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09/06/2013

CATÓLICOS CELEBRAM O DIA DE SANTO ANTÔNIO

Missa de Bênção de Pães, realizada na Igreja de Nossa Senhora da Aparecida, em Araraquara: tradição é forte nas cidades do interior

Santo é o primeiro dos três celebrados no mês de junho; em Ituverava, haverá Bênção dos Pães, no dia 13

Católicos em todo o Brasil celebram, a partir da próxima semana, os três santos juninos: Santo Antônio (dia 1 3), São João (dia 24) e São Pedro (dia 29). O mês é marcado pelas tradicionais Festas Juninas, em comemoração aos santos.

O primeiro deles é Santo Antônio, celebrado na próxima quinta-feira, dia 13 de junho. Padroeiro dos pobres e casamenteiro, Santo Antônio é invocado também para o encontro de objetos perdidos.

Sobre seu túmulo, em Pádua, foi construída a basílica a ele dedicada.

Lembrado por sua oratória eloqüente e fervorosa, é muito difundido em Portugal, no Brasil e em vários países latinos. Em Ituverava, a Paróquia Nossa Senhora do Carmo rezará missa às 19h, na Igreja Matriz, com a tradicional Bênção dos Pães.

“Neste dia, é comum as famílias levarem pães para serem abençoados, pedindo fartura à mesa.

Muitos também abençoam pães e os distribuem entre crianças ou famílias carentes”, disse o pároco Vilmar Volpato.

O padre ressalta a importância do dia para a comunidade católica. “Santo Antônio tem uma devoção popular muito forte. Além de ser conhecido como ‘santo casamenteiro’, sua vida ficou marcada pela veemência de seus sermões. Suas palavras encantavam as pessoas, levando-lhes mensagens de amor e esperança. E por conta delas, muitos milagres lhe foram atribuídos”, explicou padre Vilmar.

O pedreiro Antônio Carlos de Souza Medrante, 49 anos, traz consigo, além do nome do santo, a devoção herdada da família. “Com a saúde muito frágil, minha mãe engravidou. Com medo de abortar, ela fez a promessa a Santo Antônio, pedindo proteção na gestação e no parto. Foi, então, que nasci e recebi o seu nome. Por toda a vida levo comigo o amor e a devoção a Santo Antônio, que muito já fez por minha família”, concluiu.

Santo Antônio é lembrado como o “Doutor da Igreja”
Fernando de Bulhões (verdadeiro nome de Santo Antônio), nasceu em Lisboa em 15 de agosto de 1195, numa família de posses. Aos 15 anos, entrou para um convento agostiniano, primeiro em Lisboa e depois em Coimbra, onde provavelmente se ordenou.

Em 1220, trocou o nome para Antônio e ingressou na Ordem Franciscana, na esperança de, a exemplo dos mártires, pregar aos sarracenos no Marrocos. Após um ano de catequese nesse país, teve de deixá-lo, devido a uma enfermidade, seguindo para a Itália.

Indicado professor de Teologia pelo próprio São Francisco de Assis, lecionou nas universidades de Bolonha, Toulouse, Montpellier, Puy-en-Velay e Pádua, adquirindo grande renome como orador sacro no sul da França e na Itália.

Em todos estes lugares, seus sermões encontravam forte eco popular, pois lhe eram atribuídos feitos prodigiosos, o que contribuía para o crescimento de sua fama de santidade. Ficaram célebres os sermões que proferiu em Forli, Provença, Languedoc e Paris.

Porém, a saúde sempre foi precária, levando-o a recolher-se ao convento de Arcella, perto de Pádua, onde escreveu uma série de sermões para domingos e dias santificados, alguns dos quais seriam reunidos e publicados entre 1895 e 1913.

Após uma crise de hidropisia – acúmulo patológico de líquido seroso no tecido celular ou em cavidades do corpo –, Antônio morreu a caminho de Pádua em 13 de junho de 1231. Foi canonizado em 13 de maio de 1232 (apenas 11 meses depois de sua morte) pelo papa Gregório IX.

A profundidade dos textos doutrinários de santo Antônio fez com que em 1946 o papa Pio XII o declarasse “Doutor da Igreja”. O monge franciscano conhecido como Santo Antônio de Pádua ou de Lisboa tem sido, ao longo dos séculos, objeto de grande devoção popular.

O s sermões inflamados e precisos de Santo Antônio repercutiam em toda a Europa. Tanto que várias lendas “brotam” sobre suas mensagens, que sempre traziam cunho de esperança e lições de vida.

Entre as várias lendas, uma se destaca. De acordo com a tradição, Santo Antônio estava na Itália, junto ao mar, descontente porque ‘os hereges’ não quiseram ouvi-lo. Foi quando resolveu falar aos peixes. Em cardumes, se juntaram aos montes, com a cabeça para fora da água, para escutá-lo e olhar fixo em seu rosto.

De acordo com a lenda, todos os peixes se aproximaram o mais que puderam do Santo, pondo-se na frente os mais pequenos, depois os mais altos e, por fim, os grandes monstros marinhos.

E todos ficaram quietos, seduzidos pela eloquência do santo, que começou por lhes dizer: “Irmãos meus peixes, muita obrigação tendes de agradecer, segundo as vossas possibilidades, ao vosso Criador por vos ter dado tão nobre elemento para vossa habitação e ainda águas doces e salgadas, como vos agrade, e muitos refúgios para vos abrigar das tempestades.”

Orações de Santo antônio
Oração para os namorados

Meu grande amigo Santo Antônio, tu que és o protetor dos enamorados, olha para mim, para a minha vida, para os meus anseios. Defende-me dos perigos, afasta de mim os fracassos, as desilusões, os desencantos. Faze que eu seja realista, confiante, digno e alegre. Que eu encontre um amor que me agrade, seja trabalhador, virtuoso e responsável. Que eu saiba caminhar para o futuro e para a vida a dois com as disposições de quem recebeu de Deus uma vocação sagrada e um dever social. Que meu amor seja feliz e sem medidas. Que todos os enamorados busquem a mútua compreensão, a comunhão de vida e o crescimento na fé. Assim seja.

Oração para obtenção de graças
Glorioso Santo Antônio, que tivestes a sublime dita de abraçar e afagar o Menino Jesus, alcançai-me deste mesmo Jesus a graça que vos peço e vos imploro do fundo do meu coração (pede-se a graça).

Vós que tendes sido tão bondoso para com os pecadores, não olheis para os pecados de quem vos implora, mas antes fazei valer o vosso grande prestígio junto a Deus para atender o meu insistente pedido. Amém.

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