tatiane Vaz em aula de natação para crianças No Brasil, afogamento é a segunda principal causa de morte de crianças entre 1 e 4 anos
Durante o Verão, as praias e piscinas se tornam uma ótima opção de lazer e diversão. No entanto, os pais devem ficar atentos aos perigos de afogamento que esses locais oferecem aos filhos.
De acordo com a ONG Crianças Segura, afogamento é a segunda principal causa de morte de crianças brasileiras entre 1 e 4 anos, perdendo apenas para acidentes de trânsito. Para evitar este tipo de acidente, a professora de Educação Física Tatiane Vaz, especializada em natação para bebê e infantil, dá dicas aos pais e às crianças, em entrevista à Tribuna de Ituverava.
A professora conta que sempre ministra aulas de sobrevivência para seus alunos. "Nessas aulas especiais, as crianças recebem dicas de como prevenir acidentes na água e de como sair de situações críticas, como cair na água com roupas do dia-a-dia. Elas também são treinadas para possíveis situações reais", afirma.
"O objetivo é conscientizá-las e seus pais sobre os cuidados que devem ser tomados perto de piscinas, rios e mar, locais freqüentemente visitados no Verão. Saber nadar é importante e trabalhar a questão da sobrevivência de forma lúdica coloca as crianças perto da realidade e as preparam”, ressalta.
Ainda segundo ela, além de treinar como reagir diante de um acidente real, a criança deve aprender o significado dos avisos de segurança encontrados nas piscinas e praias. "A bandeirinha vermelha, por exemplo, é sinal de perigo. Outra forma eficaz de evitar acidentes é se lembrar que, na piscina ou no mar, as crianças devem ser sempre supervisionadas por um adulto", enfatiza.
O papel dos pais
A professora Tatiane Vaz lembra que a atitude dos pais pode influenciar decisivamente na redução dos casos de afogamento. "Apesar de a água ser um brinquedo fundamental no desenvolvimento infantil e a natação ser um aprendizado essencial, todo cuidado é pouco quando estamos falando de crianças. Em sua maioria, elas costumam disparar eufóricas em direção à água quando avistam uma piscina, mesmo sem saber nadar, ignorando completamente os riscos", destaca.
"Uma criança pequena pode perder a consciência em poucos segundos e morrer se não for imediatamente socorrida. As que não sabem se debater levam vinte segundos para submergir, e em quatro minutos o coração pode parar”, afirma.
Quando começar?
Tatiane recomenda seis meses a idade mínima para que as crianças iniciem as aulas de natação. "Nas aulas para crianças e bebês ocorrem diversas formas de estímulos motores, visuais, auditivos e verbais, para que eles aprendam de uma forma diferenciada. É realizado também um pré-estímulo motor nas crianças que ainda não andam, pois dentro d’água o bebê acaba realizando movimentos que não faz fora d’água", diz.
"A adaptação ao mergulho também faz parte da aula. Realizamos exercícios para condicionar a criança se preparar para bloquear a respiração quando seu rosto estiver em contato com a água” complementa.
Cuidados devem ser tomados para evitar os afogamentos
Os pais devem supervisionar de forma ativa e constante as crianças, onde houver água, mesmo que saibam nadar ou que os lugares sejam considerados rasos.
Evitar brinquedos e outros atrativos próximos à piscina, muitos casos de afogamentos aconteceram com crianças que se aproximaram da piscina para pegar o brinquedo.
Esvazie baldes, banheiras e piscinas infantis depois do uso e guarde-os sempre virados para baixo e longe do alcance das crianças.
Bóias podem dar a falsa impressão de que a criança está segura e não precisa de supervisão, o que não é verdade. Bóias de braço não garantem segurança e só os coletes podem de fato evitar fatalidades.
Saltar por cima de outros nadadores pode ser divertido, mas é muito perigoso. Não se arrisque e oriente seu filho.
Não se deve mergulhar sem saber a profundidade do local.
Cuidado com brincadeiras de mau gosto e apostas: boa parte dos acidentes começa aí.
A supervisão de um adulto é fundamental mesmo que a criança saiba nadar e esteja em local considerado raso.
Nunca deixe uma criança sozinha para pegar toalha, atender o telefone ou a porta. Vinte segundos são suficientes para ela ficar submersa; dois minutos, para perder a consciência; e, de quatro a seis minutos, para sofrer danos cerebrais.
Medidas de prevenção a serem adotadas
Banheiras
- Grande parte dos afogamentos com bebês acontece em banheiras. Na faixa etária até dois anos, até vasos sanitários e baldes podem ser perigosos. Nunca deixe as crianças, sem vigilância, próximas a pias, vasos sanitários, banheiras, baldes e recipientes com água
Piscinas cobertas
- Piscinas cobertas e alarmes também funcionam, mas não substituem a cerca, da mesma forma que bóias não são seguras e o melhor é o colete salva-vidas, que deve ser usado quando estiver em embarcações, próxima a rios, represas, mares, lagos e piscinas, e prática de esportes aquáticos
Amigos ou vizinhos
- Saiba quais amigos ou vizinhos têm piscina em casa e quando levar a criança para visitá-los, certifique-se de que será supervisionada por um adulto enquanto brinca na água
Cerca
- Se há crianças e piscina em casa, ela deve ter uma cerca de, no mínimo, 1,5 m com um portão que possa ser seguramente fechado – medida que, segundo pesquisas, evita 50% dos afogamentos infantis (no caso dos meus pais a piscina fica no terraço e tem uma porta janela que fica sempre trancada)
Supervisão
- Em casa, quando a criança está na piscina, um adulto deve estar sempre perto e atento – e não vale (mesmo) ficar vendo TV na sala ao lado nem conversando animadamente com outros se a criança for muito pequena porque qualquer distração pode ser fatal
Emergência
- Nas emergências os adultos devem saber fazer as manobras de ressucitação e devem se comunicar o mais rapidamente possível com um serviço médico de emergência solicitando socorro em domicilio. Tenha um telefone próximo à área de lazer e o número do atendimento de emergência