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17/10/2013

ALSTOM OBTÉM LIMINAR PARA NÃO DEPOR NA CPI DOS TRANSPORTES DA CÂMARA

Empresa é investigada por prática de cartel e propina para servidores. Executivos da Daimler-Chrysler foram ouvidos por vereadores nesta quinta.

Investigada por suposta participação no cartel de fornecedores do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), a empresa Alstom obteve liminar na Justiça para deixar de comparecer à CPI dos Transportes da Câmara Municipal de São Paulo, dirigida pelo vereador Paulo Fiorilo (PT). Fiorilo disse nesta quinta-feira (17) que a CPI vai recorrer para tentar cassar a liminar e reconvocar os diretores da Alstom.

A CPI foi instaurada para investigar as planilhas de custo do sistema de transporte em São Paulo, mas os vereadores queriam ouvir a Alstom com base no argumento de que a Prefeitura de São Paulo investiu no transporte sobre trilhos. A Justiça considerou, no entanto, que não há interesse do muncípio nos contratos da Alstom com Metrô, uma vez que eles são firmados com o governo estadual.

"Considere-se que o objetivo da referida CPI, a princípio, não teria nenhuma relação com as investigações acerca do cartel em contratos do Metrô", diz o juiz Valentino Aparecido de Andrade, da 10ª Vara da Fazenda Pública.

Também nesta quinta-feira, executivos da fabricante de ônibus Daimler-Chrysler afirmaram à CPI que donos de empresas de ônibus que prestam serviço à Prefeitura de São Paulo são também sócios de concessionárias autorizadas da marca em São Paulo. A Daimler exige destes grupos capacidade financeira, experiência no mercado e estar com as contas em dia.

"Ficou claro que alguns empresários que operam o transporte também têm concessão da Mercedes para venda de chassi. Isso pode fazer coom que o preço do veículo tenha algum tipo de distorção. Esse é o debate que a gente vai fazer, porque isso tema ver com o custo da tarifa", disse Fiorilo.

A CPI dos Transportes da Câmara Municipal de São Paulo vai entrar com ação na Justiça para cassar a liminar argumentando a importância que tem a vinda da Alstom. Também intimou o presidente da Alstom para que vá depor.

Nesta quinta, a CPI ouviu um representante da empresa Tejofran, também investigada no suposto cartel de fornecedores do Metrô e da CPTM.

Segundo Fiorilo, o depoimento não acrescentou nada e a empresa pode ser convocada novamente. "Na questão da CPTM, ele (representante) se restringiu ao que é publico, e disse que foi arrastado, como os outros disseram, para a questão do cartel. Disse que era só um contrato a respeito do programa Boa Viagem. Por isso, talvez a necessidade ouvir novamente, se a CPI entender que é necessário", disse Fiorilo.

Relatora da CPI, a vereadora Edir Sales (PSD) afirma que a meta é encerrar a CPI atéo final do ano.





Fonte: g1.globo.com

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