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19/11/2013
Polícia aponta que já tem provas contra Guilherme, padrasto de Joaquim, encontrado morto no último dia 10 de novembro (Foto: Matheus Urenha / A Cidade)
O delegado Paulo Henrique Martins de Castro diz que já tem provas suficientes para indiciar Guilherme Raymo Longo, padrasto de Joaquim Ponte Marques, 3 anos, morto no dia 5 de novembro.
“Vamos prosseguir nas diligências, mas já temos um ponto-chave das investigações que não podemos revelar.” A informação foi passada no mesmo dia em que a Justiça definiu manter padrasto preso.
Natália Ponte Marques, mãe de Joaquim, e Guilherme prestaram novo depoimento nesta segunda-feira (18), mas não foi divulgado o que foi dito. Antes disso, Castro informou que o laudo preliminar da perícia deu inconclusivo, isto é, não existem indícios da causa da morte do menino e o corpo está sem lesões aparentes. Tudo indica que o menino foi jogado no rio Pardo morto, porque o pulmão foi encontrado sem água.
Este foi o terceiro depoimento que Natália presta à Polícia Civil e todos têm contradições. Guilherme passou de marido amoroso a cruel que ameaçou a esposa e o filho de morte e chegou a castigar cruelmente Joaquim quando ele fez xixi na cama. Ele teria colocado o garoto com roupa e tudo para tomar banho. “As contradições nos depoimentos continuam, a prisão dos dois facilita as investigações”.
O delegado também descarta a reconstituição do crime hoje. À tarde, ele disse que Natália não deve participar da ação.
Para o delegado, são necessários mais elementos para tentar descobrir o que aconteceu no dia em que Joaquim desapareceu da casa na rua Tobias Brigadeiro de Aguiar, 274, no Jardim Independência.
Nesta segunda, o delegado ouviu novamente o pescador Anderson Paiva, que garante que viu um homem parecido com Guilherme jogar um corpo no rio. “O pescador vai prestar outros esclarecimentos e alguns pontos que ele falou vamos verificar se são ou não verdadeiros.”
Justiça manda Guilherme continuar preso
A Justiça de Ribeirão Preto negou nesta segunda o pedido de revogação da prisão de Guilherme Raymo Longo, padrasto de Joaquim.
Na decisão, a juíza da 2ª Vara do Júri e Execuções Criminais, Isabel Cristina dos Santos, considerou a descoberta de um fato criminoso, algo que demanda necessidade de investigações mais aprofundadas. A deliberação foi questionada pelo advogado Antônio Carlos de Oliveira. “Ainda não há a comprovação de crime. Portanto, pretendo recorrer”.
O representante do padrasto de Joaquim irá impetrar petição de habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para tentar reverter a reclusão de seu cliente.
Guilherme e Natália estão presos desde o último dia 10, data em que o corpo de Joaquim foi encontrado no rio Pardo, em Barretos. O padrasto está em Barretos e a mãe detida em Franca. (Tiago Freitas).
Fonte: www.jornalacidade.com.br