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29/07/2013
Campanha de imunização contra raiva em animais deve ocorrer em agostoÚltima campanha em Ituverava foi realizada em outubro de 2010
Depois de dois anos suspensa no Estado de São Paulo, a Vacinação de Animais Contra Raiva foi autorizada pelo Ministério da Saúde. Em Ituverava, a previsão da Vigilância Sanitária é de promover a campanha no mês de agosto.
Segundo o órgão – ligado à Secretaria Municipal de Saúde –, cerca de 5 mil doses da vacina anti-rábica já foram enviadas para Ituverava, para a imunização de animais.
A Secretaria Municipal de Saúde contará com apoio da Faculdade Dr. Francisco Maeda (Fafram) e do Tiro de Guerra de Ituverava.
Vale lembrar que, na Campanha de Vacinação Anti-Rábica, poderão ser vacinados cães e gatos a partir das 3 meses de idade.
A Vigilância Sanitária orienta que devem ser levados para vacinar apenas animais em perfeito estado de saúde e corretamente vermifugados no mínimo 10 dias antes da vacinação. Ressalta-se também que o animal durante o período de imunização não deve fazer grandes esforços.
Na região, as cidades de Guará e São Joaquim da Barra já estão programando suas campanhas de imunização. Em Guará, começa hoje, dia 27 de julho, e em São Joaquim, no dia 1º de agosto.
Zoonose é fatal em 99% dos casos, segundo a OMS
A raiva é uma doença contagiosa causada por um vírus que pode afetar os animais (mamíferos) e o homem. A transmissão se dá através do contato com a saliva de um animal doente, principalmente pela mordida. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, é uma doença mortal em 99% dos casos, sendo raríssimas as exceções.
É preciso compreender que nem toda mordida de cão ou gato transmite a raiva. É necessário que o animal seja portador do vírus para que haja a transmissão.
Na natureza, o morcego hematófago – que se alimenta de sangue – é um dos mais importantes transmissores da raiva para outras espécies animais e para o homem. Depois deles, cães e gatos são os que mais propagam a doença.
Sinais clínicos
Os principais sinais clínicos da raiva são mudança de hábitos ou comportamento (o animal passa a se esconder ou agir de maneira diferente do usual), agressividade, salivação (o animal baba muito) e paralisia.
É importante também salientar que nem todo cão ou gato que saliva (baba) está com raiva. No caso dessa doença, ocorre paralisia dos músculos faciais, o que impede a deglutição da saliva, daí a impressão do animal estar babando.
Animais intoxicados por alguns tipos de venenos (inseticidas, etc.) ou muito estressados também podem salivar abundantemente, mas sem qualquer relação com a raiva.
Da mesma forma, nem todo animal agressivo é portador de raiva. Na maioria das vezes, a agressividade como único sintoma é um problema apenas comportamental (cães medrosos, dominantes ou traumatizados por apanhar).
Os sintomas da raiva:
Costuma começar com um curto período de depressão mental, inquietação, sensação de mal-estar e febre.
A inquietação converte-se numa agitação descontrolada e o doente produz grande quantidade de saliva.
Em 20 % dos casos, a raiva inicia-se com a paralisia das pernas, que se vai estendendo ao resto do corpo.
n Os espasmos musculares da garganta e da área vocal costumam ser terrivelmente dolorosos. Estes espasmos são causados pela irritabilidade da área cerebral responsável pelas ações de engolir e respirar. Uma brisa ligeira ou a simples tentativa de beber água podem induzir estas contrações involuntárias. Em conseqüência, uma pessoa que sofre de raiva não pode beber e, por esse motivo, a doença costuma receber o nome de hidrofobia (medo da água).
Morte dentro de 10 dias devido à obstrução nas vias respiratórias (asfixia), convulsões, esgotamento ou paralisia generalizada.
Apenas uma pessoa no Brasil foi curada da raiva
Não há cura para a doença, exceto em raríssimas exceções. A raiva também é conhecida por hidrofobia (“hidro” é água e “fobia”, medo), pois o indivíduo e o animal desenvolvem um medo incontrolável de líquidos.
De acordo com a comunidade científica mundial, apenas 5 pessoas em todo mundo foram curadas da doença – uma delas, no Brasil.
Na década de 70, um rapaz pernambucano de 15 anos de idade, chegou a desenvolver os sintomas da doença. Ele foi levado para a UTI do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, no Recife. Após 35 dias de internação, foi declarado curado. Ele foi mordido por morcego hematófago.
A importância da vacinação dos animais contra a raiva.
A raiva é uma doença incurável, portanto, deve haver um controle rigoroso da vacinação dos animais domésticos e do campo. A vacina é a única maneira de controlar a doença.
Se uma pessoa é mordida ou arranhada por um cão ou gato que não esteja vacinado, ou de origem desconhecida (cão ou gato de rua), esse animal deve ser capturado e permanecer em observação por 10 dias.
Caso ele não apresente sinais clínicos da doença durante o período de observação, não será necessário nenhum procedimento ou tratamento para a vítima. Porém, se o animal morrer (mesmo sem ter apresentado sinais da doença), desaparecer ou não puder ser capturado para cumprir o período de observação, a pessoa deve se dirigir imediatamente a um posto de saúde para receber o tratamento contra a raiva.
Tratamento curativo
O tratamento curativo não está disponível para animais. No caso de um animal doméstico não vacinado ser mordido por outro animal portador do vírus da raiva, ele certamente adoecerá e morrerá num prazo de 10 dias.
As campanhas de vacinação são importantíssimas no controle da raiva. Mas se o animal já recebe a vacina anti-rábica anualmente, em clínicas veterinárias, não é necessário revaciná-lo nas campanhas, desde que a vacina esteja em dia.
Além dos cães, gatos e morcegos, que apresentam alto risco de transmissão da raiva, outros animais também podem ser transmissores, como eqüinos, bovinos, caprinos e ovinos, que podem ser vacinados e apresentam um grau médio de transmissão da raiva para humanos.
Pequenos roedores como hamsters, camundongos, ratos, coelhos e outros, podem transmitir a doença, mas eles apresentam um risco baixo de transmissão da raiva. Não existe vacina para esses animais. Já os ferrets (furões) devem ser vacinados contra a raiva anualmente com a mesma vacina utilizada para cães e gatos.
O que deve ser feito
De maneira geral, diante de um caso de mordida ou arranhadura por qualquer animal, a primeira providencia a ser tomada, e altamente eficaz, é lavar o ferimento com água e sabão ou detergente. Isso dificulta a penetração do vírus nos tecidos mais profundos, impedindo que ele atinja as terminações nervosas por onde se propaga.
Após isso, capturar o animal, se possível, e procurar um posto de saúde. O médico, com a ajuda do veterinário, irá avaliar o risco que o animal agressor apresenta e se é necessário fazer o tratamento anti-rábico no paciente.
Curiosidade
"No passado, convencionou-se chamar agosto como "o mês do cachorro louco", porque nessa época, ou seja, no inverno ocorrem os cios das cadelas, havendo assim maior aglomeração dos animais para o acasalamento, e conseqüentes motivos para agressões entre os cães e transmissão da raiva”.