Clique aqui para ver a previsão completa da semana
29/01/2013
Sem lixeiras suficientes, moradores empilham lixo em frente ao residencial
Moradores do conjunto habitacional Palmiro Bim, na zona Leste de Ribeirão Preto (SP), reclamam que os apartamentos não estão em condições de moradia. Infiltrações, vazamentos, portas e janelas desniveladas são os principais problemas apontados pelas famílias que se mudaram para o local nesta segunda-feira (28).
A babá Ana Amélia Souza diz que o filho é deficiente físico, mas a única vaga de estacionamento para deficientes fica do lado oposto ao prédio onde mora. Além disso, ela afirma que as janelas do apartamento não fecham e que a torneira da pia da cozinha não é do tamanho adequado. "Não sei como vou fazer nessas condições. A água cai fora da cuba e molha todo o chão."
Ana Amélia afirma que comunicou a construtora responsável pela obra sobre os problemas quando realizou a primeira vistoria no imóvel, há um mês. Porém, nenhum conserto foi providenciado.
"Pediram para fazermos uma vistoria antes da mudança. A gente fez e mostrou os problemas, mas nada foi resolvido. A parcela já está paga, o condomínio já está pago. Estou pagando por uma coisa que ainda não estou usufruindo", critica.
Mais reclamações
No apartamento da representante de vendas Stéfani Toledo, as paredes e o teto estão manchados por causa das infiltrações. Segundo ela, o problema começou há alguns dias, depois que o apartamento de cima foi ocupado. "Faz uns 15 dias que estou chamando alguém para arrumar, mas nada aconteceu", conta.
Os moradores reclamam também que o residencial tem apenas duas lixeiras para atender 312 família que moram no local, o que resulta em sacos empilhados na calçada por falta de espaço. Além disso, a caixa d´água que abastece os prédios está com um vazamento em um dos canos.
"Estamos sem telefone e sem internet porque as empresas dizem que a fiação não chega até aqui. Eles estabeleceram um prazo para mudarmos, mas não temos estrutura para viver", reclamou a pedagoga Fabiana Barbosa.
Outro lado
Em nota, a Caixa Econômica Federal informou que eventuais problemas identificados nos apartamentos devem ser comunicados à construtora, que é responsável pela garantia do imóvel e prestará a assistência técnica aos moradores, conforme orientado no manual do proprietário.
Também em nota, a Iso Contruções informou que está realizando os reparos necessários e que orientou os moradores para que no máximo 20 famílias se mudassem por dia, "para que a equipe de manutenção pudesse dar suporte e atendimento a todos."
"No caso específico desse condomínio, por necessidade da Prefeitura Municipal, mudaram-se aproximadamente 150 famílias nos três primeiros dias, o que ocasionou acúmulo no atendimento de todas as solicitações", diz a nota.
Fonte: g1.globo.com (EPTV)