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ECONOMIA

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28/01/2013

CONFIRA O DESCONTO NA TARIFA DE LUZ PARA CADA DISTRIBUIDORA

Contas de luz, que terão desconto para consumidores e indústrias

Consumidor residencial atendido pela CPFL Paulista terá desconto de 18,07%

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) divulgou há pouco qual será o percentual de desconto para cada distribuidora do país.


Os números mostram o quanto cada consumidor residencial terá de redução na próxima fatura. Significa que os preços menores serão praticados sobre o consumo feito a partir de hoje.

Todos os consumidores residenciais receberam desconto mínimo de 18%. Alguma distribuidoras tiveram reajuste pouco maior, como é o caso da UHENPAL (Nova Palma Energia), que atua no Rio Grande do Sul, e que poderá aplicar o maior desconto: 25,9%.


Ao todo, oito empresas tiveram abatimento superior a 19%. Segundo o governo, isso ocorre porque cada empresa pratica uma tarifa diferente - em função das peculiaridades de cada concessão.

"A tarifa de energia elétrica deve garantir o fornecimento de energia com qualidade e assegurar aos prestadores dos serviços receitas suficientes para cobrir custos operacionais eficientes e remunerar investimentos necessários para expandir a capacidade e garantir o atendimento", segundo nota da Aneel.

O efeito médio de redução continua mantido em 20,2%, conforme havia sido anunciado pela presidente Dilma Rousseff em setembro do ano passado.

Para os consumidores de alta tensão, como grande indústrias, o desconto pode chegar a 32%.

Concessões
A redução é resultado da renovação das concessões de transmissão e geração de energia, que tinham contratos vencendo entre 2015 e 2017.

Para prorrogar esses contratos, o governo exigiu que as empresas baixassem as tarifas. Além disso, o governo irá aportar R$ 8,46 bi no setor apenas este ano.


A expectativa é de que em 2014 esse valor vindo do Tesouro Nacional tenha de ser ainda maior, próximo a R$ 19 bilhões.

Entenda a fatura
Como as novas tarifas valem a partir do dia 24 de janeiro, um consumidor que tem sua leitura feita no dia 10 de fevereiro, por exemplo, teria, em fevereiro, metade de sua energia sob regime antigo de cobrança e a outra metade pela nova tarifa.

A partir de 25 de fevereiro todas as contas já perceberão os benefícios completos da tarifa reduzida.

Para garantir desconto na conta de luz, governo vai desembolsar R$ 8,5 bi
Para garantir o desconto de 18% na conta de luz dos consumidores e de até 32% para as indústrias prometido ontem pela presidente Dilma Rousseff, o governo federal vai ter de desembolsar R$ 8,46 bilhões por ano. A informação é da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), órgão que regulamenta o setor.

O montante é duas vezes e meia o valor previsto inicialmente (R$ 3,3 bilhões), em setembro do ano passado. A redução anunciada pela presidente em seu pronunciamento de 7 de Setembro era de 16,2% para o consumidor e de até 28% para a indústria.

Para garantir a redução anunciada no ano passado, o governo condicionou a renovação antecipada das concessões do setor elétrico que venceriam entre 2015 e 2017 à redução no preço pago pela energia produzida e transmitida.

O governo contava com a adesão de todas as empresas, mas companhias como Cesp, Cemig e Copel preferiram não aceitar a proposta e permanecer com seus contratos antigos.

O revés sofrido pelo governo federal já implicava em um maior aporte para garantir a redução prometida, mas o governo garantiu que não seria necessário deslocar verba do Tesouro porque a verba do próprio sistema elétrico seria suficiente para tapar o buraco.

Nunca foi esclarecido pelo governo, no entanto, como e qual verba do sistema seria usada para garantir o desconto.

Segundo Fiesp tarifa menor vai reindustrializar o país
A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) afirma que a redução do valor da tarifa de energia elétrica, anunciada pelo governo, tem a capacidade de ajudar o país a se "reindustrializar". "A valorização do câmbio e a redução da Selic, somadas à queda da tarifa de energia, vão ajudar a reindustrializar o país", afirma Carlos Antônio Cavalcanti, diretor de infra-estrutura da Fiesp.

Durante muito tempo, a Fiesp defendeu a realização de leilões para todas as usinas e as linhas de transmissão cujos contratos venceriam entre 2013 e 2015. A decisão do governo de renovar as concessões aplicando um arrocho tarifário sobre as elétricas agradou à entidade industrial paulista.

Checagem
Representante de grandes consumidores industriais de eletricidade, a Anace (Associação Nacional dos Consumidores de Energia) classificou como "maravilhosa" a informação de que o governo pode elevar o desconto na tarifa para além do patamar anunciado.

Mesmo assim, a Anace pretende fazer uma checagem nos números do governo, após a aplicação do desconto. A meta é ver se o corte tarifário atingiu, de fato, o patamar prometido.


"Vamos pedir uma reunião com a Superintendência de Regulação Econômica da Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica] para entender os cálculos. Queremos ver se houve de fato toda essa redução", afirma Lúcio Reis, diretor da Anace.

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