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31/03/2013

POPULAÇÃO APÓIA DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

O ator José de Abreu, em cartaz da campanha de Doação de Órgãos lançada ano passado

Entrevistados pela enquete da Tribuna de Ituverava são á favor da doação de órgãos para transplantes

Doar órgãos é um ato de amor e solidariedade. Quando um transplante é bem sucedido, uma vida é salva.

Para se ter uma idéia, um único doador pode beneficiar até 25 vidas. Os transplantes mais comuns são classificados como de “Orgãos” (coração, fígado, rim, pâncreas, pulmão, intestino e estômago) e de “Tecidos” (sangue, córnea, pele, medula óssea, dura máter, crista ilíaca, fáscia lata, patela, costelas, ossos longos, cabeça do fêmur, ossos do ouvido, safena, vasos sanguíneos, válvulas cardíacas, tendões e meninge).

Doando órgãos, resgate-se a saúde física e psicológica de toda uma família envolvida com o paciente transplantado. Por isso, este ato deve ser cada vez mais difundido e incentivado.

O governo entendeu isso. No Brasil, o Sistema Público de Saúde (SUS), financia mais de 95% dos transplantes realizados e também subsidia todos os medicamentos para todos os pacientes. É uma das maiores políticas públicas de transplantes de órgãos do mundo.

“Em Ituverava, por exemplo, realizamos vários transplantes de córneas, no ano passado. Isso comprova que a doação de órgãos para transplantes vem crescendo a cada dia”, disse a administradora da Santa Casa, a enfermeira Cláudia Maria Carreira Frata, em entrevista à Tribuna de Ituverava.

Maior divulgação
Segundo ela, infelizmente, falta ainda uma maior divulgação para a conscientização das pessoas.

“Tudo está mais prático agora. Desde a legislação brasileira – mais flexível e menos burocrática – até a tecnologia para captação do órgão. O que ainda falta, porém, é a compreensão da família, em permitir que o fato seja consumado”, disse a enfermeira.

Ela sugere que sejam feitas campanhas educativas pelo governo, incentivando a doação de órgãos. “Elas devem começar desde a infância, para que um maior número de pessoas se conscientize sobre a importância da doação”, ressaltou.

Cláudia complementa afirmando que o ser humano “só ganha” com este ato. “É a pratica da solidariedade, pensando diretamente no bem que se pode proporcionar a outro ser humano. Este ato não há dinheiro no mundo que pague”, concluiu a administradora da Santa Casa de Ituverava.

ENQUETE
A Tribuna de Ituverava foi às ruas saber a opinião de ituveravenses sobre a doação de órgãos. Todos os entrevistados aprovam a ação. “Eu doaria, pois acho correto, pois sei que esse ato iria ajudar uma pessoa que necessita ser transplantado”, afirmou a auxiliar administrativa Liliane Stuck.

A funcionária pública Laís Rezende Cardoso de Souza, 24 anos, também concorda. “Eu doaria, com toda certeza. Acredito que a vida é o nosso maior bem e que, se podemos de alguma forma ajudar a salvar a vida de alguém, é nosso dever fazê-lo. Salvar uma vida é alegrar o coração de outro ser humano, é uma dádiva”, afirmou.



Veja, abaixo, as respostas:




Confira as respostas:



Como fazer a doação de órgãos?



Que tipo de doadores existem?

Doador vivo: qualquer pessoa saudável que concorde com a doação. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado e parte da medula óssea. Pela lei, parentes até o quarto grau e cônjuges podem ser doadores; não parentes, somente com autorização judicial.

Doador cadáver: São pacientes em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) com morte encefálica, geralmente vítimas de traumatismo craniano ou AVC (Derrame Cerebral).

A retirada é realizada em centro cirúrgico como qualquer outra cirurgia.

Quais órgãos e tecidos podem ser obtidos de um doador vivo?

Fígado, rim e medula óssea.

Quais órgãos e tecidos podem ser obtidos de um doador cadáver?

Coração, pulmão, fígado, pâncreas, intestino, rim, córnea, veia, ossos, pele e tendão.

Como os órgãos podem ser doados?

Em casos de órgãos como coração, fígado e rins, eles são doado após solicitação quando uma pessoa internada em alguma Unidade de Terapia Intensiva é declarada em estado de morte encefálica e notificada (notificação obrigatória) à Central de Transplante.

Os Tecidos que não necessitem perfusão até o momento da retirada podem ser doados diretamente pela família como: córneas, valvas, tecidos músculo-esqueléticos.

Quanto tempo tem a família para entrar em contato com a Central de Transplantes?

Em caso de doação de córneas, cartilagens, ossos e pele, até seis horas após a parada cardíaca. Em caso de doação de rins, fígado, coração, pulmão, fígado e pâncreas, que apenas é realizada quando o paciente encontra-se em morte encefálica, diagnosticada no hospital, a família será procurada para se manifestar sobre a doação.

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