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16/12/2013
Apoiadora de Bachelet segura cartaz parabenizando-a pela vitória no segundo turno das eleições (Foto: Martin Bernetti/AFP)
Michelle Bachelet, de 62 anos, venceu as eleições presidenciais do Chile neste domingo (15) e voltará à presidência do país no ano que vem. Representante da coligação de oposição Nova Maioria, ela teve 62,2% dos votos, a maior votação recebida por um candidato à presidência desde que o Chile retornou às eleições democráticas, em 1989.
Com a vitória, Bachelet se torna a primeira presidente eleita pela segunda vez em mais de 60 anos no país – após ter sido a primeira mulher presidente do Chile, entre 2006 e 2010. As eleições tiveram cerca de 5,6 milhões de votos, com menos de 50% dos eleitores comparecendo às urnas, segundo o serviço eleitoral chileno.
Em conversa telefônica com o atual presidente do país, Sebastián Piñera, Bachelet disse que, a partir de março, será a "presidente de todos os chilenos".
"Obrigada por fazerem com que essa cidadã igual a vocês seja hoje presidente", afirmou em discurso público após o anúncio do resultado.
A candidata governista Evelyn Matthei, que ficou com 37,8% dos votos, reconheceu a derrota quando havia cerca de 70% das urnas apuradas, segundo a imprensa local. "Está claro, ela ganhou e a parabenizo", disse Evelyn, que em seguida visitou Bachelet para cumprimentá-la.
A eleição de Bachelet marca o retorno da esquerda à presidência do Chile, após quatro anos do governo de centro-direita de Sebastián Piñera, aliado de Matthei. A líder socialista encontra um país diferente do que assumiu em 2006, à frente da Concertação, coalizão de esquerda que governou o Chile por duas décadas.
As eleições presidenciais do país foram encerradas às 18h locais (19h em Brasília), com os centros de votação fechados e os votos começando a ser apurados.
No primeiro turno, Bachelet teve 46,7% dos votos e a direitista Evelyn Matthei alcançou 25,01% da preferência do eleitorado.
Baixa adesão
O segundo turno das eleições presidenciais no Chile foi marcado por baixa adesão – a ponto de os mesários terem sido fotografados lendo jornal e até dormindo – e por incidentes como falta de cédulas em uma mesa de votação e uma chamada de atenção ao atual presidente por ter fechado mal sua cédula.
Piñera precisou voltar à cabine de votação, a pedido dos mesários, para dobrar e fechar corretamente sua cédula. Segundo a agência EFE, depois, o governante saiu sem levar embora a própria carteira de identidade, o que provocou vários comentários nas redes sociais.
Fonte: g1.globo.com