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03/05/2013
Obra do Mineirão em Minas Gerais, que já foi inaugurado, que foi construído especialmente para a Copa do Mundo de 2014Presidente da subcomissão de fiscalização de gastos públicos na Copa, Sílvio Torres, questiona utilidade dos estádios depois da competição
A inauguração do Maracanã na noite do último sábado, 27 de abril, foi marcada pelo amistoso entre os amigos de Ronaldo e os amigos de Bebeto. O jogo terminou 8 a 5 para os amigos de Ronaldo, mas o que mais chamou a atenção não foi o jogo, nem a solenidade de abertura com diversas autoridades, mas sim o valor do investimento no "novo" estádio.
Ainda faltam alguns ajustes para que o Maracanã esteja pronto para a competição mais importante do futebol mundial, no entanto, já foram gastos cerca de R$ 1,5 bilhão.
Gastos
Depois de muitos atrasos, troca de planos e orçamentos, os estádios do Brasil estão finalmente perto de serem inaugurados. Com exceção do Rio de Janeiro, que abrigará também as Olimpíadas de 2016 e, por isso, promoveu investimentos ainda maiores, o total gasto com reformas e construção de estádios, junto com as obras de mobilidade urbana e nos aeroportos, ultrapassou os R4 23 bilhões nas 11 cidades sede.
Fiscalização
Apenas com os estádios para a Copa das Confederações, ou seja, seis, foram gastos R$ 7,5 bilhões. E, segundo o Tribunal de Contas da União, este valor poderia ter sido maior não fosse a fiscalização que desde 2009 impediu gastos desnecessários de R$ 600 milhões ao analisar os contratos.
Utilidade
O problema do alto investimento em estádios da Copa do Mundo é que, esse dinheiro que poderia ter sido aplicado em outras áreas como Saúde e Educação, é incerto se eles terão utilidade após a realização da Copa das Confederações e da Copa do Mundo.
Segundo o presidente da subcomissão que fiscaliza os gastos públicos na organização da Copa do Mundo de Futebol de 2014 no Brasil, o deputado Sílvio Torres, os estádios construídos para a Copa do Mundo de 2014 poderão se transformar em "elefantes brancos". "O país pode investir grandes quantias em arenas que, depois da Copa, terão pouca utilidade e trarão mais despesas aos cofres públicos.
Prejuízo
Ainda segundo Torres, o Tribunal de Contas da União (TCU) identificou quatro estádios que darão prejuízo aos governos após a realização do evento esportivo: de Brasília, Cuiabá, Manaus e Natal.
Saiba qual é o custo de cada cidade com as obras para a Copa do Mundo de 2014
Brasília: aproximadamente R$ 2,153
Belo Horizonte: aproximadamente R$ 2,600 bilhões
Salvador: aproximadamente R$ 850 milhões
Recife: aproximadamente R$ 1,490 bilhões
Fortaleza: aproximadamente R$ 1,275 bilhões
São Paulo: aproximadamente R$ 6,890 bilhões
Natal: aproximadamente R$ 1,030 bilhões
Cuiabá: aproximadamente R$ 2,200 bilhões
Manaus: aproximadamente R$ 2,500 bilhões
Porto Alegre: aproximadamente R$ 1,560 bilhões
Curitiba: aproximadamente R$ 900 milhões