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16/12/2013
Alunos do 4º ano do Colégio Nossa Senhora do Carmo-COC, uma das salas que participou do projeto
Foi desenvolvido no Colégio Nossa Senhora do Carmo-COC, ao longo de 2013, o projeto “Ler é uma Aventura”, voltado aos alunos do 4º e 5º anos do Ensino Fundamental, sob coordenação da professora Rosemeire Prata.
O projeto tem o objetivo proporcionar aos alunos o contato com os mais variados gêneros textuais, buscando despertar o gosto e o interesse pela leitura.
“O projeto tem por base uma trilha a ser percorrida pelo aluno ao longo do ano letivo, que se apresenta como um jogo, de acordo com as leituras feitas. As aulas são semanais, com propostas de leituras em classe e extraclasse, selecionando-se gêneros textuais diversificados, incluindo uma lista de livros paradidáticos adotados para todos os alunos, a serem lidos em cada bimestre”, explica Rosemeire.
“A cada leitura propõe-se uma atividade envolvendo interpretação de texto, reprodução de texto, ilustração, debates acerca do texto lido, privilegiando uma relação dinâmica do aluno com a linguagem escrita”, ressalta.
Desafios
À medida que o aluno vai tendo acesso a livros dos mais diversos gêneros literários, ele avança na trilha até a chegada. Ao longo do percurso, são propostos alguns desafios, visando fazer com que ele tenha cada vez mais interesse pela leitura. “Destaca-se o caráter lúdico atribuído à leitura, e o estímulo à ampliação da competência leitora da criança, que se sente motivada a experimentar diferentes gêneros literários e compartilhar suas descobertas, gostos e conhecimentos”, observa a professora . “Ao fim do projeto, os alunos que completam a trilha recebem um prêmio simbólico, como revistas em quadrinhos e revistas educativas, como forma de estimulá-las a continuar a leitura regularmente”, diz.
Leitura
Ainda de acordo com a professora, o projeto traz uma série de benefícios à comunicação dos alunos. “Todos os dias, ao conversarmos ou escrevermos, interagimos uns com os outros por meio da linguagem. Nessa interação, não usamos sons, palavras ou frases soltas, mas produzimos textos orais ou escritos que têm certo formato, estilo e tema que lhe são característicos. Ainda que nos comuniquemos com diferentes pessoas durante o dia, não falamos do mesmo modo com todos, uma vez que os usos da linguagem são diversificados e socialmente determinados. A cada troca, buscamos um ‘modelo’ já conhecido de como podemos organizar o nosso discurso e o empregamos visando o sucesso de nossa comunicação”, destaca.
“Diante da constatação de que a linguagem escrita possui dimensões e usos mais amplos que a mera codificação e decodificação dos signos fonéticos, afigura-se a necessidade de um trabalho que contemple práticas pedagógicas voltadas para o letramento, ou seja, não só para a aquisição das técnicas e habilidades de leitura e escrita, mas sobretudo para as práticas e contextos sociais que envolvem e influenciam os usos dessas habilidades”, completa.