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10/07/2013

REITOR DA USP PROPÕE ELEIÇÕES DIRETAS PARA DIRETORIAS E A REITORIA

DCE da USP publica nota sobre anúncio de eleições diretas para reitor (Foto: Facebook/DCE Livre da USP)

O reitor da Universidade de São Paulo (USP), professor João Grandino Rodas, anunciou nesta semana que vai propor a instituição de eleições diretas para diversos cargos na instituição, incluindo o de reitor. Em comunicado veiculado para todas as unidades da USP, e publicado nesta quarta-feira (10) no site oficial da universidade, Rodas afirma que "é indispensável agregar mais e mais pessoas no aprimoramento e na condução dos destinos da universidade".

Para iniciar a discussão pública sobre democracia na USP, a Reitoria criou um site para reunir documentos de reuniões internas dos departamentos e conselhos da universidade: http://democracia.usp.br/.

De acordo com o informe, as unidades e órgãos da USP terão até o dia 20 de setembro para encaminhar suas posições e comentários a respeito da proposta à Secretaria Geral da Universidade receberá. A sessão do Conselho Universitário, órgão máximo de decisão colegiada da universidade, que debaterá o tema está marcada para 1º de outubro.

Eleições no segundo semestre
A gestão do professor Rodas como reitor da USP termina em 24 de janeiro de 2014 e, portanto, o segundo semestre deste ano terá novas eleições para o cargo.

Procurada pelo G1, a assessoria de imprensa afirmou que, na reunião de outubro, existe a possibilidade de o estatuto da universidade ser alterado com validade para a votação deste ano. Não existe um prazo mínimo antes do fim da gestão atual para que o próximo nome seja definido, segundo a assessoria.

Rodas justificou o anúncio da proposta em julho afirmando que, antes, sua prioridade era cumprir com suas promessas de campanha, que incluíram a ampliação dos programas de bônus social e racial para estudantes da rede pública no vestibular da Fuvest e a criação de um curso de engenharia no campos da USP na Zona Leste de São Paulo.

"Após todos os demais compromissos assumidos na campanha terem sido cumpridos,

inclusive os referentes à fixação de metas de inclusão social e a criação de curso de Engenharia na USP Leste - ambos aprovados por maioria significativa, na última sessão do Conselho Universitário, realizada no dia 2 de julho - chegou a hora de dar o passo decisivo para ampliar a democracia na universidade, se esse for do interesse da comunidade", disse.

O objetivo da proposta, segundo afirmou o reitor no comunicado, é assegurar o envolvimento do maior número possível de uspianos. "Nada melhor que propiciar a todos eles a participação efetiva na escolha de seus dirigentes: dos chefes de departamento, passando pelos diretores, chegando até ao reitor", escreveu Rodas.

Reação
O Diretório Central de Estudantes (DCE) Livre da USP publicou, na tarde desta quarta-feira (10), nota em sua página oficial no Facebook comentando o anúncio da Reitoria (veja abaixo), no qual diz que, se a democracia for adotada nas eleições para reitor, ela será o resultado das reivindicações das categorias da instituição. Para o órgão representativo dos estudantes, que considera o formato eleitoral aplicado hoje em dia "quase feudal", a notícia foi surpreendente.

"Se Rodas quer democratizar, muito bem. A proposta história dos professores, funcionários e de nós, estudantes, é clara e simples: eleições diretas já. Com participação de todas/os e peso paritário. Como deve acontecer em qualquer espaço democrático", afirmou a entidade estudantil.

O DCE disse que vai aguardar mais informações sobre o debate iniciado pelo reitor e afirmou que não tem "nenhuma confiança em Rodas".

O G1 tentou contato com a Associação de Docentes da USP (Adusp) e o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) para comentar o anúncio de Rodas, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Como o reitor é eleito hoje
Atualmente, o estatuto da USP determina que a eleição para reitor seja feita em três etapas: primeiro turno, segundo turno e nomeação. No primeiro turno, podem votar os membros da Assembleia Universitária, que é composta dos membros do Conselho Universitário, dos conselhos centrais (o de Graduação, o de Pós-Graduação, o de Pesquisa e o de Cultura e Extensão Universitária) e as congregações de cada unidade. As congreações são compostas de membros das três categorias (professores, funcionários e estudantes), mas as duas últimas categorias reúnem apenas uma minoria de votos. Essa assembleia define uma lista de oito nomes de professores.

No segundo turno, podem votar apenas os membros do Conselho Universitário e dos conselhos centrais. Partindo da lista definida no primeiro turno, eles elaboram uma lista com três nomes, que precisam ser aprovados por maioria de votos.

Essa é a chamada lista tríplice. Ela então é encaminhada ao governador de São Paulo, que tem o poder de nomear qualquer um dos três nomes, não necessariamente o mais votado no segundo turno.



Fonte: g1.globo.com

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