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AGRICULTURA

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07/10/2013

ALGODÃO COLORIDO SELVAGEM É “DOMESTICADO“

Algodão colorido

Utilizado na confecção de roupas há mais de 4.000 anos, o algodão colorido perdeu espaço para o tipo branco no século 19, pois tinha fibras fracas que se quebravam nas máquinas. Porém, com um trabalho de melhoramento genético nos últimos anos, o algodão colorido ficou mais resistente e volta a ter valor de mercado.

Após o cruzamento com o algodão branco comercial, em um trabalho desenvolvido pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) no início de 2000, o tipo colorido do algodão voltou a ser produzido em escala comercial e já é exportado para França, Japão, Estados Unidos e Alemanha.

A principal vantagem do algodão colorido é o menor impacto ambiental. Uma peça de roupa feita com o produto utiliza, em média, apenas 10% da água gasta em uma confecção tradicional. Além disso, o produto é valorizado por ser orgânico, ou seja, não utiliza agrotóxicos ou adubos artificiais.

Algodão colorido representa menos de 1% do mercado
Apesar de todos os benefícios ambientais, o algodão colorido ainda representa menos de 1% da produção nacional do setor. E não deve passar muito disso, segundo especialistas. "Ele se encaminha muito bem para o nicho, para pequenas e médias propriedades; não deve aumentar muito a área total plantada no país", disse Lucílio Alves, que pesquisa o mercado do produto no Cepea (Centro de Pesquisa Agropecuária).

Por ser um produto de nicho, o algodão colorido é mais caro do que o tradicional. Enquanto o quilo do algodão branco sai por R$ 5, a mesma quantidade do produto colorido é vendida por R$ 8,5 (70% mais cara). O produto é desenvolvido em cinco cores: marrom claro, marrom escuro, vermelho claro, vermelho escuro e verde.

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