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09/06/2013

ESTUDO REVELA QUE DONOS DE PETS TÊM O CORAÇÃO MAIS SAUDÁVEL

Pesquisa mostra que coração de idosos que têm pets apresenta melhor adaptação ao estresse

Idosos que vivem com pets apresentam batimentos cardíacos melhores; hipótese é que os bichos aliviam o estresse

Uma boa notícia para os donos de animais de estimação. Um estudo japonês, divulgado no mês passado, aponta que proprietários de “pets”, que são portadores de doenças crônicas, podem ter o coração mais saudável do que pessoas que vivem sozinhas. De acordo com o estudo, os benefícios são trazidos pelos cachorros, peixes, gatos ou pássaros.

As descobertas foram publicadas no American Journal of Cardiology. Os pesquisadores constataram que entre os donos de animais há mais variabilidade cardíaca, condição que permite ao coração se adequar melhor a situações estressantes, que exigem batimentos cardíacos mais rápidos.

A maior variabilidade também protege mais contra mortes por doenças cardiovasculares. “Entre os pacientes com doença arterial coronariana que têm pets, detectamos uma sobrevida de um ano a mais quando comparada a dos que não têm bichos”, escreveu o principal autor do estudo, Naoko Aiba, da Universidade de Kitasato, próxima a Tóquio.

Bem-Estar
Em entrevista à Tribuna, o médico veterinário do Hospital-Escola mantido pela Faculdade Dr. Francisco Maeda, Ricardo Lima Salomão, ressaltou ainda que o bem-estar provocado pela convivência com os animais repercute diretamente na saúde destas pessoas.

“Este não é o primeiro estudo sobre o assunto. Outras pesquisas sobre o tema confirmaram que o fato de cuidar de outro ser ou a simples companhia deles deixa o paciente crônico mais dócil e menos estressado, fazendo com que os sintomas de sua doença sejam amenizados”, disse o veterinário da entidade ituveravense.

Salomão também cita os estudos realizados com animais e outros pacientes crônicos, sem necessariamente serem cardíacos. “É comum utilizar animais como terapia. Com as crianças, por exemplo, brincar com seu cão pode desenvolver uma série de benfeitorias físicas e emocionais. Adultos estressados ‘desaceleram’ diante de um aquário de peixes. Sem dúvida, os cuidados dispensados com os pets ‘revertem’ em zelo com a própria saúde”, completa.

191 pacientes com até 80 anos tiveram o coração monitorado.

Para o estudo japonês, 191 pessoas com diabetes, pressão arterial alta e colesterol desregulado foram acompanhadas por 24 horas, por meio de um monitor dos batimentos cardíacos. As idades variaram entre 60 e 80 anos. Eles também responderam questionários sobre as atividades físicas e alimentação.

Os hábitos de vida foram semelhantes tanto no grupo que tinha animais quanto nos sem pets. Porém, na primeira turma, 5% dos batimentos cardíacos variavam 50 milésimos de segundo entre uma batida e outra. Já entre os sem pets, esta taxa foi de 2,5%, o que indica que os corações apresentaram menos variações no ritmo.

O estudo não apontou exatamente a causa desta diferença entre os dois grupos. O motivo pode ser o próprio pet ou mesmo as diferenças quem já existem entre aqueles que escolhem animais e aqueles que não querem ter um bicho.

“Meu palpite é que os animais dão apoio social, reduzem o estresse e ainda satisfazem a necessidade de companhia”, afirmou Judith Siegel, da Faculdade de Saúde Pública da UCLA, que não participou do estudo. “Eu não avalio que ninguém tenha uma boa resposta sobre os motivos destas diferenças entre os dois grupos”, completou.

Autores advertem que outros fatores devem ser considerados
Mas, antes de sair comprando um animalzinho para cuidar, os autores do estudo japonês advertem que este é apenas um levantamento preliminar e que mais dados devem ser coletados, antes de se chegar a uma conclusão definitiva.

Os autores ressaltaram que acompanharam os participantes por apenas 24 horas e que outros fatores ainda precisam ser levados em conta, como o potencial de interferência de diferentes animais.

Mas Erika Friedmann, da Escola de Enfermagem da Universidade de Maryland, acredita que o estudo dá mais um passo em algo já conhecido: existe ligação entre ter um pet e a saúde cardíaca.

"Nós estamos entrando na vida cotidiana das pessoas e isso é emocionante”, acredita ela que também não participou desta pesquisa.

Entretanto, mesmo sem uma conclusão satisfatória, é bom saber que nossos amigos nos fazem bem de fato!

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