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04/11/2013
O médico Dr. Fernando Bermudes Cabral, novo neurologista da Santa Casa e do AME Dr. Fernando Bermudes Cabral trata problemas como AVC e enxaqueca
Está atendendo na Santa Casa de Misericórdia e no AME (Ambulatório Médico de Especialidades) desde o início do mês, o neurologista Fernando Bermudes Cabral é natural do Espírito Santo. Sua especialidade abrange doenças como Acidentes Vasculares Cerebral (AVC) e enxaqueca.
Ele atende consultas particulares e por diversos convênios médicos. No AME, ele atende todos os dias pelas manhãs e na Santa Casa as quintas-feiras no período da tarde.
Dr. Cabral se formou pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), fez residência na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e atualmente cursa pós-graduação em AVC do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.
Em entrevista concedida à Tribuna de Ituverava, o médico falou sobre as primeiras impressões que teve da cidade. “Ituverava é uma cidade agradável, com ótima infra-estrutura e uma população muito hospitaleira. Gostei tanto que pretendo aumentar o número de atendimentos que faço na cidade”, ressalta.
AVC
Dentre as principais doenças tratadas pelo neurologista estão o AVC e a enxaqueca. “O Acidente Vascular Cerebral (AVC), ou derrame cerebral, ocorre quando há um entupimento ou o rompimento dos vasos que levam sangue ao cérebro provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea adequada”, explica.
“Os principais sintomas dessa doença são perda de sensibilidade no corpo, diminuição ou perda súbita da força na face, braço ou perna de um lado do corpo; alteração súbita da sensibilidade com sensação de formigamento na face, braço ou perna de um lado do corpo; perda súbita de visão em um dos olhos; alteração aguda da fala, incluindo dificuldade para articular, expressar ou para compreender a linguagem; dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente e instabilidade, vertigem súbita intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos. O que mais chama atenção para possibilidade de ser AVC é o inicio súbito dos sintomas”, ressalta.
Fatores
Ainda segundo ele, muitos fatores contribuem para o acometimento do AVC. “Alguns deles não podem ser modificados, como idade, raça, constituição genética e sexo. No entanto, outros fatores podem ser diagnosticados e tratados, como pressão alta, diabetes mellitus, doenças cardíacas, fumo, consumo de álcool, sedentarismo e obesidade”, observa.
“Portanto, a adequação dos hábitos diários é primordial para que as pessoas previnam o AVC”, destaca Dr. Cabral.
Saiba sobre a enxaqueca e suas causas
O neurologista também falou sobre enxaqueca, doença que é considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como uma das que mais incapacitam as pessoas. “A enxaqueca é um dos tipos de dor de cabeça, e se caracteriza por uma dor pulsátil em um ou dos dois lados da cabeça. Geralmente ela vem acompanhada de fotofobia e fonofobia, náusea e vômito”, diz.
“A duração da crise da enxaqueca varia de quatro a 72 horas, podendo ser mais curta em crianças. Segundo o Ministério da Saúde, de 5% a 25% das mulheres e 2% a 10% dos homens sofrem de enxaqueca. A doença é predominante em pessoas com idades entre 25 e 45 anos, sendo que após os 50 anos essa porcentagem tende a diminuir, principalmente em mulheres”, ressalta.
Causas
Dr. Cabral lembra que as causas da enxaqueca são desconhecidas, no entanto, sabe-se que elas estão relacionadas com alterações do cérebro e possuem influência genética. “O padrão de crise é sempre o mesmo para cada indivíduo, variando apenas em intensidade. O espaçamento entre crises é variável. Sabe-se também que o gatilho para as crises em enxaqueca variam de indivíduo para indivíduo, sendo que em algumas pessoas pode não apresentar nenhum gatilho específico”, destaca.
“Porém, os gatilhos de enxaqueca mais comuns são: estresse, jejum prolongado, dormir mais ou menos do que o de costume, mudanças bruscas de temperatura e umidade, perfumes e outros odores muito fortes, esforço físico, luzes e sons intensos, abuso de medicamentos, incluindo analgésicos e fatores hormonais”, diz.
Dr. Cabral lembra que a enxaqueca é uma doença crônica, mas que tem tratamento. “É uma doença que necessita de acompanhamento para oferecer melhor qualidade de vida aos pacientes”, completa.