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07/08/2013

GUIA DA RODADA #12: TEM BRIGA BOA, NÃO IMPORTA A PARTE DA TABELA

Atlético-MG x Botafogo, Santos x Corinthians e outros colocam frente a frente times em dificuldade e equipes em evolução

Clique e confira a tabela completa dos jogos

O principal jogo da 12ª rodada do Brasileirão tem o líder contra o 17º colocado, o primeiro da zona de rebaixamento. Onde está a graça? Simples: é o Botafogo de Seedorf contra o Atlético-MG, campeão da América, de Ronaldinho Gaúcho. Ex-companheiros de Milan, eles se encontram no Independência, em Belo Horizonte, nesta quarta-feira. Na mesma noite, outro jogo de peso: Santos e Corinthians, na Vila Belmiro. Humilhado pelo Barcelona, o Peixe precisa dar uma resposta aos torcedores. Só que o clássico é contra o maior rival, que ganhou as duas últimas partidas e começa a subir rápido na tabela. A rodada está recheada de partidas que colocam frente a frente equipes que estão em dificuldade e outras em evolução.

É o caso de Criciúma x Cruzeiro, por exemplo. No Heriberto Hülse, o Tigre tenta se manter fora da zona de rebaixamento, apesar de ter o Z-4 nos calcanhares. A Raposa, que está no calcanhar do Botafogo, tem de vencer e torcer, veja você, para o Atlético-MG, seu maior rival, não perder para os cariocas. A liderança vale o esforço.

Um dos jogos interessantes da rodada envolve equipes que estão loucas para chegar ao G-4. O Bahia, que já foi vice-líder por uma noite, tenta voltar. Já o Atlético-PR, de mansinho, vai chegando, chegando, e está a três pontos do quarto colocado. A mira está apontada para a zona da Libertadores da América, e o ânimo lá em cima.

Disputas à parte, a 12ª rodada já tem um jogo realizado. São Paulo e Internacional não entrarão em campo. Como o Tricolor Paulista estaria fora do Brasil esta semana para disputa de torneios, eles se enfrentaram no dia 24 de julho, no Morumbi. O Colorado venceu por 1 a 0.

Vitória X Fluminense

Só um pontinho separa o Vitória do G-4. Ali, colado na zona de classificação para a Libertadores da América, o Rubro-Negro baiano enxerga a chance de ficar entre os quatro primeiros, algo que não ocorre desde a nona rodada. Invicto em casa no Brasileirão, com quatro vitórias e dois empates, o time de Caio Júnior recebe uma equipe que ainda não conseguiu vencer como visitante. O Fluminense perdeu quatro das cinco partidas que fez na casa do adversário e só conquistou um pontinho, na rodada passada, no empate por 1 a 1 com a Ponte Preta. Apesar de ter o sétimo melhor ataque do Brasileirão, com 16 gols marcados, o Leão é o que menos finaliza e também o que menos cria chances de gol entre os times da Série A. Ao contrário do Vitória, o Flu é um dos times que mais criam chances de gol no Brasileirão. Está em segundo lugar, com 66, atrás apenas do Cruzeiro. Artilheiro do campeonato com sete gols ao lado de William, da Ponte, Maxi Biancucchi estará em campo. Fred é o goleador tricolor, mas por enquanto só tem dois gols. O atacante vive uma crise com os pênaltis. Os dois últimos foram desperdiçados, inclusive os rebotes. Será que ele cobra o próximo? Vanderlei Luxemburgo já disse que sim. E será que o Flu de Luxa embala? O torcedor não tem gostado de ver a equipe naquela parte chata que é o meio da tabela.

Criciúma x Cruzeiro

Veja só o que a rodada pode reservar ao Cruzeiro: se vencer o Criciúma, e o Atlético-MG, seu maior rival, não perder para o Botafogo, a Raposa volta à liderança do Brasileirão. Dono do melhor ataque da competição, com 23 gols marcados, o time mineiro encara a segunda pior defesa (20 gols sofridos). Mas jogar no Heriberto Hülse dá trabalho. Não que o Criciúma seja imbatível por lá, mas dez dos 11 pontos dos catarinenses foram conquistados em casa. Cada vez mais firme no G-4, o Cruzeiro figura entre os quatro primeiros desde a sétima rodada. A chance de retomar a ponta é preciosa, mas o aproveitamento longe de Belo Horizonte tem de melhorar. Até agora, só uma vitória (3 a 0 sobre o São Paulo). Nas outras quatro partidas, apenas dois pontos ganhos. Depois de ficar em 11º lugar na oitava rodada, o Tigre volta a descer a ladeira. Em 16º, está no limite da zona de degola. É bom não vacilar.

