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17/06/2013

PEÇAS TEATRAIS PASSAM A TER INTÉRPRETES DE LIBRAS

Peça “Urucuia”, apresentada em Mesquita, que tem “tradução” em LIBRAS

Medida pretende promover a inclusão de portadores de deficiência auditiva

O ato de se comunicar ultrapassa as principais barreiras... Inclusive a do som! A Linguagem Brasileira de Sinais (LIBRAS) permite que deficientes auditivos se comuniquem através de gestos. É considerada a segunda língua oficial do Brasil, porém, ainda é pouco difundida.

Para tentar mudar esta realidade, algumas medidas estão sendo tomadas. O Centro Cultural Oscar Romero, em Mesquita, apresenta peças teatrais gratuitas com interpretação simultânea em LIBRAS. Espera-se que, dessa forma, seja ampliado o acesso à Cultura de pessoas portadoras de deficiência auditiva.

O intérprete de Libras Delfim Morais diz que a experiência é incrível. “Muitos nunca tinham ido ao teatro e ficam encantados com a oportunidade de ter entender os diálogos. É muito bom ser portador desta novidade para os nossos espectadores”, afirmou.

Linguagem dos sinais na música
Para tentar também agradar os fãs portadores de deficiência auditiva, alguns artistas têm incluindo, em suas coreografias, palavras, frases e até versos inteiros na língua dos sinais. A cantora Lady Gaga, decidiu incluir a língua de sinais em suas performances. Outros, como a cantora Katy Perry, também seguirá seu exemplo.


“Atualmente, as estrelas conhecem melhor seu público através das mídias, como o Youtube, por exemplo. Foi através dele que vi pessoas portadoras de deficiência auditiva nos EUA, interpretando minhas músicas a língua de sinais. Fiquei muito emocionada e decidida a aprender esta linguagem com um tutor”, disse Lady Gaga, em declaração oficial.

A cantora já colocou um especialista para traduzir suas músicas para este público. “Hoje, já posso dizer que tenho verdadeira admiração pela língua de sinais”, finalizou Gaga, durante um concerto em Washington.

Professora da Apae aprova a utilização método de inclusão social
A professora Vanessa Paula Freitas Magalhães, 33 anos, leciona na Apae de Ituverava há 12 anos. Pós-graduada em Educação Especial, ela atuou como intérprete de LIBRAS em uma clínica de recuperação de dependentes químicos em Ituverava.

“Eu fazia a tradução do tratamento para eles, ou seja, interpretava palestras, repassava ensinamentos, reproduzia as orientações e também orientava os monitores. Foi uma experiência única e bastante enriquecedora”, disse a professora, que aprova a medida.

“A adoção da Libras em sala de aulas e pelos meios de comunicação é uma maneira genuína de promover a acessibilidade aos portadores de deficiência auditiva. Por ter um irmão também especial sei como é difícil incluí-los no meio social. Portanto, é uma atitude bastante louvável e que deve se repetir em outros setores”, disse Vanessa.

A professora lembra que o trabalho de Libras em Ituverava teve início com a professora Fabiane Takada Matsumoto (“Bibi”), falecida em 2010, que foi a grande percussora dos ensinamentos em Ituverava. “Foi uma das primeiras escolas de Libras de Ituverava e região. Acho que é um nome que deve ser sempre lembrado”, concluiu.

FFCL oferece Libras para os cursos de licenciatura
A Libras foi inserida como disciplina curricular obrigatória nos cursos de formação de professores para o exercício do magistério, em nível Médio e Superior, e nos cursos de Fonoaudiologia, de instituições de ensino, públicas e privadas, do Sistema Federal de Ensino e dos sistemas de ensino dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

Todos os cursos de licenciatura, nas diferentes áreas do conhecimento, o curso normal de nível médio, o curso normal superior, o curso de Pedagogia e o curso de Educação Especial são considerados de formação de professores e profissionais da educação para o exercício do magistério.

A Fundação Educacional de Ituverava oferece a disciplina Libras para os cursos licenciatura da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL). A linguagem dos sinais é ensinada aos alunos dos cursos de História, Letras, Matemática, Pedagogia e Ciências Biológicas.

“Mais do que uma forma de interação, o Sistema de Libras é uma forma eficiente de interagir com o cidadão portador de deficiência, promovendo sua inclusão no meio e facilitando seu conhecimento”, afirma a professora de Libras, Alessandra Pereira Nascimento, que ministra o curso para os alunos da FFCL.

“A presença desta linguagem em sala de aula é um grande avanço para a educação. Mesmo porque, o sistema é uma forma valiosa de incluir estas pessoas, abrindo um leque de possibilidades para elas se comuniquem”, concluiu Alessandra.

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