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15/09/2013

REUNIÃO DISCUTE VIOLÊNCIA EM ESCOLAS DE ITUVERAVA

O comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar de Ituverava, tenente Régis Antônio Mendes, secretária da Educação, Maria do Carmo Amorim Sandoval Macedo, a dirigente regional de Ensino, Reni Selma Gomes Mazarão e o promotor de Justiça na Comarca de Ituver

Evento foi uma iniciativa do Ministério Público, com a participação de profissionais da Rede Municipal de Ensino

Preocupado com aumento da indisciplina e violência em escolas ituveravenses, o Ministério Público promoveu na tarde de ontem, sexta-feira, 13 de setembro, reunião com representantes da Rede Municipal de Ensino. O evento, realizado no Centro Cultural “Cícero Barbosa Lima Júnior”, teve o objetivo de orientar os profissionais desta área para que saibam como proceder em caso de prática de atos infracionais por alunos das unidades escolares. Estiveram presentes no evento, o promotor de Justiça na Comarca de Ituverava, Anderson De Castro Ogrizio, o comandante do 1° Batalhão da Polícia Militar de Ituverava, tenente Régis Antônio Mendes, a dirigente regional de Ensino, Reni Selma Gomes Mazarão, a secretária da Educação, Maria do Carmo Amorim Sandoval Macedo, entre autoridade Em entrevista à Tribuna de Ituverava, o promotor de Justiça na Comarca de Ituverava, Anderson de Castro Ogrizio, falou sobre a reunião. “Infelizmente, tem sido constante o recebimento, pelo Ministério Público, de Boletins de Ocorrência envolvendo condutas análogas a crimes ou contravenções no interior de escolas da cidade. Essa situação preocupa, porque a paz e a tranqüilidade dentro das unidades de ensino são fundamentais ao pleno desenvolvimento dos estudantes, o preparo deles ao exercício da cidadania e a qualificação para o trabalho”, afirma Ogrizio.

Medidas
O promotor ainda falou sobre as principais medidas que podem ser adotadas para coibir violência nas escolas. “A atuação posterior à indisciplina não surte efeitos isoladamente. Assim, é imprescindível a conscientização dos profissionais inseridos no sistema educacional a respeito de como lidar com o problema para preveni-lo”, destaca.

“Além disso, penso que ocorrerá redução dos conflitos verificados dentro da escola à medida que houver investimento em políticas públicas voltadas aos jovens, tais como programa de aprendizagem, para que possam trabalhar fora do horário letivo, desenvolvimento de cursos de capacitação extracurriculares e incentivo a práticas esportivas”, defende o promotor de Justiça.

Promotor fala sobre eleição do Conselho Tutelar
Próximo das eleições para a escolha dos novos membros do Conselho Tutelar, o promotor de Justiça na Comarca de Ituverava, Anderson De Castro Ogrizio, falou sobre o papel no órgão em caso de atos infracionais em escolas.

“Especificamente no caso de violência escolar, os conselheiros devem ser chamados a intervir apenas quando o ato infracional for praticado por criança. Se o aluno já for adolescente e praticar conduta semelhante a crime ou contravenção, deverá haver o registro de Boletim de Ocorrência e posterior encaminhamento do caso ao Ministério Público. Isso não impede, porém, que eventual situação de risco a um adolescente seja atendida pelo Conselho Tutelar”, esclarece.

Opiniões
“Muito válida e importante esta ação do Promotor de Justiça, Dr. Anderson de Castro Ogrizio, junto aos gestores de escolas para orientações sobre a indisciplina. Foi destacada a importância da diferença entre indisciplina e ato infracional, bem como a distinção da função de cada agente escolar”.

Maria do Carmo Amorim Sandoval Macedo, secretária Municipal de Educação

“É muito importante essa aproximação do Ministério Público com as escolas e a sociedade, pois desta maneira cada um entende o seu dever e o seu direito. Tenho certeza de que essa reunião proporcionará excelentes frutos no futuro”.

Reni Selma Gomes Mazarão, dirigente regional de Ensino

“A reunião foi muito proveitosa, especialmente porque esclareceu em quais situações a escola deve acionar a Polícia e o Conselho Tutelar. Também é muito importante que consigamos conscientizar os pais e alunos sobre a real função da escola”

Lilian Nauyta Vidal Pistori, diretora da “Maria Eudália”

“Foram bem interessantes as orientações e explicações do promotor de Justiça Dr. Anderson de Castro Ogrizio, que esclareceu como a direção da escola deve proceder em casos de violência. Outro ponto importante foram os dados passados pelo tenente Régis Antônio Mendes, que se colocou à disposição para realizar um trabalho em conjunto com as escolas, com o intuito de diminuir esses problemas”.

Selma Helena Perez Torentino Foroni, vice-diretora da Escola Municipal

de Ensino Fundamental “Professora Rosa de Lima”

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