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10/10/2013

NORMA BENGELL LIDERAVA ATOS CONTRA DITADURA, DIZ NEY LATORRACA EM VELÓRIO

Cremação está marcada para as 14h de quinta-feira, no Caju. Norma morreu por volta das 3h desta quarta-feira, vítima de câncer.

A atriz e cineasta Norma Bengell, de 78 anos, foi velada na noite desta quarta-feira (9), no Cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. Entre os amigos e parentes que foram se despedir da artista, estiveram presentes o ator Ney Latorraca e os cineastas Luiz Carlos e Lucy Barreto, Silvio Tendler e Carla Camurati.

Vai ficar saudade. Era insubstituível. Ela que abria todas as passeatas contra a ditadura. Foi revolucionaria", disse Ney Latorraca, citado por Luciane Marques, amiga, cuidadora e procuradora da atriz, com um dos poucos que ligava e procurava notícia. "Ela era a cara do Rio", acrescentou.

"Era um exemplo de atriz e militante", disse Luiz Carlos Barreto.

A cremação está marcada para as 14h de quinta-feira (10) no Cemitério do Caju, na Zona Portuária. As cinzas da atriz e cineasta serão jogadas da Pedra do Arpoador, em Ipanema, na Zona Sul do Rio.

Segundo o primo da atriz, Egberto Guimarães Costa, esse era o desejo de Norma.

Norma morreu por volta das 3h desta quarta-feira no Rio de Janeiro vítima de câncer no pulmão direito. Ela estava internada no Hospital Rio-Laranjeiras, unidade Bambina, em Botafogo, na Zona Sul da cidade.

Dilma envia nota de pesar
A presidente Dilma Rousseff enviou uma nota de pesar pela morte da atriz, a quem disse considerar uma das principais do país. A artista morreu nesta madrugada, após complicações de um câncer.

"Foi com pesar que soube da morte de Norma Bengell, uma das principais atrizes do cinema brasileiro. Norma reunia talento e coragem em doses únicas. Ninguém que ainda hoje assiste filmes como Os Cafajestes, O Homem do Sputnik e A idade da Terra fica imune ao seu magnetismo. Neste momento de tristeza, compartilho meus sentimentos com sua família, amigos e admiradores", disse a presidente.

Musa do cinema
A atriz foi uma das maiores musas do cinema e do teatro brasileiros nas décadas de 50, 60 e 70. Atriz, vedete, cineasta, cantora e compositora, Norma começou a carreira na música no início dos anos 50. Em 1959 lançou o primeiro disco, com músicas de Tom Jobim e João Gilberto. No cinema, participou de 64 filmes. Estreou nas telas aos 23 anos, no longa metragem o "Homem do Sputnik", estrelado por Oscarito, onde fez sucesso parodiando a famosa atriz francesa Brigitte Bardot.

Norma Bengell fez história em 1962 ao exibir o primeiro nu frontal do cinema brasileiro aos 27 anos, no filme Os Cafajestes, de Ruy Guerra. Nos anos 80, lançou-se diretora de cinema com "Eternamente Pagu". Norma também participou de várias novelas como "Partido Alto" e "Sexo dos Anjos", na TV Globo. O último trabalho foi como Deise Coturno, em 2009, no programa humorístico Toma Lá, Dá Cá.



Fonte: g1.globo.com

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