Clique aqui para ver a previsão completa da semana
05/03/2013
Grêmio não dá chances ao Caracas na Arena (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)
Foi uma noite perfeita para o Grêmio. De reconciliação com a Arena. Para superar a ‘sina caseira’, que não permitia os mandantes vencer no Grupo 8 da Libertadores. E, consequentemente, com goleada sobre o Caracas. A vitória por 4 a 1 - poderia ter sido mais - conseguiu ainda ter uma representatividade maior: alçou o time de Vanderlei Luxemburgo à liderança da chave, com o término da terceira rodada.
Foi uma noite para o Caracas esquecer. Não viu a cor da bola, conheceu a segunda derrota em três jogos e amargou a lanterna da chave. Justo no dia em que Hugo Chávez, presidente da Venezuela, morreu vítima de câncer.
Neste contraste, as duas equipes encerram a terça-feira em Porto Alegre. E irão se preparar para o confronto seguinte em Caracas – elas não atuam no final de semana. A partida, terça que vem, é às 21h30m, no Olimpico de la UCV.
Pressão, gols
O Grêmio começou a partida arrasador. Decidido a apagar a má imagem da derrota para o Huachipato no novo estádio e ser o primeiro time do grupo a ganhar como local em seis jogo, partiu para cima. Avançou a marcação. Não permitiu que o rival tocasse a bola. Claro, empilhou chances de gol.
Fruto do melhor entrosamento da equipe, que passou 13 dias em pré-temporada fora de época – após a eliminação no Gauchão. Houve troca de passes, inversões de posições, cobertura aos laterais e destaques individuais: Barcos, Vargas e Zé Roberto. O time foi o mesmo da goleada sobre o Fluminense.
A primeira oportunidade foi aos seis minutos. Após linda jogada de Barcos, André Santos chutou por cima do gol. Pará, em rebote após escanteio, quase marcou de fora da área. Embora o maior volume de jogo, o gol iria após uma jogada de bola parada, fundamento para superar o sistema defensivo, um 4-1-4-1. Elano cobrou, a zaga afastou, Pará cruzou e o goleio Baroja não segurou. Barcos, oportunista, só completou o gol: 1 a 0, aos 16, e o estádio todo imitando o Pirata.
Zé e Vargas, estes em grande jogada após driblar dois defensores, quase ampliaram. Porém, de novo, a bola parada desequilibrou. Zé cobrou escanteio, no primeiro pau, e Werley desviou. 2 a 0 aos 37. O placar no intervalo só não foi maior pois Zé e Vargas, eles de novo, pararam nas mãos de Baroja.
Caracas melhora e assusta
O segundo tempo começou da mesma forma. O diferente foi que o Grêmio marcou cedo. Barcos, em lindo lançamento, descobriu Zé Roberto. Livre, driblou o goleiro e completou ao gol: 3 a 0 aos seis minutos.
A tranquilidade não foi maior pois o Caracas melhorou após a entrada de Lucas. Conseguiu trocar passes, segurar a bola e atacar, algo até então inédito. Descontaria com Sánchez, aos 14, de cabeça, após cobrança de falta da esquerda.
O gol animou o time venezuelano. Ameaçou reação. Cabezas obrigou Dida a fazer boa defesa. E o Grêmio passou a atuar no contragolpe. Vargas, em chute cruzado, Zé Roberto, da entrada da área, e Elano, em cobrança falta, quase ampliaram.
O quarto gol sairia de uma jogada coletiva. Elano reteve a bola. Trocou passes com os volantes. A bola chegou a Vargas, que descobriu Pará. Em alta velocidade, o lateral-direito ganhou de Quijada e cruzou rasteiro. Zé só completou, aos 27.
Com a vantagem, o Tricolor administrou a partida.
Vargas, ao ser substituído por Welliton, foi aplaudido de pé. A torcida, aliás, se entusiasmou fez um bonita festa. O único ‘porém’ foi que não lotou o estádio, embora o bom público de 32.561 almas. Haverá novas chances.
Fonte: globoesporte.com