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02/02/2013
Em Ribeirão, há 6 mil usuários de crack, diz coordenador da saúde mental (Foto: Valdinei Malaguti / EPTV)
Uma reunião realizada na Prefeitura de Ribeirão Preto (SP) nesta sexta-feira (1º) discutiu ações e projetos para captar recursos do Governo Federal para combater o consumo de crack na cidade.
Representantes da Secretaria da Saúde, da Secretaria da Assistência Social, da Guarda Municipal e de clínicas de tratamento de dependentes químicos participaram do encontro. A intenção é atrair parte dos R$ 4 bilhões que o programa “Crack: é possível vencer” prevê investir em todo o país no combate à droga.
O projeto federal custeará o tratamento de dependentes químicos: as clínicas que prestarem serviços ao programa receberão R$ 1 mil por mês para cada internação de adulto e R$ 1,5 mil para o atendimento a crianças e adolescentes. “Isso será interessante principalmente para famílias com renda mais baixa. Muitas ligam na clínica procurando o tratamento, mas não têm condições de pagar. Com esse recurso, acredito que poderemos aumentar em 20% os atendimentos”, diz Cláudia Pugliani, coordenadora de uma clínica na cidade.
Durante a reunião, a secretária de Assistência Social, Maria Sodré, afirmou que Ribeirão não deve aderir à internação compulsória de usuários de crack, que teve início no dia 21 de janeiro na cidade de São Paulo. “Pelas informações que tenho até agora, acredito que não vamos aderir [à internação involuntária]. A não ser aquelas que são previstas por lei que há necessidade da internação.”
Segundo ela, continuará sendo feito na cidade o trabalho de abordagem dos dependentes a fim de convencê-los a aceitar tratamento. “Hoje, um em cada dez abordados adere ao tratamento. É muito pouco. O atrativo na rua é muito grande, eles encontram na rua tudo o que precisam. A população da cidade é muito caridosa, doa moedinhas, doa comida, doa tudo que eles precisam. Com a moedinha eles compram a droga”, explica.
O coordenador da saúde mental do município, Alexandre Souza Cruz, defende o mapeamento do consumo de crack para que ele possa ser combatido. De acordo com ele, a cidade tem 6 mil usuários da droga e apenas 60 leitos para tratá-los.
“Você precisa saber qual técnica ou estratégia já utilizada que está funcionando melhor. É preciso também acompanhar periodicamente a comunidade, ver onde está havendo maior ou menos consumo. Nós estamos na fase da discussão da estratégia que será usada para isso”, afirmou.
Entretanto, segundo Cruz, não há prazo para que o mapeamento seja concluído
Fonte: g1.globo.com(EPTV)