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18/02/2013
Apresentação do Ballet Leonora FreitasEm entrevista à Tribuna , Leonora Emília Freitas Mirandola fala sobre os benefícios do balé
Em atividade há 5 anos, a Ballet Leonora Freitas oferece aulas de Baby Class, Ballet Clássico e Jazz Dance para crianças, jovens e adultas. A idade mínima para ingresso na escola é 3 anos. As atividades ocorrem na escola, situada na Cel.
Conceição Francisco Barbosa, 234, de segunda à quinta-feira, nos períodos da manhã e da tarde.
Segundo a diretora e professora, Leonora Emília Freitas Mirandola, o balé traz muitos benefícios para quem pratica. "Considerado também como atividade física, o balé trabalha e melhora o condicionamento físico, define músculos e o corpo de forma harmônica", diz em entrevista à Tribuna de Ituverava.
"Pelo fato de melhorar a postura, também auxilia na correção de lordoses, cifoses e escolioses, além de pés e joelhos. Proporciona a melhoria da flexibilidade e conscientização corporal", ressalta.
Ainda segundo ela, a dança também desenvolve o raciocínio, a coordenação e o equilíbrio. "Para as crianças, em especial, desenvolve a criatividade e a auto-estima. Todas são encorajadas à superação da timidez, como também da realização interpessoal, com a socialização e o relacionamento em grupo", destaca.
"Além disso, crescem culturalmente por meio do contato com a música clássica, a história da dança, os nomes e significados dos passos, etc. Ainda adquirem disciplina, já que a própria modalidade exige, contribuindo para o crescimento pessoal das alunas", enfatiza.
Balé clássico surgiu na Itália durante início do século XVI
O balé clássico surgiu nas cortes italianas, no início do século XVI, embora não se saiba ao certo de onde veio a inspiração para os seus primeiros passos e coreografias. Foi o termo italiano balletto ("dancinha", "bailinho") que deu origem à palavra francesa ballet. Na época, tratava-se de uma diversão muito apreciada pela nobreza local.
Tamanha admiração pela dança levou a princesa italiana Catarina de Médici (1519-1589) a introduzir o balé em uma nova corte, quando se casou com o rei da França, Henrique II. Catarina também fez questão de contratar o grande coreógrafo italiano de então, Balthazar de Beaujoyeulx.
Em 1581, a companhia dele apresentava um espetáculo bem diferente dos balés de hoje, reunindo não apenas dança, mas também poesia, canto e uma orquestra musical. Esse formato variado entusiasmou os nobres franceses desde o início, mas o balé só atingiria seu apogeu no século seguinte, na corte do rei Luís XIV. Grande entusiasta da dança, Luís XIV também era bailarino, tanto que recebeu o apelido de Rei Sol por causa da sua participação no espetáculo Ballet de La Nuit, no qual vestia uma fantasia muito brilhante, lembrando o grande astro.
Em 1661, Luís XIV fundou a Accademie Royale de Musique, que abrigava uma escola de balé. Ali, sob a direção do compositor italiano Jean-Baptiste Lully e de seu assistente, o professor de dança francês Pierre Beauchamps, o balé se tornaria um espetáculo mais sofisticado, conhecido como "Ópera-Balé" por combinar dança, diálogos e canto. Foi Pierre Beauchamps quem criou as cinco posições básicas que são usadas no balé até hoje.
Por volta do século 18, os espetáculos passaram por outra transformação, concentrando-se mais na música e na dança. Foi nessa época também que as bailarinas começaram a se rebelar contra os vestidos que usavam até então e que limitavam os movimentos. Por causa dessa restrição, os homens eram os que tinham os papéis de destaque nos espetáculos. Como as coreografias cheias de saltos e giros ganhavam espaço, as mulheres tiveram que reagir.
A belga Marie Ann Cupis de Camargo baixou os saltos de seus sapatos e encurtou suas saias para desenvolver melhor sua dança. Não por acaso, ela foi uma das primeiras bailarinas importantes da história. O último momento marcante da origem do balé ocorreu no século XIX, quando a italiana Marie Taglioni foi a pioneira a dançar na ponta dos pés, hoje o movimento mais identificado com o balé clássico. Desde então o balé se popularizou ainda mais e não tardou para que chegasse a muitos outros países, em vários continentes.
Professora fala sobre metodologia da escola
Segundo Leonora Emília Freitas Mirandola, a criança que pratica o balé clássico - considerado a base para todas as danças - é logo identificada por sua postura, forma de caminhar e deli- cadeza.
"Nas minhas aulas, prezo o respeito pela individualidade de cada criança e também o prazer que a atividade proporciona, que são fatores importantes para estimulá-la. Na minha escola, há o piso flutuante, próprio para a prática da dança, que amortece impactos", conta.
"Como sempre tive muito prazer em dançar balé e durante minha vida me dediquei e me especializei nessa arte, ser professora era a minha aspiração e, felizmente, consegui alcançar", ressalta.
Todas as aulas são ministradas por Leonora, sendo que as turmas são dividas por nível e idade. "Para os níveis adiantados, são incluídas aulas de alongamento e condicionamento físico", enfatiza.
"Trabalho com número limitado de alunas por turma, dependendo da faixa etária. Tudo visando à qualidade da aula", conclui.
Leonora Emília Freitas Mirandola, 28 anos, é casada com Guilherme Machado Mirandola e tem a filha Manuela, de 3 anos.
Ela, que é graduada em Educação Física, é formada em Ballet Clássico com diploma reconhecido pelo Mec.
Realizou exames de técnica de Ballet Clássico, Dança a Caráter e Dança Livre pela Royal Academy of Dance, concluindo-os no GRADE 8 AWARD.
Serviço
Ballet Leonora Freitas
Endereço: Rua Coronel Conceição Francisco Barbosa, 234 Telefone: 3729-3555