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12/02/2013

ITUVERAVA JÁ REGISTRA 287 CASOS DE DENGUE

Trabalho de limpeza deve ser intensificado para eliminar criadouros do mosquito da dengue

Secretarias intensificam trabalhos de eliminação de criadouros

A epidemia de dengue que Ituverava vive continua se agravando. Até a última quinta-feira, 7 de fevereiro, os números haviam aumentado para 843 casos suspeitos, sendo 287 positivos. No combate a doença, o Mutirão de Combate à Dengue, promovido pelas Secretarias Municipais da Saúde e de Obras e Serviços Urbanos e pela Sucen, intensificou os trabalhos de eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

O mutirão está retirando criadouros do mosquito em residências e também fazendo a limpeza em terrenos, vias públicas e bueiros. Os trabalhos já foram concluídos na Vila São Jorge, Parque dos Esportes, Jardim Guanabara, Jardim Independência e parte da região central da cidade.

Os próximos bairros serão: Jardim Marajoara, Nosso Teto, Benedito Trajano, Alto da Estação, Parque do Trevo, Cidade Universitária, Jardim Tropical e o restante do Centro.

As regiões por onde o mutirão já passou, agora será aplicado o inseticida. “A pela equipe da Sucen aplicará o único veneno realmente eficaz na eliminação do mosquito, mas não elimina as larvas e os ovos. Portanto é necessário que as pessoas continuem mantendo suas residências livres de criadouros", afirmou a Assessoria de Imprensa da Prefeitura.

"É bom reafirmar, que todos os moradores das regiões onde já foi realizada a operação de retirada de criadouros, mantenham seus imóveis limpos, pois o inseticida não mata as larvas dos mosquitos. Então é necessária a conscientização das pessoas, pois os criadouros estão dentro dos imóveis e casas", completa.

Maiores informações podem ser obtidas pelo telefone de contato, 3729-4711.

Outras cidades
Ituverava, que teve aumento de 102 casos em relação à semana passada - estava com 185 e agora está com 287 -, não é a única da região que vive situação alarmante. Barretos, que estava com 310 casos na última semana, agora tem 480. Já Miguelópolis, que estava com 83 casos, agora tem 104.



Principais dúvidas sobre a dengue são esclarecidas




O que é dengue?

A dengue é uma doença transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti ou Aedes albopictus (ambos da família dos pernilongos) infectados com o vírus transmissor da doença.

Como ela é transmitida?

A transmissão nos mosquitos ocorre quando ele suga o sangue de uma pessoa já infectada com o vírus da dengue. Após um período de incubação, que inicia logo depois do contato do pernilongo com o vírus e dura entre 8 e 12 dias, o mosquito está apto a transmitir a doença.

Nos seres humanos, o vírus permanece em incubação durante um período que pode durar de 3 a 15 dias. Só após esta etapa, é que os sintomas da dengue podem ser percebidos.

É importante destacar que não há transmissão através do contato direto de um doente ou de suas secreções com uma pessoa sadia. O vírus também não é transmitido através da água ou alimento.

É possível distinguir a picada do Aedes aegypti com a de um mosquito comum?

Não. A sensação de eventual coceira ou incômodo é semelhante à picada de qualquer outro mosquito.

Todo Aedes transmite a dengue?

Não, apenas os infectados. O mosquito só transmite a doença se tiver contraído o vírus.

Por que foi possível fazer uma vacina para febre amarela e não está sendo possível fazer uma vacina contra dengue?

No caso da Febre Amarela só existe um tipo de vírus. Na dengue, são conhecidos quatro variedades de vírus – chamados den1, den2, den3, e den4. Os quatro tipos já foram registrados no. A rigor, uma vacina para um tipo não dará imunização para outro.

O mosquito infectado pode picar e mesmo assim não transmitir a doença?

Sim, de 20% a 50% das pessoas não desenvolvem a doença.

É verdade que o mosquito não pica à noite?

A fêmea do Aedes tem hábitos diurnos, não costuma picar à noite.

É verdade que o mosquito se reproduz mais rápido no calor? Por quê?

Sim. No calor, o período reprodutivo do mosquito fica mais curto e ele se reproduz com maior velocidade. Isto explica o aumento de casos de dengue no verão.

Por que só a fêmea do Aedes aegypti pica?

As fêmeas picam depois do acasalamento porque necessitam do sangue que contem proteínas necessárias para que os ovos se desenvolvam.

Quanto tempo vive o Aedes?

A fêmea do Aedes vive cerca de 30 a 45 dias e, nesse período, pode contaminar até 300 pessoas.

Quantos ovos um mosquito coloca durante sua vida?

Até 450. Descobriu-se que existe a transmissão transovariana, ou seja, que a fêmea, se estiver contaminada, inocula o vírus nos ovos e os mosquitos já nascem com ele. Isso multiplica as chances de propagação.

Água de piscinas é uma ameaça?

Não se estiver recebendo o tratamento adequado com aplicação de cloro em quantidade correta. Caso contrário será um criadouro de mosquitos.

Adianta só tirar a água dos pratinhos que ficam sob os vasos?

