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ECONOMIA

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04/03/2013

NOVO SERVIÇO PERMITE CHECAR SITUAÇÃO DE EMPRESAS PARA EVITAR GOLPE

Stand do Serasa Experian, durante Convenção, onde foi apresentada solução exclusiva para o segmento atacadista

Serviço que fornece dados sobre a ocorrência de protestos, cheques sem fundo, falências, entre outras informações

A partir de segunda-feira, dia 18, os consumidores que quiserem contratar serviços ou comprar produtos vão poder checar as informações financeiras das empresas antes de fechar negócio - e, assim, reduzir o risco de cair em golpes.

A Serasa Experian, empresa de informações financeiras, criou, em parceria com o Reclame Aqui, um serviço que fornece dados sobre a ocorrência de protestos, cheques sem fundo, falências, ações judiciais, além de endereço, telefone, participação societária, faturamento e confirmação da existência legal da empresa consultada.

O relatório, que custa R$ 29,90 por empresa, é enviado pela internet. A compra pode ser feita no site da Serasa ou do Reclame Aqui. O processo leva em torno de 7 minutos e o consumidor recebe as informações na hora.

De acordo com Maria Zanfoli, superintendente de serviços ao consumidor da Serasa Experian, a idéia é equilibrar essa balança entre empresas e consumidores. "As empresas sempre puderam tomar decisões seguras na hora de liberar uma compra ou oferecer crédito para os clientes. Por que não os consumidores?" "O crescimento econômico favoreceu o consumo, mas nem todas as pessoas estão preparadas e sabem que cuidados devem ter", acrescenta. O consumidor sempre foi refém das empresas. Agora, o contrário também vale", diz Maurício Vargas, fundador e presidente do site Reclame Aqui.

Vargas destaca que o consumidor de hoje já procura mais informações sobre as empresas na internet e nas redes sociais, mas ainda não tinha como obter informações precisas sobre a situação financeira da companhia.

Prejuízo
A idéia do serviço é evitar casos como o da estudante de engenharia Fernanda Ribeiro, 18. Em 2011, ela e mais três amigas compraram um pacote de viagem para o México para comemorar a formatura do colégio. Por uma semana de viagem, que incluía gastos com hospedagem, passagens de avião e alimentação, a estudante pagou, à vista, cerca de R$ 5 mil.

"Parecia tudo direitinho", diz. Na véspera do embarque, porém, a consumidora foi informada de que a viagem teria de ser adiada por alguns dias em razão de problemas no aeroporto do México. Na nova data marcada, receberam um e-mail informando que a viagem seria adiada novamente, mas dessa vez, sem justificativa. "Teve gente que só descobriu que não ia viajar quando já estava no aeroporto."

Em julho de 2012, a empresa em questão declarou falência e deixou mais de mil clientes sem viajar. "Até tinha esperanças de que eles fossem devolver o dinheiro, mas isso não aconteceu. Perdemos tudo; ficamos sem dinheiro e sem viagem", lamenta.

Fonte: Editoria de Arte/Folhapress

Dicas para a pessoa para evitar cair em golpes
Além de checar a informação financeira das empresas, o consumidor deve tomar outros cuidados para evitar cair em golpes. De acordo com Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste, associação de defesa do consumidor, é preciso criar o hábito de buscar detalhes sobre as companhias.

A especialista recomenda que o consumidor verifique, no site da Receita Federal, se o CNPJ da empresa é válido. No caso de compras on-line, também é importante verificar se o endereço da empresa e existe e se ela oferece outros tipos de atendimento, além da internet, para o pós-venda.

Outra orientação é buscar informações sobre eventuais reclamações anteriores. Para os consumidores que forem lesados, a recomendação é entrar em contato com os órgãos de defesa do consumidor.Fonte: Folhainvest

Juíza aceita pedido de recuperação de empresas
A juíza Ana Paula Cypriano aceitou segunda-feira , dia 18, o pedido de recuperação judicial (antiga concordata) das empresas Leão & Leão Ltda, Infrapar Participações S/A, CFO Engenharia Ltda,. e Construções Carvalho Ltda.

Com a decisão, as empresas conseguem a margem de manobra para negociar o pagamento de dívidas junto a credores e, também, montar um plano de reestruturação interna. Juntas, as quatro empresas têm 633 funcionários. O valor conjunto das dívidas é estimado em R$ 142,6 milhões.

O plano de recuperação judicial é feito pela Exame Auditores, de Ribeirão Preto, e deverá ser apresentado dentro de 60 dias. Nesse período, as empresas estão dispensadas da apresentação de certidões negativas em concorrências, não podem ser processadas ou sujeitas a ações de reintegrações de posse e têm congeladas as dívidas trabalhistas, entre outras ações. Da mesma forma, elas também não poderão ter cortadas a eletricidade, água, telefonia e internet, entre outros serviços considerados essenciais.

No despacho de sete páginas em que aceita o pedido de recuperação judicial, a juíza da 6ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado em Ribeirão Preto, levou em conta que "as empresas encontram-se em plena atividade empresarial e possuem 633 empregados registrados".

Grupo Leão possui mais 11 companhias
O pedido de recuperação judicial foi feito no dia 23 de janeiro deste ano e incide apenas sobre essas quatro empresas do Grupo Leão. Além delas, o grupo conta com outras 11 empresas.

Empresas com a mesma origem, como a Leão Engenharia ou a Leão Ambiental, fazem parte hoje de outros grupos e não têm nenhuma ligação com o pedido de recuperação judicial.

Fonte: Site Jornal A cidade

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