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19/11/2013

SENADO ITALIANO DISCUTIRÁ POSSIBILIDADE DE EXTRADIÇÃO DE PIZZOLATO

O ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato

O debate sobre uma possível extradição do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato para o Brasil será tratado nesta terça-feira no Senado italiano. O senador brasileiro na Itália, Fausto Longo, vai fazer um pronunciamento no Comitê para Questões de Italianos no Exterior (Comitato per le Questioni degli Italiani all´Estero) sobre o caso de Pizzolato. Condenado a 12 anos de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato no processo do mensalão, ele comunicou, em carta, ter fugido para o país há 45 dias.

O comitê italiano é formado por 18 senadores, sendo 12 italianos e 6 ítalo-descendentes eleitos no exterior, e funciona como um órgão consultivo no parlamento.

- Temos 80 milhões de ítalo-descendentes espalhados pelo mundo. No Brasil são 30 milhões. Desses, 300 mil possuem a cidadania italiana. Imagina se qualquer um que comete um crime possa fugir para a Itália porque tem a proteção da outra parte? Logicamente que esse assunto será discutido no âmbito do Comitato que trata das questões de italianos no exterior - afirmou ao GLOBO o senador ítalo-brasileiro, que assumiu neste ano uma das duas cadeiras que o parlamento Italiano oferece aos ítalo-descendentes da América do Sul.

Ele defende a extradição de Pizzolato para o Brasil e diz que é importante um debate sobre o tema no comitê porque, por representar todas as forças políticas do senado italiano, pode indicar a tendência do parlamento caso tenha que se posicionar sobre o caso.

- É uma questão que eu vou introduzir na reunião para saber qual é a opinião do Comitato porque, se ele for perguntado pela mídia ou dentro do próprio ambiente do Senado, o presidente desse comitê deverá responder. A única coisa que eu posso fazer é colocar essa discussão. Acho que vai dar para perceber qual a visão que esse comitê, formado por todos os partidos, tem sobre o caso.

Fausto Longo disse que seria "uma atitude infantil" a Justiça italiana não aceitar um pedido de extradição feito pelo Brasil. Ele também não acredita que o governo italiano use o episódio para se vingar do Brasil pela não extradição do ex-ativista Cesare Battisti em 2011.

Fonte: oglobo.globo.com

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