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07/07/2013
Murray beija troféu de campeão de Wimbledon, segundo Grand Slam vencido por ele (Foto: Agência Reuters)
Enfim o troféu de vencedor do mais tradicional torneio do tênis está nas mãos de um atleta do país anfitrião. Fazia tanto tempo desde o último triunfo de um britânico na chave masculina de Wimbledon (em 1936, com o tri de Fred Perry em cima do alemão Gottfried von Cramm) que o mundo, naquela época, começava a viver a tensão de uma Segunda Guerra Mundial. Setenta e sete anos depois do feito de Perry, o embate foi entre Grã-Bretanha e Sérvia dentro da quadra central do All England Club, em Londres. E o tenista da casa, Andy Murray, após chegar perto de quebrar o jejum com o vice-campeonato de 2012, dessa vez levou a melhor na decisão deste domingo. Ele derrotou ninguém menos que o número 1 do mundo, Novak Djokovic , por 3 sets a 0 (6/4, 7/5 e 6/4).
Apesar de não ter perdido sets na final, Murray deixou o All England Club mudo momentos antes de confirmar o título. O escocês chegou a ter um triplo match point no último game da partida e todo o público só quebrava o silêncio quando, no decorrer de cada ponto, o vice-líder do ranking chegava próximo da vitória. Somente na quarta chance de fechar o jogo é que o torcedor pôde soltar o grito que estava entalado na garganta há tanto tempo.
- Foi um pouco diferente de 2012. No ano passado, foi um dos momentos mais difíceis da minha carreira, então para conseguir ganhar o torneio de hoje... Eu não sei como eu cheguei até o último game, imagina jogá-lo! Já enfrentei Novak muitas vezes e acho que ele vai entrar para a história como um dos tenistas que mais lutam. Ele se recuperou de pontos perdidos muitas vezes anteriormente e quase fez isso de novo hoje. Eu entendo o quanto todo mundo queria ver um campeão britânico. Espero que tenham gostado, eu tentei o meu melhor - avaliou Murray, recebendo os aplausos efusivos da arquibancada.
Fonte: globoesporte.com