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21/05/2013
Saúde afirma que estado teve 90% das mortes pela gripe A neste ano. Para secretária, comparação adotada pelo Ministério está errada.
A Secretaria de Estado da Saúde rebateu nesta terça-feira (21) o uso dos dados das mortes causadas pela gripe H1N1 para formar um "ranking" nacional, elaborado pelo Ministério da Saúde.
O governo paulista diz ainda que o medicamento contra a gripe deve ser prescrito em até 48 horas.
Mais cedo, em entrevista ao G1, o ministro Alexandre Padilha afirmou ter "preocupação" com o uso do remédio em São Paulo e que ele deveria ser usado nas primeiras 24 horas após o surgimento dos sintomas.
Em relação ao ranking, a secretaria afirma que é errado fazer a comparação adotada pelo Ministério da Saúde no registro das mortes pela gripe A (H1N1). Dados divulgados pelo Ministério da Saúde revelaram que o estado de São Paulo concentrou 90% das mortes pela gripe A, entre o começo deste ano e o dia 12 de maio.
Segundo a secretaria estadual, "vale lembrar que São Paulo é o estado mais populoso do país, o que já justifica números maiores de casos de quaisquer doenças em relação aos outros estados".
A secretaria também afirmou que a recomendação é prescrever em até 48 horas o medicamento contra a gripe (o antiviral Oseltamivir, também conhecido como Tamiflu) para que ele tenha o efeito desejado.
Segundo a secretaria, foram distribuídos dois milhões de doses do antiviral em todo o estado. O remédio pode ser prescrito pelo médico responsável em todas as unidades de saúde.
A secretaria confirma que 57 pessoas morreram com a doença este ano no estado, 46 pelo vírus influenza A e 11 pelo vírus influenza sazonal.
Dessas, 67% teriam histórico de doenças crônicas como diabetes e hipertensão. Entre os casos de morte, 28 foram registrados na capital paulista, segundo a Prefeitura de São Paulo.
A secretaria estadual afirmou que trabalha com casos confirmados da gripe do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), por estado e não por país. Para a SES, por ser o estado mais populoso do país, é natural que São Paulo apresente números maiores de casos do que outros estados da União.
Ranking
O estado de São Paulo concentrou 90% das mortes pela gripe A(H1N1), a chamada gripe suína, entre o começo deste ano e o dia 12 de maio, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (21). Dos 61 óbitos em todo o país em razão da doença, 55 foram em São Paulo.
Os dados fazem parte do balanço de vacinação de gripe apresentado pelo governo federal. As informações apontam que foi superada a meta de vacinar 80% do público-alvo (crianças de até 2 anos, trabalhadores de saúde, gestantes, mulheres até 45 dias após o parto, indígenas e idosos). De modo geral, 83,7% do público-alvo foram vacinados durante a campanha deste ano.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, manifestou "preocupação" com o que acontece no estado de São Paulo e disse que enviou uma equipe ao estado. A principal suspeita, diz o ministro, é de que o uso do medicamento antiviral tamiflu (oseltamivir) não esteja sendo aplicado nas primeiras 24 horas após suspeita da doença, sem necessidade de confirmação por exame laboratorial.
"Há preocupação especial para aquilo que ocorre no estado de São Paulo. Hoje, de todos os casos de óbitos, 90% ocorreram no estado. Identificamos antecipação de casos de H1N1 no estado. Então, tem uma preocupação especial para o que acontece no estado de São Paulo", disse Padilha durante apresentação dos dados.
Conforme o ministro, haverá uma investigação detalhada sobre os casos de óbito e uma força-tarefa do ministério foi enviada para o estado Além disso, disse ele, serão feitas conferências periódicas com autoridades paulistas para tentar conter o crescimento de óbitos.
Em São Paulo, foram verificados 328 casos da gripe suína, sendo que 55 levaram o paciente a óbito. Em todo o país, foram 388 casos e 61 deles com morte. Em todo o ano passado, os 2614 casos levaram a 351 mortes.
Números
Foram aplicadas 32,4 milhões de doses de vacina para proteção contra a gripe A (H1N1), A (H3N2) e B em todo o país.
Entre os grupos prioritários, o que obteve menor percentual de cobertura da vacinação foi o das gestantes, com 73,6%. O grupo com maior cobertura foi o de mulheres com até 45 dias após o parto, que atingiu 100%.
Segundo Padilha, os profissionais também foram orientados para receitar tamiflu assim que surgirem suspeitas de gripe H1N1 e que outras pessoas do convívio pessoal também devem tomar o medicamento. "O Tamiflu tem que estar mais perto, retiramos regra mais restritiva para receitar, dupla receita. O remédio não tem que ficar trancado dentro do posto de enfermagem."
De acordo com Padilha, "não se confirmou a dúvida de que o uso disseminado [do Tamiflu] poderia causar resistência ao vírus".
O ministro Alexandre Padilha fez um apelo para que aqueles que ainda não se vacinaram compareçam aos postos de saúde em razão da proximidade do inverno mais rigoroso.
"Para que a vacina tem grau maior de proteção, é preciso ser tomada de 10 a 15 dias antes da chegada do inverno mais rigoroso. Sua duração mais eficaz é de dois meses a dois meses e meio", disse, ressaltando que é preciso já ter se vacinado quando o frio intenso começar.
Sintomas
Veja abaixo uma tabela que ajuda a diferenciar os sintomas de gripe (comum e H1N1), resfriado e dengue:
Fonte: g1.globo.com