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19/08/2013
Mobilização contra a AIDS em frente ao prédio da ONUEnquete mostra que maioria acredita na cura da doença, que faz 33 mil novos casos por ano no Brasil
Nesta semana, o mundo conheceu a história de 16 pacientes que venceram a Aids. Sem dúvida, está é a uma das notícias mais aguardadas pela humanidade, já que a doença é uma das mais cruéis e devastadoras que se tem conhecimento.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, cerca de 33,5 milhões de pessoas no mundo convivem com o vírus HIV. E os números não param de crescer: cerca de 33 mil novos são detectados no Brasil a cada ano.
Entretanto, um sopro de esperança começa a flutuar... Segundo a revista Super Interessante desta semana, vários grupos de pesquisadores, no último ano, comprovaram que é possível “expulsar” o HIV de seus “esconderijos celulares” e jogá-los na corrente sanguínea – de onde ele poderia ser eliminado facilmente, livrando completamente o organismo do vírus.
Essa possibilidade começou a ser estudada em 2006, quando o governo norte-americano autorizou a venda do medicamento Vorinostat, que foi criado para tratar o linfoma cutâneo de células T, um câncer no sistema imunológico. O remédio recentemente passou a ser usado em pesquisas para despertar as células T adormecidas de portadores do HIV. Com isso, as cópias do vírus escondidas acordaram e ficaram vulneráveis à ação dos antirretrovirais.
Transplante
Outra técnica foi o transplante. O norte-americano Timothy Ray Brown recebeu, em 2009, a medula de uma mulher que não produzia a proteína CCR5. E sem essa proteína, o vírus HIV não conseguiu entrar nas células, fazendo com que o paciente pudesse parar de tomar os medicamentos antirretrovirais sem que a doença se desenvolvesse. Brown, conhecido como “Paciente de Berlim”, foi considerado o primeiro a se curar da Aids.
A cura da aids
Em março deste ano, pesquisadores do Instituto Pasteur, de Paris, apresentaram a cura funcional de 16 pacientes franceses portadores do HIV. Ou seja, eles ainda carregam o vírus, mas não desenvolvem Aids, mesmo tendo parado de tomar o coquetel antirretroviral.
Esses pacientes começaram a tomar os remédios contra a Aids no máximo 70 dias depois da infecção, o que limitou a entrada do vírus nos esconderijos, permitindo que depois de alguns anos em tratamento antirretroviral, o coquetel fosse interrompido e o vírus deixasse de se replicar.
De acordo com a reportagem publicada pela Super Interessante, existe ainda uma nova frente promissora em relação à cura da Aids. A idéia é modificar geneticamente o corpo humano para torná-lo resistente ao vírus.
A técnica já foi testada em alguns algumas pessoas, como no paciente de Trenton (EUA). Ele recebeu as células modificadas e parou de tomar os antirretrovirais. Num primeiro momento, a quantidade de vírus no sangue dele disparou. Mas em seguida despencou, até zerar.
Autoridades de Saúde de Ituverava aguardam pela conclusão do estudo
A Tribuna de Ituverava ouviu a opinião de profissionais ligados à área de Saúde, sobre as supostas curas para a Aids. “Esse instituto [Instituto Louis Pasteur] é um dos mais conceituados do mundo e não divulgaria uma notícia desta se não fosse verdade”, disse o médico José Ângelo Sicca Filho, que exerce a profissão há quase 50 anos.
Mesmo se mostrando confiante na credibilidade do instituto, o médico pede calma antes de comemorar. “É bom dizer que só o tempo vai confirmar esta informação, mas eu acredito que esse é um grande avanço e ainda vai ter muitas pesquisas”, ressaltou.
Dr. Sicca finaliza apoiando os atuais métodos de prevenção. “Eles ainda são a melhor arma para se prevenir contra Aids, e por isso, devem ser usados de forma correta”, concluiu o médico.
A enfermeira Fernanda Galdeano, diretora do Ambulatório de DST/Aids/Hepatite de Ituverava e Região, também acredita que é cedo para se ter certeza. “É claro que notícias como esta são fios de esperança para quem convive com a Aids, tanto para nós, profissionais da saúde, principalmente para o paciente”, ressaltou.
Primeiro caso de Aids no mundo foi identificado em 1981 nos EUA
Em 1981, uma das principais causas de morte de nosso tempo irrompeu no cenário mundial. A nova doença foi denominada Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS, na sigla em inglês).
Originalmente, o vírus parecia atingir apenas a comunidade masculina homossexual nos Estados Unidos. Porém, logo ficou claro que ele não discriminava suas vítimas, se espalhando “sorrateiramente” para todas as partes do mundo.
Vinte e seis anos depois, no ano de 2007, a doença já havia levado 25 milhões de vidas. Sua causa, o vírus da imunodeficiência humana (HIV), foi identificada em 1983.
Sua propagação se deve, principalmente, através da relação sexual desprotegida. Também foi identificado o contágio entre usuários de drogas – através do compartilhamento de agulhas – e transfusões de sangue feitas de forma errônea.
Nas décadas seguintes, a taxa de infecção aumentou drasticamente, assim como a taxa de vítimas mortais. Mas, eventualmente, novos tratamentos antirretrovirais começaram a estender as vidas daqueles que foram infectados.
Em 2007 a porcentagem de pessoas vivendo com HIV se estabilizou, embora em um nível inaceitavelmente elevado. O número anual de novas infecções decaiu de três milhões em 2001 para 2,7 milhões, enquanto o número daqueles vivendo com o HIV aumentou em todo o mundo para cerca de 33 milhões. Isto foi, em grande parte, resultado dos efeitos benéficos e da maior disponibilidade de terapia antirretroviral.