Não. Os ovos ficam aderidos às laterais internas dos pratos ou ainda nas laterais externas dos vasos. O ideal é optar por pratos que fiquem bem justos ao vaso e lavá-los com água e sabão, utilizando uma bucha para retirada de possíveis ovos.

O repelente funciona? Quantas vezes deve ser aplicado por dia?

Os repelentes possuem ação limitada e não eliminam o mosquito, apenas o mantém distante.

O uso de inseticida contra o Aedes pode torná-lo imune ao produto químico utilizado?

Sim, pode.

Velas e incensos ajudam a espantar o Aedes?

Velas de citronela ou andiroba têm efeito paliativo. Isto porque o raio de alcance e a duração são restritos.

A solução de água sanitária com água limpa nas plantas é eficiente?

Não, é necessário substituir bromélias e outras plantas que acumulem água por aquelas que não acumulem água em suas folhas.

Mosquitos podem ser transportados em carros, aviões ou navios?

Sim, desde que haja condições adequadas no meio de transporte.

Quanto tempo eles sobreviveriam numa viagem dessas?

Cerca de 10 ou 12 horas nas condições ideais.

Qual é a autonomia de vôo do mosquito?

O Aedes costuma circular num raio de 50 a 100 metros de distância do local de nascimento.

Quais são as condições ideais para o mosquito procriar e agir?

A temperatura que o mosquito gosta é de 26 a 28 graus. Qualquer temperatura inferior a 18 graus o torna inoperante. Com 42 graus, ele morre.

Como a pessoa infectada transmite o vírus para o mosquito?

Durante seis dias ela pode transmitir o vírus para o mosquito. Um dia antes de começar a sentir os sintomas e nos cinco primeiros dias de sintoma. Depois disso, não infecta mais o mosquito.

Qual é a importância da notificação da doença?

Por ser uma doença de notificação compulsória, todo caso suspeito e/ou confirmado deve ser comunicado ao Serviço de Vigilância Epidemiológica, o mais rapidamente possível. Este deverá informar, imediatamente, o fato à equipe de controle vetorial local para a adoção das medidas necessárias ao combate do vetor. Em situações epidêmicas, a coleta e o fluxo dos dados devem permitir o acompanhamento da curva epidêmica, com vistas ao desencadeamento e avaliação das medidas de controle.

A notificação dos casos suspeitos, a investigação do local provável de infecção e a busca ativa de casos são elementos fundamentais.p>Citronela, o repelente ecológico
A citronela é uma planta parecida com a erva-cidreira e de suas folhas é retirado um óleo capaz de deixar os mosquitos bem longe do corpo e do lado de fora dos ambientes.

Tanto poder tem uma explicação química: o óleo essencial tem mais de oitenta componentes, entre eles citronelal, geraniol e limoneno, agentes que afugentam moscas e mosquitos. O cheiro é semelhante ao do eucalipto e, segundo a aromaterapia, tem propriedades tônica, anti-séptica e desinfetante.

Além do óleo essencial, é possível encontrar mudas da planta e vários produtos à base de citronela, como loções e sprays, para a pele, e velas e incensos, para a casa. O melhor para ambientes é usar o óleo essencial aquecido em difusor. Siga as receitas a seguir e aproveite os efeitos da citronela no corpo, nos ambientes e no jardim.

Óleo de citrolena para o corpo
Misture uma parte de óleo essencial de citronela (de boa procedência) com duas partes de óleo de amêndoa, uva ou camomila. Para bebês, a mistura pode ser mais diluída, feita com uma parte de óleo essencial para três de óleo-base.

Dentro de casa

Para ambientes com até 16 m2, pingue três gotas do óleo essencial de citronela na água de um difusor (peça de cerâmica encontrada em farmácias homeopáticas e casas especializadas em aromaterapia). Se necessário, renove a água com essência a cada cinco horas. A aromaterapeuta Maria Mizrahi recomenda ligar o aparelho duas ou três horas antes da utilização do ambiente, pois o aroma é cítrico e pode irritar as vias respiratórias ou causar sensação desagradável.

No vaso, no canteiro e no jardim

Por ser um tipo de capim, a citronela é de fácil multiplicação e não requer grandes cuidados.

zeparta as mudas (tiradas de uma touceira ou adquiridas em lojas de jardinagem), corte as folhas e enterre o talo verde com um chumaço de raiz numa cova de tamanho proporcional, cavada em lugar ensolarado. Cubra com terra misturada a material orgânico (esterco de galinha ou gado). A planta atinge 1 m de altura e de circunferência e não costuma atrair pragas.



Repelente caseiro




Ingredientes: 1/2 litro de álcool; 1 pacotinho de cravo da índia (10 g), 100 ml de óleo corporal

Modo de Preparo: Em um vidro escuro, coloque os cravos da índia e cubra com álcool. Deixe descansar por 4 dias, balançando o recipiente duas vezes ao dia (pela manhã e a noite). Depois peneire o cravo e misture a tintura com o óleo corporal de sua preferência.

Posologia: Aplique algumas gotas do óleo nas pernas e nos braços, para afastar os mosquitos e outros insetos. O repelente pode ser usado em qualquer horário do dia, mas principalmente no começo da noite, quando os pernilongos começam a aparecer.

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