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CIDADE

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24/12/2013

BRASIL COMEMOROU DIA DAS APAES NA ÚLTIMA QUINTA-FEIRA

Equipe e assistidos da Apae de Ituverava

Em Ituverava, entidade atende 106 portadoras de necessidades especiais

Oferecer carinho, amor e atendimento diferenciado, é o compromisso da Associação de Pais e Amigos de Excepcionais (Apae), desde que foi fundada, em 1954. Hoje, com o passar de tantos anos, os valores da entidade continuam mais fortes do que nunca.

Porém, na última quinta-feira, 19 de dezembro, o Dia das Apaes este ano não deve ser comemorado como deveria, pois um projeto almeja acabar com as Apaes e inserir os assistidos em escolas de ensino regular. A proposta gerou muita polêmica, o que levou muitas pessoas a protestarem nas ruas, inclusive em Ituverava, onde foi realizada uma passeata.

Várias autoridades, órgãos e entidades se uniram para evitar que o Projeto possa ser colocado em prática, pois, só mesmo pessoas quem não têm conhecimento do trabalho desenvolvido pala entidade podem propor esta mudança.

A Apae não é apenas uma instituição de ensino para portadores de deficiência física, vai muito além, pois oferece toda a estrutura e atendimento necessários para que os assistidos possam exercer todos os seus direitos.

Só para se ter idéia da importância da entidade, a Apae representa a maior organização social de caráter filantrópico do país na sua área de atuação. São mais de 1,8 mil unidades espalhados pelo Brasil, favorecendo 230 mil pessoas portadoras de deficiências. Além de educação especial, os assistidos recebem atendimento de habilitação e reabilitação, saúde, formação profissional e prevenção.

Trajetória
A Apae foi criada em 1954, com o incentivo de Berenice Bemise, americana que tinha uma filha portadora da Síndrome de Down. Ao tomar conhecimento que no Brasil não havia instituições que se dedicassem a esse tipo de deficiência, Berenice uniu-se a outros pais e, no dia 19 de dezembro do mesmo ano, fundou a primeira Apae no país, no Rio de Janeiro.

A entidade, que não tem fins lucrativos, logo foi se multiplicando. Em 1962, surge a Federação Nacional das Apaes, que tem hoje sede em Brasília.

Apae de Ituverava está entre as mais bem estruturadas da região
Dentre as Apaes da região, Ituverava está entre as mais bem estruturadas. Fundada em 1991, hoje atende a 106 pessoas portadoras de deficiências intelectual e múltipla. A entidade, que é mantida pela Loja Maçônica 16 de Julho também oferece cuidados que vão além da educação, pois os assistidos têm à sua disposição atendimento ambulatorial, fonoaudiológica, médica, psicológica, fisiotepeutica e de terapia ocupacional.

Além disso, os alunos participam de diversas atividades de lazer e recreação, como visitas e apresentações artísticas. A diretora da Apae é a pedagoga Lucymara Bertinatto de Carvalho Sanches, e a equipe é composta por 34 funcionários e a instituição sobrevive de verbas governamentais. Mas para manter a qualidade do atendimento promove even-tos, como o Leilão de Gado Beneficente, a Feijoada Beneficente e a Galinhada Beneficente, além da Campanha Sócio-Contribuinte.

Bom momento
A equipe da Apae de Ituverava lembra, que apesar das dificuldades, a entidade vive um bom momento. “Tivemos uma grande conquista recentemente, que foi a construção de novas salas de aulas, biblioteca, sala de informática e salas equipadas para atendimento ambulatorial. Também é importante lembrar que todos os professores estão capacitados, pois já passaram por curso de 600 horas, que é obrigatório para ministrar aulas na Apae”, segundo a equipe da entidade.

“A Apae também conta com uma competente equipe de saúde, com profissionais que fizeram cursos de capacitação e aperfeiçoamento profissional. Outra conquista importante foi o aumento no número de pessoas que passaram a contribuir com a entidade, após reconhecerem o trabalho realizado pela entidade”, ressalta.

Desafios
Ainda segundo a equipe, o grande desafio é manter a qualidade do serviço para que as pessoas continuem acreditando no trabalho desenvolvido pela Apae de Ituverava. “Em relação à questão pedagógica, a implantação do currículo funcional natural e a educação especial para o trabalho também é um desfio, pois dessa forma será possível proporcionar a inclusão de mais alunos no mercado de trabalho e inseri-los na sociedade”, enfatiza.

“A filosofia da Apae é compreender cada aluno como ser único, na sua diversidade, peculiaridade e respeito à sua capacidade de tornar-se um cidadão autônomo”, completa.

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