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18/11/2013
Quando Tite desceu do ônibus do Corinthians para comandar o time na partida deste domingo contra o Vasco, no Pacaembu, 35ª rodada do Brasileirão, um torcedor já lhe esperava na entrada dos vestiários com a faixa: “Obrigado, Tite. Volta logo”. O recado solitário logo ganharia companhia das mensagens outros torcedores, antes mesmo do jogo, e de quase 20 mil vozes quando o técnico subiu ao gramado para sua penúltima partida no estádio pelo Timão - e a primeira depois do anúncio de sua saída, na sexta-feira.
Ao entrar no vestiário, mais emoção. Ele contou que teve de se segurar para não chorar diante dos jogadores no momento da oração. Com a bola rolando, passou boa parte do jogo lutando contra as lágrimas. Na entrada no gramado, chegou a morder o lábio para segurar o choro.
- Quando o Paulo André chamou o time para oração, tentei ficar alijado para ter a maior concentração possível. Eu não estava em meu estado normal, não trabalhei em meu estado normal. Sou um ser humano. Isso mexe – destacou Tite.
O primeiro a recebê-lo nesta tarde especial também foi o único a lhe dar boas vindas no aeroporto, no já distante outubro de 2010, quando Tite chegou do Oriente Médio para tentar ajudar o time a conquistar o título brasileiro daquele ano. Clayton Assad, conhecido como Jamanta, deu um longo abraço no técnico. Recebeu de volta um muito obrigado.
- Eu estava na chegada dele em 2010, fui o único que o recebeu. Falei para ele “Seja bem vindo, futuro campeão”. Mal sabia que ele seria campeão de tudo. Falei hoje que sou só mais um corintiano, ele falou que sou um cara especial na vida dele. É um reconhecimento que me deixa muito feliz e emocionado - afirmou Clayton.
A preleção foi a de um jogo normal, sem nenhum componente especial. Só que este Corinthians x Vasco não era normal. Não para a torcida, que acompanha, impotente, um casamento de três anos se desfazendo a cada jogo que passa. A faixa “Parabéns Tite”, sobreposta à tradicional “Time do povo”, no tobogã do Pacaembu, foi a primeira vista pelo técnico.
A caminhada firme até o banco de reservas foi acompanhada por acenos a todos os lados das arquibancadas, recheadas de faixas, recados e um grito:
- Olê, olê, olê, olê, Tite, Tite.