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28/12/2013

MENINAS DO HANDEBOL CONQUISTAM TÍTULO INÉDITO NO MUNDIAL DA SÉRVIA

Meninas da seleção brasileira de handebol celebrando o título inédito e invicto no Mundial da categoria, na Sérvia

Além de inédita, o título foi invicto e conquistado sobre as donas da casa

O dia 22 de dezembro deste ano vai ficar marcado na história do handebol brasileiro. A seleção feminina sagrou-se campeã mundial invicta ao vencer a anfitriã Sérvia por 22 a 20 na decisão. Foi a primeira medalha conquistada pela modalidade no país em um Mundial.

A conquista brasileira foi com muita luta diante da Arena Belgrado lotada com 20 mil torcedores. Foram sete rivais em quadra e, as meninas do Brasil não se intimidaram.

Vibraram quando tinham que vibrar. Fizeram faltas quando necessário. Reclamaram da arbitragem. E jogaram muito. Frias, Alexandra e companhia calaram a Sérvia, vencendo por 22 a 20, entrando para a história da modalidade no país, conquistando o título mundial de forma invicta. Mais cedo, a Dinamarca derrotou a Polônia e garantiu o bronze.

Vitória
A vitória diante das sérvias foi a segunda no Mundial, a nona em nove jogos disputados na competição, para não deixar dúvidas sobre a conquista invicta. Para completar, Babi ainda entrou para a seleção do Mundial como a melhor goleira, e Duda foi eleita a MVP (jogadora mais valiosa) da competição.

Alexandra Nascimento, atual melhor do mundo, foi a artilheira da decisão com seis gols anotados.

Desde 1995, com a Coréia do Sul, uma seleção fora da Europa não conquistava o Mundial feminino. O ouro no peito coroa um projeto iniciado há quatro anos pela Confederação Brasileira de Handebol, com a contratação do técnico dinamarquês Morten Soubak, comandante da impecável campanha nas quadras sérvias. E, com Rio 2016 na mira, o feito credencia o Brasil ao posto de candidato real a uma inédita medalha olímpica na modalidade.

Pressão
Sem se importar com a pressão da torcida sérvia, o Brasil começou a decisão marcando bem. Babi, com três minutos, já havia feito duas defesas salvadoras, e Fernanda, colocado a seleção na frente por 2 a 1. Ana Paula fez mais um. Dara, aos cinco, levou suspensão de dois minutos, e a Sérvia diminuiu com Damnjanovic. Alê, em contra-ataque tramado com Deonise, fez 5 a 3. Em quatro minutos, as anfitriãs viraram com Cvijic (duas vezes) e Damnjanovic: 6 a 5.

Pressionada, a arbitragem irritava as brasileiras.

A 50 segundos do título mundial, a seleção brasileira teve sabedoria e calma para administrar o jogo e manter a posse de bola. Quando o placar mostrou o fim do jogo, choro e sorrisos tomaram conta das jogadoras e dos membros da comissão técnica do Brasil. Um título inédito e histórico. Até então, a melhor campanha do país em um mundial tinha sido o quinto lugar em São Paulo 2011.

A campanha do título
Primeira fase (Grupo B): Brasil 36 x 20 Argélia; Brasil 34 x 21 China; Brasil 25 x 23 Sérvia; Brasil 24 x 20 Japão; Brasil 23 x 18 Dinamarca. Nas oitavas: Brasil 29 x 23 Holanda; quartas de final: Brasil 33 x 31 Hungria; semifinal: Brasil 27 x 21 Dinamarca. E para garantir a medalha inédita, na grande final: Brasil 22 x 20 Sérvia.

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