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14/02/2013
Em um mês, um dos supermercados foi invadido duas vezes, diz diretor. Polícia investiga a ação de quadrilhas de Campinas em Ribeirão Preto, SP.
Uma rede de supermercados que atua em Ribeirão Preto (SP) e em cidades da região começou a desativar todos os caixas eletrônicos das lojas na quarta-feira (13). A decisão foi tomada depois que os equipamentos se tornaram alvo de ações criminosas nos últimos meses. A polícia suspeita que quadrilhas de cidades como Campinas (SP) e Sumaré (SP) estejam agindo na região de Ribeirão Preto.
Segundo o empresário Aurélio Mialich, os prejuízos causados pelas ações também motivaram a decisão. “Recentemente, tivemos na mesma loja, no prazo de um mês, duas tentativas de furto. Quando acontece a detonação de dinamites, há um estrago muito grande no prédio”, explica. Ele lamenta a retirada dos equipamentos, mas diz que a medida nas nove lojas da rede é necessária.
A direção do estabelecimento comercial diz que tenta preservar a segurança dos funcionários e dos clientes. “Era um serviço que a gente prestava para a população. Há bairros que usam muito esse tipo de equipamento, mas infelizmente os moradores vão ter que entender que nós precisamos também pensar na segurança deles e dos trabalhadores”, comenta. Em 1º de janeiro, ladrões usaram um veículo para quebrar a porta de vidro de um dos supermercados. No último dia 4 ladrões explodiram o caixa eletrônico no mesmo local.
Prejudicados
Acostumados com a comodidade e praticidade em pagar contas e pegar dinheiro nas lojas da rede, os consumidores também lamentaram a decisão do supermercado. “Sempre usei o caixa eletrônico. Fiquei triste, vou ter que ir ao lugar mais próximo ou ao banco”, diz a aposentada Cecília Mazola.
“É uma pena, um prejuízo para a população, pois eles vão ter que se deslocar e pegar um ônibus ou dois ônibus, dependendo do bairro, para ir até o Centro ou até onde tem esse equipamento”, conclui Mialich.
Cuidado redobrado
Para o especialista em segurança José Manoel Ferreira, vários casos como os ocorridos nas lojas da rede poderiam ter sido evitados se o sistema de monitoramento fosse feito corretamente. “Essa gravação serve para a investigação da Polícia Civil e Federal no caso de furto ou roubo. Mas o que tem que ser feito é o monitoramento online e ao vivo”, diz Ferreira.
Outra medida essencial, na opinião do especialista, é aumentar o controle e a fiscalização sobre os explosivos usados em muitas ocorrências nos bancos e caixas eletrônicos. “O que está acontecendo é o desvio, furto ou roubo desses explosivos e isso tem que ser investigado e controlado. O exército tem uma seção específica só para isso. Eles são explosivos muito fortes e podem causar danos materiais e também à vida”, afirma Ferreira.
Retorno
Segundo o delegado João Osisnki Júnior, a Polícia Civil suspeita que quadrilhas especializadas de Campinas e Sumaré estão agindo na região. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que cumpre a legislação e que, antes da instalação de cada caixa eletrônico, entrega um plano de segurança para ser aprovado pela Polícia Federal.
A Febraban informou ainda que os bancos têm avançado nos investimentos nesta área. A Polícia Militar declarou não fazer policiamento específico para os caixas eletrônicos porque eles geralmente ficam em locais privados. O Exército não se posicionou sobre o assunto.
Fonte: g1.globo.com (EPTV)