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03/05/2013

PROFESSORES DA REDE ESTADUAL DE SP DECIDEM EM ASSEMBLEIA MANTER GREVE

Categoria realizou ato na tarde desta sexta-feira (3) no Masp. Sentido Consolação da Paulista está bloqueado desde as 15h30.

Em assembleia realizada no final da tarde desta sexta-feira (3) no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, representantes dos professores da rede estadual de ensino decidiram pela manutenção da greve que reivindica melhores reajustes salariais. O ato da categoria gerava reflexo no trânsito da avenida por volta das 17h desta sexta-feira. A via no sentido Consolação estava bloqueada desde as 15h30.

No Centro, professores da rede municipal bloqueavam o Viaduto do Chá, onde fica o prédio da Prefeitura. A manifestação interditava ambos os sentidos do Viaduto do Chá, no Centro, por volta das 15h45. Segundo o Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem), o protesto marca o início da greve da categoria, como forma de protesto contra as condições de trabalho e desvalorização profissional.

Por volta das 16h, São Paulo tinha cerca de 68 km de lentidão em suas vias, índice considerado dentro da média pela CET.

Apesar da manifestação que bloqueava a pista sentido Consolação da Avenida Paulista, não havia congestionamento significativo no local, segundo a CET.

Avenida Paulista
No Masp, os professores da rede de ensino estadual estavam reunidos desde a manhã desta sexta-feira.

Profissionais da rede estadual estão de braços cruzados desde o fim de abril.

Desde manhã, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) pedia que os motoristas evitassem a região da Avenida Paulista. Após a realização da assembleia, os professores estaduais seguiriam em caminhada em direção à Praça da República, no Centro, passando pela Rua da Consolação.

Muitos manifestantes da Avenida Paulista pediram a unificação das causas, mas não obtiveram apoio do sindicato. Maria Isabel Noronha, presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), disse não existir maneira de juntar os dois movimentos grevistas dos professores, mas disse que o protesto municipal tem sua solidariedade. "Coisas de governos diferentes, não se unifica", explicou. "Eu não tenho como unificar se aqui eu estou ganhando 30% a menos que os outros servidores."

Por meio de nota, a assessoria de imprensa da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou que a "valorização dos professores e demais funcionários da rede estadual de ensino está entre as prioridades do Governo de São Paulo". "Os professores da rede estadual paulista, que já ganham 33,3% mais que o piso nacional vigente, passarão a ter, a partir de julho, uma remuneração 44,1% maior que o vencimento mínimo estabelecido em decorrência da Lei Nacional do Piso Salarial Magistério Público", diz o comunicado.

Segundo a nota, a "atual gestão tem estabelecido um amplo diálogo não só com os sindicatos, mas, sobretudo, com os próprios profissionais da rede estadual de ensino".

Centro de São Paulo
No início da tarde, professores do ensino municipal faziam uma manifestação no Viaduto do Chá. De acordo com o Sinpeem, o protesto marca o início da greve da categoria. Os professores pretendem paralisar as atividades por tempo indeterminado como forma de protesto às condições de trabalho e desvalorização profissional.

Em nota emitida na última semana, a Prefeitura de São Paulo afirmou que “a negociação é a principal ferramenta na relação das questões que envolvem os servidores municipais”, e em razão disto instituiu o Sistema de Negociação Permanente da Prefeitura (Sinp) junto às representações sindicais.



Fonte: g1.globo.com

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