Flamengo x Portuguesa

O Mané Garrincha é uma casa provisória, vá lá, mas é em Brasília que o Flamengo tem encontrado conforto neste Brasileirão. Na capital federal, o Rubro-Negro está invicto. Disputou quatro jogos, ganhou dois e empatou dois. À vontade por lá, mas sem seu principal atacante. Marcelo Moreno, com uma lesão muscular, não joga. Desfalque para o segundo time que mais finaliza no Brasileirão (média de 15,1 por partida). A Lusa tem péssimo aproveitamento como visitante neste campeonato. Até agora, foram seis partidas, com dois empates e quatro derrotas. A equipe paulista venceu apenas uma vez nesta edição. A única vitória foi na quinta rodada, quando venceu o Fluminense por 2 a 1, em São Paulo. Depois disso, a Portuguesa somou apenas dois pontos nas últimas seis partidas. Uma das chances de sair da má fase e tentar escapar da zona de rebaixamento é jogar pelo alto. A bola aérea é a principal jogada do time nesta competição. Dos 12 gols marcados pela Portuguesa, metade foi de cabeça e, na partida contra o Vitória, o gol marcado por Cañete ocorre no rebote de uma cabeçada. Atenção, Mano Menezes!

Atlético - PR x Bahia

Só três pontos separam Atlético-PR e Bahia na tabela, e os dois times andam empolgados com as boas campanhas. O Furacão é o oitavo e venceu nas três últimas rodadas. O Tricolor não fica devendo. Em quinto, é o 19º e ganhou as duas últimas. Muito próximos na classificação e no ânimo. A promessa é de um jogo franco entre paranaenses e baianos. O Atlético é o terceiro time que mais finaliza na competição, com 157 chutes (média de 14,3 por jogo) e o segundo que mais cria chances de marcar (66 no total, com média de seis por partida). O problema da equipe é a defesa, que já foi vazada 18 vezes, mas que demonstrou evolução nas últimas duas rodadas, sofrendo apenas um gol. O Tricolor continua como o único time a não marcar gols de cabeça no Brasileirão. Os 13 assinalados foram com os pés e bola rolando, já que também não houve gols de falta direta. Apesar dos bons resultados, o Bahia é uma das equipes que menos cria chances de gol, com 39 oportunidades criadas (média de 3,5 por partida). É o time que mais cometeu faltas na competição, com 237 infrações (média de 21,5 por jogo), dando oportunidade aos adversários de criarem chances nas bolas paradas.

Goiás x Náutico

É jogo da parte mais ingrata da tabela, com o Náutico estacionado na lanterna. Parece até que criou raízes na zona de rebaixamento, já que não saiu de lá desde o ínicio da competição. A derrota por 3 a 0 sobre o Inter na rodada passada surpreendeu muita gente e serve de alento. Será que agora vai? Apesar de ser o nono em número de finalizações no Brasileiro, o Náutico é o segundo que menos cria chances claras de gol. Isso porque mais da metade dos chutes do Timbu (52%) sai de fora da área. Com dois jogos a menos, a equipe tem o pior ataque da competição, com sete gols marcados. No entanto, demonstrou grande evolução ao bater o Inter. Até aqui foram cinco jogos como visitante na competição, com quatro derrotas e apenas uma vitória, sobre o Flamengo. Apesar da campanha irregular, o Esmeraldino ainda não foi batido em seu estádio: foram cinco jogos, com duas vitórias e três empates. A equipe marcou gols em todos as partidas como mandante neste campeonato. Os jogadores de ataque precisam estar atentos ao posicionamento, já que o time é o segundo que mais teve impedimentos assinalados, com 39 (média de 3,5 por jogo).

