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06/11/2013
Ativistas liberam cães do Instituto Royal, em São Roque Assunto voltou à mídia depois que ativistas levaram 178 cães que estavam sendo utilizados em pesquisas e testes do Instituto Royal
Amdos assuntos mais polêmicos da ciência voltou a ganhar espaço na mídia: o uso de animais em testes e pesquisas laboratoriais. O intuito é utilizá-los para desenvolver medicamentos e tratamentos para doenças do ser humano. O problema, segundo ativistas em defesa de animais, o preço destes avanços é o sofrimento do animal.
A polêmica voltou à tona depois que o Instituto Royal, em São Roque, foi invadido, e foram liberados 178 cães que seriam utilizados em testes para fabricação de cosméticos e produtos farmacêuticos.
Todos os cães são Beagles, que é uma raça mais pura, com poucas variações cosméticas, o que garante resultados confiáveis. Estes cães são escolhidos porque são mais dóceis e tem porte médio, o que facilita a manipulação para testes.
Pesquisas
Dentre as pesquisas que estavam sendo feitas com estes animais, três delas foram detalhadas pelo Instituto Royal. A primeira era para estudos da eficiência e a toxicidade de uma substância vegetal natural, que poderia vir a ser usada como antibiótico. A segunda abrangia uma molécula sintética com potencial anticancerígeno. Já, a terceira seria para um medicamento contra o câncer, cuja patente internacional se expirou. O uso dos animais neste tipo de pesquisa é comum no mundo todo, e no Brasil tem, inclusive, amparo legal.
De acordo com um dos fundadores do Instituto Royal, João Pêgas Henriques, o roubo dos animais ocasionou a perda de dez anos de pesquisas.
Os dois lados
O uso de animais em testes e pesquisas laboratoriais não é atual. Desde 1900, descobertas importantes surgem através de experimentos com animais. Dentre os principais, estão: a anestesia, anticoagulantes, penicilina, remédio para pressão alta, transplante de coração, remédio para enxaqueca, incubadora para bebês prematuros, tratamento para diabetes e tratamento para o mal de Parkinson.
Não é exagero dizer que todos nós conhecemos ao menos uma pessoa que, está viva devido aos experimentos já realizados anteriormente com os animais.
Por outro lado, existem pesquisas que não parecem tão significativas para a humanidade a ponto de justificar maus-tratos e até a morte de animais. Este é o caso de cosméticos, situações, inclusive, em que os animais podem ser substituídos nos testes.
Para saber o que pensam os ituveravenses sobre o assunto, a Tribuna de Ituverava foi às ruas nesta semana. A polêmica se refletiu na Enquete, que foi bastante equilibrada. Dos doze entrevistados, sete são contra as pesquisas e testes com animais, enquanto outros cinco são a favor. Confira:
Pele artificial
Desde a década de 90, os animais passaram a ser trocados nestes testes por pele humana artificial. Desde 1998, este tipo de experimento não pode ser realizado com animais na Inglaterra. Neste ano, produtos cosméticos que tenham sido testados em animais foram vetados na União Européia.
Um tanto atrasado em relação aos outros países, os testes de cosméticos, que podem ser bastante agressivos nas peles dos animais, continuam acontecendo no Brasil, inclusive, em grandes institutos.
Outro caso bastante polêmico, em que os maus-tratos não geram avanços à humanidade são os rodeios, que já chegaram a ser proibidos em algumas cidades brasileiras.
Utilização de animais em testes é indispensável em alguns casos
Um dos assuntos mais polêmicos da ciência voltou a ganhar espaço na mídia: o uso de animais em testes e pesquisas laboratoriais. O intuito é utilizá-los para desenvolver medicamentos e tratamentos para doenças do ser humano. O problema, segundo ativistas em defesa de animais, o preço destes avanços é o sofrimento do animal.
A polêmica voltou à tona depois que o Instituto Royal, em São Roque, foi invadido, e foram liberados 178 cães que seriam utilizados em testes para fabricação de cosméticos e produtos farmacêuticos.
Todos os cães são Beagles, que é uma raça mais pura, com poucas variações cosméticas, o que garante resultados confiáveis. Estes cães são escolhidos porque são mais dóceis e tem porte médio, o que facilita a manipulação para testes.
Pesquisas
Dentre as pesquisas que estavam sendo feitas com estes animais, três delas foram detalhadas pelo Instituto Royal. A primeira era para estudos da eficiência e a toxicidade de uma substância vegetal natural, que poderia vir a ser usada como antibiótico. A segunda abrangia uma molécula sintética com potencial anticancerígeno. Já, a terceira seria para um medicamento contra o câncer, cuja patente internacional se expirou. O uso dos animais neste tipo de pesquisa é comum no mundo todo, e no Brasil tem, inclusive, amparo legal.
De acordo com um dos fundadores do Instituto Royal, João Pêgas Henriques, o roubo dos animais ocasionou a perda de dez anos de pesquisas.
Os dois lados
O uso de animais em testes e pesquisas laboratoriais não é atual. Desde 1900, descobertas importantes surgem através de experimentos com animais. Dentre os principais, estão: a anestesia, anticoagulantes, penicilina, remédio para pressão alta, transplante de coração, remédio para enxaqueca, incubadora para bebês prematuros, tratamento para diabetes e tratamento para o mal de Parkinson.
Não é exagero dizer que todos nós conhecemos ao menos uma pessoa que, está viva devido aos experimentos já realizados anteriormente com os animais.
Por outro lado, existem pesquisas que não parecem tão significativas para a humanidade a ponto de justificar maus-tratos e até a morte de animais. Este é o caso de cosméticos, situações, inclusive, em que os animais podem ser substituídos nos testes.
Exemplo
Um bom exemplo que demonstra o quanto estes testes podem desempenhar um papel importante é a cadela Marjorie, que foi usada pelos canadenses Frederick Banting e Charles Best em experimentos para descobrir uma substância capaz de conter o diabetes. A partir daí, em 1921, a dupla conseguiu a insulina, medicamento que hoje é utilizado por 30% dos 366 milhões de diabéticos no mundo.