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CIDADE

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30/09/2013

ÍNDICE DE ATENDIMENTOS DO CONSELHO TUTELAR CAI 31%

Ex-membros do Conselho Tutelar de Ituverava, cujo mandato se encerra na próxima semana

No encerramento de sua gestão, o Conselho Tutelar divulgou levantamento de atendimentos entre janeiro e agosto deste ano. Segundo a análise, os atendimentos diminuíram 31%, em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com o levantamento, feito pela até então secretária do Conselho Tutelar de Ituverava, Eliana Rosa Cunha, em 2012 foram registrados 787 atendimentos pelo órgão, enquanto em 2013, o número caiu para 599. “Acredito que foi positivo para o Conselho Tutelar, que trabalha em defesa dos direitos de crianças e adolescentes, em conformidade com a Lei 8.069/90-Estatuto da Criança e do Adolescente”, afirma Eliana, em entrevista à Tribuna de Ituverava.

Ainda segundo Eliana, o número de atendimentos demonstra que o trabalho desenvolvido pelo Conselho Tutelar de Ituverava está no caminho correto. “O fato ocorreu porque foram feitas mais orientações e encaminhamentos pelos conselheiros. Nós trabalhamos mais, e colhemos os frutos disso”, destaca.

Eficiência
“No entanto, é bom lembrar que para maior eficiência, é sempre importante trabalhar em conjunto com as Secretarias Municipais da Cultura, Turismo e Lazer, Educação, Saúde e do Bem-Estar e Integração Social, através do CRAS e do Creas e dos Conselhos Municipais de Assistência Social e Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (CDMCA)”, enfatiza.

Eliana ainda acredita que uma das principais formas de melhorar o serviço oferecido pelo Conselho Tutelar é incentivando a população a se interessar pelo órgão.

Principais problemas
A conselheira Eliana Rosa Cunha também enumerou os principais problemas pelos quais passam as crianças e adolescentes atendidos pelo Conselho Tutelar. “São principalmente em relação aos pais, pois é visível observar que estão cada vez mais negligentes, tratando com descaso a tarefa que lhes cabe, que é educar e também a responsabilidade para com seus filhos. Na maioria dos casos os direitos são violados devido a constantes desentendimentos familiares, além da ausência de pai, mãe ou responsável”, enfatiza.

“Outro agravante é a dependência química, uma realidade instalada entre os adolescentes e suas famílias, sendo, com toda certeza, a maior causadora de tantos problemas na sociedade, levando ao desentendimento familiar e social”, diz Eliana.

Ainda segundo ela, a violência física e psicológica, ainda é a campeã em denúncias, levando crianças e adolescentes à rebeldia, evasão escolar e a entrarem para o mundo das drogas. “Lutamos a cada dia para tentar conscientizar os pais ou responsáveis sobre seus deveres para com seus filhos”, diz.

Soluções possíveis
Para mudar esta realidade, Eliana Rosa Cunha acredita que é necessário investir cada vez na prevenção. “Não podemos nos satisfazer com resultados de redução de atendimentos, é preciso continuar lutando por um mundo melhor para nossas crianças, adolescentes e suas famílias”, afirma.

“Tentamos conscientizar o cidadão do seu dever de olhar para o próximo com dignidade, respeito e solidariedade, alertando para que se denuncie casos de maus-tratos, abusos e todo tipo de negligência contra crianças e adolescentes através dos telefones 3839-7633 ou 100”, conclui.

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