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ESPORTE

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27/09/2013

GASTOS COM A COPA SUPERAM EM MAIS DE 200% A PREVISÃO

A Copa do Mundo de 2014 será a vigésima edição do evento e, a segunda vez que o Brasil sediará. A primeira foi em 1950, quando perdeu em casa para o Uruguai na decisão. A competição, que será entre 12 de junho e 13 de julho do ano que vem, é a quinta na América do Sul.

Escolha
Em 2006 a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) votou de forma unânime para que o Brasil fosse o candidato à sede da Copa do Mundo Fifa. Em 30 de outubro de 2007, o presidente da entidade, Joseph Blatter ratificou o Brasil como país-sede do maior evento de futebol do mundo.

Desde então, a Fifa acabou com a política de rodízio de continentes e, a partir de agora , os países-sedes serão escolhidos por meio de votação, sem levar em consideração o continente.

Oportunidade
O gosto pelo futebol parece ser uma das poucas unanimidades nacionais. As diferenças sociais, políticas e econômicas marcantes no país, diluem-se quando a seleção verde-amarela entra em campo.

Além desta paixão pelo futebol, o Grupo Executivo da Copa do Mundo de 2014, o Gecopa, acredita que o torneio de 2014 é uma oportunidade para o país dar um salto de modernização e apresentar, não só sua capacidade de organização, mas também força econômica para captar investimentos e os muitos atrativos que podem transformar o país em um dos mais importantes destinos turísticos do mundo.

Estádios
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) estimou em outubro de 2007, que o custo de construção e reformas das 12 arenas era R$ 1,9 bilhões. Em 2009 esse valor passou para R$ 3,7 bilhões; em 2010 houve novo aumento e foi estimado em R$ 5,4 bilhões. Em 2013, os cálculos chegam a R$ 8 bilhões, ou seja, 285% superior ao anunciado pelo Governo Federal quando o Brasil foi escolhido para sediar o Mundial.

Quando começaram as reformas e construções dos estádios, a previsão em média era de R$ 233 milhões por estádio. Após reajustes, o custo médio de cada arena brasileira subiu para R$ 665 milhões. Só para se ter um parâmetro, quando a Alemanha sediou a Copa de 2006, cada estádio custou, em média, R$ 300 milhões. Na Copa da África do Sul, em 2010, o valor foi de R$ 327 milhões.

Os investimentos previstos para os estádios da Copa de 2014, já chegam em R$ 8 bilhões. Na África do Sul, o custo total das dez arenas foi de R$ 3,27 bilhões. Na Alemanha, 12 estádios saíram por R$ 3,6 bilhões.

Investimentos
Também é preciso investir em infra-estrutura básica para deixar o país pronto para sediar o evento, como por exemplo, em portos, aeroportos e mobilidade urbana.

No final de 2012, o Gecopa publicou uma nova lista consolidada das obras e valores incluídos com base em novas regras. Serão 101 intervenções, sendo 12 estádios, 51 projetos de mobilidade urbana, 31 ações em aeroportos e 7 em portos. A previsão de investimento era R$ 26 bilhões para a realização da Copa de 2014, fora os estádios.

Cidades-sede
O Brasil será o único país a ter 12 cidades-sede em uma Copa do Mundo, devido às dimensões continentais do país. A Fifa atendeu pedido da CBF, já que a entidade costuma exigir de oito a dez cidades.

As cidades-sedes serão São Paulo, onde fica a Arena Corinthians; Rio de Janeiro (Maracanã), Porto Alegre (Beira-Rio), Curitiba (Arena da Baixada), Belo Horizonte (Mineirão), Cuiabá (Arena Pantanal), Brasília (Mané Garrincha), Salvador (Arena Fonte Nova), Recife (Arena Pernambuco), Natal (Arena das Dunas), Fortaleza (Castelão) e Manaus (Arena Amazônia).

Seleções
A Copa do Mundo será disputada por 32 seleções, no entanto, até o momento, poucas já garantiram vaga para o mundial do ano que vem. Ainda faltam 22 times para completar o quadro de países que participaram do torneio no Brasil.

Estão garantidas, além do Brasil, que sedia o mundial, Argentina, Itália, Holanda, Estados Unidos, Costa Rica, Irã, Coréia do Sul, Austrália e Japão.

Confira as mudanças na conta das obras dos estádios




Previsão de maio de 2009: R$ 3,7 bilhões



Arena da baixada: __________________indefinido

Arena da Amazônia: _____________R$ 500 milhões

Arena das Dunas: ________________R$ 300 milhões

Arena Pantanal: _________________R$ 400 milhões

Arena Pernambuco: ______________R$ 500 milhões

Beira-Rio: _____________________R$ 120 milhões

Castelão: ______________________ R$ 300 milhões

Fonte Nova: ___________________R$ 400 milhões

Mané Garrincha: ________________R$ 520 milhões

Maracanã: _____________________R$ 430 milhões

Mineirão: _________________________indefinido

Morumbi: ______________________R$ 300 milhões





Matriz de dezembro de 2010: 5,4 bilhões



Arena da baixada: _____________R$ 184,5 milhões

Arena da Amazônia: _____________ R$ 515 milhões

Arena das Dunas: _______________R$ 350 milhões

Arena Pantanal: _______________R$ 454,2 milhões

Arena Pernambuco: ____________R$ 529,5 milhões

Beira-Rio: _____________________R$ 130 milhões

Castelão: ______________________R$ 623 milhões

Fonte Nova: __________________R$ 591,7 milhões

Mané Garrincha: _______________R$ 745,3 milhões

Maracanã: _____________________R$ 600 milhões

Mineirão: ____________________R$ 426,1 milhões

Morumbi: _____________________R$ 240 milhões





Custos em agosto de 2013: R$ 7,98 bilhões



Arena da baixada: _______________R$ 265 milhões

Arena da Amazônia: _____________R$ 605 milhões

Arena das Dunas: _______________R$ 350 milhões

Arena Pantanal: ______________R$ 519,4 milhões

Arena Pernambuco: ____________R$ 529,5 milhões

Beira-Rio: _____________________R$ 330 milhões

Castelão: _____________________R$ 623 milhões

Fonte Nova: __________________R$ 591,7 milhões

Mané Garrincha: _________________R$ 1,43 bilhão

Maracanã: ______________________R$ 1,9 bilhão

Mineirão: ______________________R$ 695 milhões

Arena Corinthians: ______________R$ 855 milhões



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