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27/05/2013
Santa Rita de CássiaCerca de 1 mil fiéis compareceram às eucaristias nas matrizes “Nossa Senhora do Carmo” e “São João Batista”
Na última quarta-fera, 22 de maio, católicos em todo mundo celebraram o Dia de Santa Rita de Cássia, considerada padroeira das causas impossíveis.
Em Ituverava, as duas paróquias – “Nossa Senhora do Carmo” e “São João Batista” – realizaram missas, em comemoração à data. Cerca de 500 fiéis compareceram à celebração, em cada paróquia.
“A história de Santa Rita é um exemplo de humildade e abnegação. Ela passou por grandes sofrimentos – alguns quase impossíveis. No entanto, orou muito, pedindo ao Senhor solução para os problemas e força para suportá-los”, disse o pároco Vilmar Volpato, da Paróquia Nossa Senhora do Carmo. “Como é de costume, os fiéis levaram rosas à missa para serem abençoadas. É uma tradição de muitos anos”, afirmou.
“Santa Rita é considerada ‘advogada’ dos Homens ante ao Senhor”, complementou o pároco Antônio Marcos de Oliveira, da Paróquia São João Batista. “É importante lembrar que nas três importantes fases de sua vida – infância, matrimônio e vida religiosa – ela nunca esmoreceu diante das dificuldades. Ela passa este exemplo para todos: para nunca perdermos a fé”, complementou padre Marquinhos.
Devota da Santa desde a infância, a bancária aposentada Rita Maria Costa Carvalho participou na missa, na Igreja Matriz Nossa Senhora do Carmo. “Quando minha mãe estava grávida de mim, meu irmão ficou muito doente. Ela pediu à Santa Rita que intercedesse pela saúde dele, o que aconteceu.
Então, ela homenageou a Santa, dando-me seu nome”, contou Rita.
“Santa Rita é uma história de sofrimento, que nos faz refletir bastante. Pois suportou dores que nós, com certeza, não suportaríamos. Ela é um grande exemplo de fé”, completou a devota.
Santa Rita de Cássia é exemplo de amor e humildade.
Santa Rita de Cássia é exemplo de amor e humildade
O matrimônio
Seus pais, sem ter aprendido a ler ou escrever, ensinaram a Rita desde menina tudo acerca de Jesus, a Virgem Maria e os mais conhecidos santos. Rita, igual a Santa Catarina de Siena, nunca foi à escola para aprender a escrever ou a ler. Seu único livro era o crucifixo.
Ela queria ser religiosa durante toda sua vida, mas seus pais, Antônio e Amata, escolheram para ela um esposo, Paolo Ferdinando, o que não foi uma decisão muito sábia. Mas, Rita obedeceu. Os católicos crêem que quis Deus assim dar o exemplo de uma admirável esposa, cheia de virtude, ainda nas mais difíceis circunstâncias.
Depois do matrimônio, seu esposo demonstrou ser bebedor, mulherengo e abusador. Ela padeceu no longo período de dezoito anos que viveu com seu esposo.
Encontrou sua fortaleza em Jesus Cristo, em uma vida de oração, sofrimento e silêncio. Tiveram dois gêmeos, os quais herdaram o temperamento do pai. Rita se preocupou e orou por eles. Depois de vinte anos de matrimônio e oração por parte de Rita, o esposo se converteu, pediu-lhe perdão e lhe prometeu mudar sua forma de ser. Passava o tempo com Rita nos caminhos de Deus.
Infelizmente, não durou muito, pois foi assassinado por seus inimigos.
Sua pena foi aumentada quando seus dois filhos, que eram maiores, juraram vingar a morte de seu pai. As súplicas não conseguiram dissuadi-los. Foi então que Santa Rita compreendeu que mais vale salvar a alma que viver muito tempo: rogou ao Senhor que salvasse as almas de seus dois filhos e que tirasse suas vidas antes que se perdessem para a eternidade por cometer um pecado mortal. O Senhor aparentemente respondeu a suas orações: os dois padeceram de uma enfermidade fatal.