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22/04/2013
Castanhas-do-pará são ricas em selênioUma castanha por dia garante a dose diária de selênio de que seu corpo precisa
Cabe na palma da mão – e ainda sobra um espaço e tanto – a arma que vai superproteger as unidades microscópicas do organismo.
Em segundos, ao mastigar uma única castanha-do-pará, a pessoa recarregará os níveis de um mineral extremamente importante para uma vida longa e saudável: o selênio.
A pequena oleaginosa repõe a quantidade do nutriente necessária para dar combate ao envelhecimento das células, causado pela formação natural daquelas incansáveis moléculas que danificam as células, os radicais livres.
Um estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, atesta que a ingestão diária de duas “castanhas-do-pará” – recentemente rebatizadas de “castanhas-do-brasil” – eleva em 65% o teor de selênio no sangue.
E olha que, durante a pesquisa, provavelmente os neozelandeses não usaram o legítimo produto brasileiro, mas uma variação genérica do mesmo fruto.
“As legítimas castanhas produzidas nas regiões Norte e Nordeste do país são tão ricas em selênio que bastaria uma unidade para tirar o mesmo proveito. A recomendação é de que um adulto consuma, no mínimo, 55 microgramas por dia”, diz a nutricionista ituveravense Edvânia Romualdo Olímpio.
Segundo ela, com apenas uma unidade desta castanha é possível encontrar 200 a 400 microgramas de selênio, ou seja, bem mais de 55 . “Aliás, o limite de consumo diário do mineral é de 400 microgramas, portanto, não vá com muita sede ao pote”, ressaltou Edvânia, que também oferece atendimento personalizado na casa do paciente.
A castanha-do-pará foi tema de reportagem do programa Globo Repórter, da Rede Globo, na última sexta-feira, 6 de abril. Coincidência ou não, depois disso, o fruto “sumiu” de prateleiras dos principais mercados.
Afinal, para que serve o Selênio?
E por que toda essa fama do selênio? Ele é essencial para acionar enzimas que combatem os radicais livres, responde Christine Thomson, a pesquisadora neozelandesa que investigou as propriedades da castanha.
“O selênio se liga a algumas proteínas já existentes em nosso corpo para formar as enzimas antioxidantes”, explica Edvânia, em entrevista Tribuna de Ituverava.
Na ausência de selênio, as enzimas ficam sem atividades e, então, deixam de combater os radicais e ainda desguarnecem as defesas do organismo.
“O mineral da castanha também tem um papel especial na proteção do cérebro. É que, com essa capacidade de acabar com a farra dos radicais livres, as células nervosas são preservadas, evitando o surgimento de doenças neurodegenerativas com a idade”, ressaltou Edvânia.
Efeitos
Por todos os predicados, a pesquisadora Bárbara Rita Cardoso começou a estudar os possíveis benefícios do selênio em portadores do mal de Alzheimer. “A gente desconfia que nesses pacientes os radicais façam maiores estragos”, diz ela.
A tireóide também funciona melhor na presença do selênio, acrescenta Christine Thomson. “Isso porque, se não houver esse elemento, ela não consegue produzir direito seus célebres hormônios. O mineral também está intimamente associado à capacidade de o organismo se livrar de substâncias tóxicas, ajudando-o inclusive a expulsar possíveis metais pesados que se alojam nas células”, observa.
Conheça as famosas propriedades terapêuticas da castanha-do-Brasil
a Castanha-do- Brasil, ou castanha do Pará, é a semente da castanheira do Pará, uma árvore da família botânica Lecythidaceae, com tronco de até 4 m de diâmetro e altura de 30 a 45 metros. O fruto é esférico – de 11 a 14 cm de diâmetro – com peso variando entre 700g e 1.500g. É uma fruta calórica: 1049 Kcal para cada porção de 100g.
É uma fruta típica do norte do Brasil e um dos principais produtos de exportação da Amazônia. Possui alto valor protéico e calórico além de ser rica em selênio, substância que reduz o risco de cânceres como o de pulmão e de próstata e combate os radicais livres, agindo contra o envelhecimento, fortalece o sistema imunológico, atua no equilíbrio da tireóide.
Ela pode ser consumida “in natura”, torrada, na forma de farinhas, doces e sorvetes. O óleo da castanha é usado na fabricação de produtos de beleza para o cabelo. A castanha tem uma casca fina, marrom e brilhante. A polpa é branca, farinhenta e saborosa.
As últimas pesquisas só trazem boas notícias dessa castanha típica da região do Pará. O selênio contido nela tem grande poder antioxidante e por isso traz benefícios à saúde de hipertensos, idosos, portadores de colesterol alto e Alzheimer. Além disso, ela é rica em cálcio e magnésio, combinação perfeita para uma saúde óssea em dia. Ainda possui zinco, vitamina A, complexo B (B1, B2, B5) e fibras.
Outras frutas oleaginosas
Nozes
As nozes tão tradicionais nas festas de Natal e Ano novo passam a ter lugar garantido nas mesas durante todo o ano.
Ela é rica em gordura monoinsaturada, benéfica principalmente para a saúde cardiovascular. Também é rica em glutationa e vitamina E que são antioxidantes poderosos e que atuam no combate ao excesso de radicais livres responsáveis por uma série de doenças como o câncer.
As nozes ainda possuem cálcio, zinco e fibras que ajudam a manter a saciedade e deixam a fome bem longe.
Castanha-de-caju
A castanha-de-caju tem ótimas quantidades de complexo B e de um aminoácido chamado arginina que auxilia na circulação sanguínea. Só fique de olho: o recomendado é consumi-la só assada e sem sal e se for comprar as industrializadas, leia o rótulo porque normalmente elas adquirem aquela cor escura pelo processo de fritura. Por ser rica em um aminoácido chamado triptofano, ajuda na formação de serotonina, neurotransmissor relaxante e calmante. Também é fonte de zinco, cálcio e magnésio.
Amêndoas
As amêndoas são uma das mais requisitadas e alvos de estudo com ótimos resultados quando falamos de emagrecimento e manutenção de peso. Além disso, elas são ricas em cálcio, fósforo e arginina, que ajuda na circulação e na saúde cardiovascular! Elas possuem magnésio e vitamina E uma dupla antioxidante importante no combate ao excesso de radicais livres do organismo.