Atlético-MG x Botafogo

Que jogo, meus amigos e amigas! O líder do Brasileirão contra o campeão da América. "Vai ser um jogão", disse o técnico do Atlético-MG, Cuca. A ressaca atleticana acabou. E tem de acabar mesmo, já que a equipe está na zona de rebaixamento. O treinador promete força máxima. Isso quer dizer que Ronaldinho Gaúcho e Jô vão jogar. Já era hora. Afinal, foram três derrotas nas últimas três rodadas. Apesar da superioridade do Botafogo em edições do Brasileirão, nas últimas três vezes em que as equipes se encontraram pela competição o Galo saiu vencedor. A derrota para o Atlético-PR na 10ª rodada pôs fim a uma invencibilidade de 54 jogos da equipe no estádio Independência, palco da partida desta quarta-feira. Ao lado do Goiás, o Atlético tem o segundo pior ataque da competição, com apenas nove gols marcados. Na história do Brasileirão, o Botafogo leva vantagem, com 19 vitórias, 13 empates e 15 derrotas diante do Galo. Com 18 gols marcados neste campeonato, o Glorioso tem demonstrado força nas finalizações de perna direita, com 12 gols feitos desta forma. Após finalizar 28 vezes diante do Vasco, o maior número em uma mesma partida na competição, tornou-se o quarto que mais chuta ao gol adversário, com 156, média de 14,2 por partida. E ainda tem Seedorf e Rafael Marques em grande fase.

Santos x Corinthians

A pancada recebida em Barcelona, por 8 a 0, feriu o Santos. Jogadores e dirigentes pediram desculpas aos torcedores pelo vexame. A derrota na Espanha fez aumentar a responsabilidade do grupo para o clássico com o Corinthians. Uma resposta imediata é necessária. Se anda na parte de baixo da tabela, com dois jogos a menos, o Peixe é líder em disciplina. Até aqui, é a equipe que menos cometeu faltas no campeonato, com média de 12,7 infrações por partida. É também, em média, apenas o 13º que mais sofreu faltas no Brasileirão (16,67 por partida), uma mudança de panorama após a saída de Neymar, que costumava ser parado pelos adversários com infrações e deixava a equipe no alto da tabela neste quesito. Dos 12 gols marcados pelo Santos, quatro foram feitos de cabeça, sete de bola rolando e um de pênalti. Para quem achava que o Corinthians estava morto, um grande engano. O time de Tite ganhou as duas últimas partidas e já é o sétimo na tabela. A defesa está em alta: em 11 jogos, só sofreu cinco gols. O Corinthians, aliás, sofreu apenas 56 finalizações no campeonato, dando poucas chances aos adversários. Por outro lado, é o terceiro time que menos criou oportunidades claras de gols (média de 3,3 por partida) e foram apenas dez gols marcados, o terceiro pior ataque da competição. A equipe é a segunda que mais sofre faltas no Brasileirão, podendo usar a bola parada como arma para vencer o Santos. Pelo momento, o favoritismo seria do Timão. Mas é clássico.

Vasco x Ponte Preta

A derrota para o Botafogo doeu, principalmente pelo esforço do time. Mas o Vasco é um novo Vasco. Tanto que o técnico Dorival Júnior saiu do Maracanã satisfeito com o que viu da sua equipe no clássico. O momento é de evolução e escalada na tabela. Pena que Guiñazu se machucou e só volta na reta final do Brasileiro. Mas o Cruz-Maltino tem Juninho Pernambucano. E como é o quarto time que mais sofreu faltas neste campeonato, as chances de decidir a partida em jogadas de bola parada crescem. Mas é preciso ter cuidado. É costume da Macaca complicar a vida dos vascaínos em São Januário. Nos últimos quatro confrontos pelo Brasileirão, foram três empates e uma virada cruz-maltina por 3 a 2. A equipe de Campinas, porém, precisa ter atenção com os impedimentos, já que só perde para o São Paulo em número de atletas na banheira e tem um jogo a menos que o rival.

Grêmio x Coritiba

O Coxa olha para o topo da tabela e vê que está pertinho, pertinho. Mas não pode perder terreno. A derrota para o Cruzeiro na rodada passada deixou que o Botafogo abrisse vantagem de três pontos. Na Arena, o Grêmio tenta manter um domínio histórico. Apesar do empate em 2012 em Porto Alegre, o Tricolor tem ampla vantagem sobre o adversário, sem derrota para os paranaenses na capital gaúcha desde 1996. A roubada de bola pode ser uma ótima opção para a equipe gremista, já que é a quinta melhor da competição neste quesito. O atacante Barcos, por exemplo, desarmou nove lances e ficou com a posse de bola, o que pode ser um diferencial para chegar mais perto do gol da vitória. Para segurar o ataque adversário, a esperança do Coritiba está depositada muito em seu jogador mais recuado. Vanderlei vem sendo um dos grandes destaques do Brasileirão e é o goleiro com mais defesas difíceis até o momento. Se o camisa 1 conseguir ser o paredão que foi em algumas rodadas - já ficou sem sofrer gols em três jogos - é um bom caminho para conseguir encaixar um contra-ataque e surpreender os donos da casa.

Fonte: globoesporte.globo.com

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