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17/12/2013
Agente de Saúde distribui preservativos: prevenção é a melhor forma de combater a doença Existem no mundo existem mais de 35 casos de Aids milhões vivendo com a doença atualmente
Bem distante da realidade dos anos 80, quando a doença apareceu, hoje ser diagnosticado com Aids não significa uma sentença de morte. Com o passar do tempo e a evolução da medicina surgiram muitos métodos para evitar que ela se torne mortal. Hoje é muito comum um portador do vírus HIV viver até alcançar idade avançada, algo impossível quando a doença surgiu.
Porém, mesmo com tantos avanços, a cura da Aids ainda não existe, o que torna a prevenção à doença a forma mais eficaz para combatê-la. Pensando na importância da prevenção, o dia 1° de dezembro foi instituído, ainda nos anos 80, como o Dia Mundial de Luta Contra a Aids.
Atualmente estima-se que mais de 35 milhões de pessoas vivam com Aids no mundo todo, sendo cerca de 718 mil no Brasil. Do total dos portadores de Aids no mundo, apenas 9,7 milhões têm acesso a tratamento.
O último balanço foi divulgado no último domingo, 1° de dezembro, pelo ministro de Saúde Alexandre Padilha, em cerimônia realizada no Rio de Janeiro. O levantamento apontou que dos 718 mil portadores, cerca de 150 mil ainda não sabem que estão infectados.
Durante o evento, Padilha também anunciou novas medidas do Ministério da Saúde para tratar os portadores do vírus. Entre elas está a permissão para que os pacientes já comecem a ser tratados assim que forem diagnosticados com a doença. Até então, o paciente é encaminhado para novos exames e só recebe o medicamento se apresentar sinais de vulnerabilidade no sistema imunológico. Com essa mudança, 100 mil pacientes passarão a receber os remédios.
Atualmente, essa medida é adotada apenas nos Estados Unidos e na França.
Campanha
No mesmo dia, o Ministério da Saúde também lançou a nova campanha nacional para o combate à Aids, com o slogan “Para viver melhor, é preciso saber”, cujo principal objetivo é incentivar as pessoas a fazerem, regularmente, o teste do HIV, especialmente os jovens.
Só neste ano, o investimento no combate à Aids deve chegar a R$ 1,2 bilhão, valor que deve chegar a R$ 1,3 bilhão no próximo ano.
No mundo todo, desde 2001, o número de novas infecções caiu 33%, enquanto as mortes em decorrência da doença diminuíram em 29%. Em relação à transmissão de mãe para filho, a queda é de 51%.
Secretaria de Saúde tem ações de prevenção à Aids
Para lembrar o Dia Mundial da Luta Contra a Aids, a Secretaria Municipal da Saúde, através do Ambulatório de DST/AIDS e Hepatites Virais de Ituverava, realizou um trabalho educativo em todas as escolas municipais. O trabalho, que consistiu na realização de palestras, distribuição de panfletos e divulgação do teste rápido de HIV, foi realizado durante todo o mês de novembro.
De acordo com a coordenadora do Ambulatório de DST/AIDS e Hepatites Virais de Ituverava, Fernanda Galdeano Costa, a data reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acesso ao tratamento, além de demonstrar o esforço mundial para a conscientização e solidariedade com as pessoas que vivem com HIV. “Além do trabalho realizado nas escolas, foi desenvolvida a Campanha Fique Sabendo, que terminou no dia 4 de dezembro. Neste período, foram realizados 100 testes de HIV em Ituverava”, afirma.
Ações para prevenção
Ainda de acordo com ela, são realizadas diversos ações de prevenção à Aids em Ituverava. “O Ambulatório de DST/AIDS é um serviço de saúde que realiza ações de assistência, prevenção e tratamento às pessoas vivendo com HIV/Aids. O objetivo é prestar um atendimento integral e de qualidade aos usuários, por meio de uma equipe de profissionais de saúde composta por médico, enfermeiro, farmacêuticos, auxiliar de enfermagem, entre outros”, afirma.
“Entre suas atividades estão os cuidados de enfermagem; orientação e apoio psicológico; atendimentos em infectologia; controle e distribuição de anti-retrovirais; orientações farmacêuticas, realização de exames de monitoramento; distribuição de preservativo masculino e feminino e gel lubrificante e, principalmente, atividades educativas para adesão ao tratamento e para prevenção e controle de DST/Aids”, destaca.
Testes
Outra importante ação é a realização do teste de HIV, oferecido gratuitamente no CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento), no Posto de Saúde Central. “O teste pode ser feito de segunda a quinta-feira, às 13h. Ele é voltado para maiores de 12 anos e é necessária a apresentação do RG”, observa.
“Também é importante lembrar que preservativos são distribuídos gratuitamente em todos os postos de saúde, Laboratório Municipal, Centro Odontológico, Santa Casa de Misericórdia e Centro de Convivência da Terceira Idade”, destaca.
Sintomas iniciais da doença geralmente são bem leves
Considerada uma das mais graves doenças, a Aids é uma doença sexualmente transmissível causada pelo vírus HIV. Na maioria dos casos, os sintomas iniciais podem ser tão leves quanto um mal estar passageiro. Em seguida, eles passam a se manifestar de forma mais intensa, mas mesmo assim os sintomas são os mesmos de viroses, como febre constante, dores de cabeça, calafrios e dores musculares. Estes sintomas geralmente aparecem entre duas e quatro semanas após a doença ser contraída.
Nas fases mais avançadas, é comum o aparecimento de doenças como tuberculose, pneumonia e meningite.
Diagnóstico
Existe exame de sangue específico para o diagnóstico da AIDS, chamado teste Elisa. Em média, ele começa a registrar que a pessoa está infectada 20 dias após o contato de risco. Se depois de três meses o resultado for negativo, não há necessidade de repetir o exame, porque não houve infecção pelo HIV.
No Centro de Referência em Treinamento em DST/AIDS é possível realizar um teste laboratorial mais rápido, cujo resultado sai algumas horas depois da coleta de sangue.
Além de relação sexual, a Aids pode ser transmitida através de agulhas infectadas ou mesmo da mãe para o filho durante a gestação. Não é transmitida por beijos, alicates de unha, lâminas de barbear, uso de banheiros públicos e picadas de mosquitos.
Tratamento
Após fazer um número enorme de vítimas fatais, a Aids foi, aos poucos, deixando de ser considerada matéria, indiscutivelmente, fatal. No final de 1995 surgiu o coquetel, conjunto de medicamentos capaz de tratar a doença. Embora muitas vezes tragam efeitos colaterais, como tonturas e enjôos, o tratamento geralmente é bem tolerado pelos pacientes.
Por não ter cura, a melhor forma de combater a doença continua sendo a prevenção. O uso de camisinha nas relações sexuais é a forma mais eficaz para evitá-la. Também é imprescindível usar somente seringas descartáveis e gestantes devem obrigatoriamente fazer o teste de HIV durante o pré-natal. Se estiverem infectadas, é fundamental iniciar logo o tratamento, pois isso pode evitar que o vírus seja transmitido para o bebê.
Recomendações para Portadores
Usar camisinha em todas as relações sexuais
Procurar alimentar-se bem e dormir as horas necessárias
Não fumar nem abusar de bebidas alcoólicas
Não considerar a AIDS como uma sentença de morte. Depois do aparecimento do coquetel, ela se transformou em uma doença crônica que ainda não tem cura, mas pode ser controlada
Não desanimar diante dos efeitos adversos de alguns medicamentos que compõem o coquetel. Eles podem ser contornados com mudanças no esquema ou com o uso de outros remédios