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07/06/2013

SINDICATO DOS MOTORISTAS LAMENTA PRÊMIO DE DUPLA FUNÇÃO FORA DE ACORDO

Paralisação prejudicou 100 mil usuários do transporte público de Ribeirão. Audiência no TRT sinalizou o fim da paralisação para esta sexta-feira (7).

A greve dos motoristas de ônibus urbanos de Ribeirão Preto (SP) acabou na manhã desta sexta-feira (7). Em assembleia realizada no sindicato da categoria (Seturp), os profissionais aceitaram a proposta das empresas e 100 % da frota voltou a rodar pela cidade. O presidente do Seturp, João Henrique Bueno, considerou bom o acordo entre as empresas e a categoria, mas lamentou não ter sido concedido o prêmio por acumularem a atividade de cobradores.

"No geral, a proposta foi boa para nós. Conseguimos um ganho real acima da inflação. A única coisa que a gente queria e não aconteceu foi a incorporação do prêmio por ser cobrador ao salário. Como o TRT informou que existia uma impossibilidade jurídica disso acontecer, nós entendemos e agora vamos ter que continuar pedindo à Prefeitura que o dinheiro dos bilhetes sejam retirados dos ônibus. Assim, os motoristas deixarão de ser cobradores também", concluiu.

Na quinta-feira (6), a segunda audiência de conciliação entre o Consórcio Pró-Urbano e o Seturp, realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Campinas (SP), já havia selado um acordo entre as partes que sinalizava o fim da paralisação, que durou quatro dias e prejudicou 100 mil usuários. Entretanto, a confirmação dos profissionais era necessária e saiu às 6h20 desta sexta.

A proposta de reajuste linear de 9% no salário e no prêmio de acúmulo de função, vale alimentação de R$ 470 e participação nos lucros reais (PLR) de R$ 270 foi aceita por unanimidade pelos motoristas que estavam na assembleia.

"Apesar de eu ter dito ontem, depois da reunião, que era quase certeza que a greve acabaria nesta sexta, faltava a confirmação dos profissionais. O sindicato poderia aceitar a proposta e a assembleia recusar. Se assim fosse, a greve continuaria", comentou o presidente do Seturp .

Uma liminar concedida durante a reunião no TRT obrigava os motoristas a circularem com 100% da frota - composta por 346 ônibus - nesta sexta-feira, sob pena de multa de R$ 10 mil para as empresas do consórcio. "Se os motoristas decidissem pela manutenção da greve, a multa seria cobrada. Fico feliz que isso não tenha acontecido, o que vale no final das contas é a vontade da maioria", disse Bueno.

Entenda a greve
A greve dos motoristas de ônibus urbanos de Ribeirão começou na segunda-feira (3) e afeta mais de 100 mil usuários que dependem do transporte público. A paralisação, anunciada como movimento por tempo indeterminado, reivindica melhorias nas condições de trabalho dos funcionários das empresas do Consórcio Pró-Urbano. A categoria pedia reajuste de 7% - referente à inflação do último ano - e mais 10% de aumento real, além de prêmio de R$ 500 pelo acúmulo de função de cobrador e aumento no vale refeição de R$ 428 para R$ 600.

No mesmo dia, as empresas do Consórcio Pró-Urbano entraram com um pedido de liminar no TRT para tentar retomar a circulação de 100% dos ônibus nos horários de pico e 70% da frota nos demais horários. O Tribunal concedeu liminar obrigando a circulação de pelo menos 50% da frota, sob penalidade de multa diária de R$ 10 mil por empresa que descumprisse a decisão. A medida, no entanto, foi descumprida na terça-feira (4).

Ainda na noite de segunda-feira, houve tentativa de negociação entre o consórcio, representantes da Prefeitura e o sindicato dos motoristas. Na ocasião, as empresas propuseram aumento de 9% no piso salarial e nos benefícios, 2% a mais do que foi oferecido inicialmente, antes da confirmação da greve - proposta também rejeitada em assembleia realizada na terça.

Na quarta-feira, 50% dos ônibus voltaram a circular no município, cumprindo a liminar do TRT concedida na segunda-feira.



Fonte: g1.globo.com(EPTV)

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