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29/12/2013

CAIXA CULTURAL APRESENTA EXPOSIÇÃO DE BEL FALLEIROS

Filha de ituveravense, Isabel Falleiros Nunes, realizará sua primeira exposição individual na carreira de artista plástica

“Ruínas, memórias e monumentos” será a primeira individual da artista plástica

Contemplada pelo Programa de Ocupação dos Espaços da Caixa Cultural, a artista plástica Isabel Falleiros Nunes (“Bel Falleiros”) apresenta a exposição “Sobre ruínas, memórias e monumentos”. Na sua primeira individual, já em um dos grandes espaços expositivos da cidade, a Caixa Cultural São Paulo. Com curadoria de Paulo Miyada e texto crítico de Jacopo Crivelli Visconti, a exposição traz cerca de 20 colagens, quatro grandes pinturas, além de instalações, fotografias e objetos coletados durante a fase de concepção do projeto. A exposição será realizada do dia 11 de janeiro a 16 de fevereiro, com o patrocínio da Caixa Econômica Federal. A entrada é gratuita.

Arquiteta de formação, Bel Falleiros tem a relação com a cidade como um dos temas centrais em seu trabalho. E não apenas São Paulo, mas também Berlim e Nova Iorque, metrópoles onde morou recentemente. Além de Ituverava, cidade natal de seu pai, Hélvio Faleiros, que faz parte de suas memórias afetivas.

Ao ser selecionada, a artista se propôs realizar quatro percursos em direção às fronteiras da capital paulista, sempre partindo do antigo marco zero da Sé, tendo os pontos cardeais como referencial de direção.

Processo Criativo
Para Crivelli Visconti, o trabalho da artista retoma o processo criativo iniciado pelo movimento Dadaísta, em Paris, no início do século passado. “Ao colocar como metas utópicas das suas andanças os lugares, correspondentes aos quatro pontos cardeais, onde a cidade de São Paulo teoricamente acaba, ela situou-se, ao mesmo tempo, na periferia da metrópole e no cerne da linhagem das derivas artísticas. Sua viagem aos confins da cidade aconteceu paralelamente no âmbito físico e no imaginário, considerando que os elementos da realidade ao redor dela eram constantemente comparados com lembranças de Ituverava, onde nasceu seu pai e onde por primeira vez ela vivenciou a sensação de chegar até a extremidade de uma cidade. O deslocamento que qualquer deriva pressupõe, conseqüentemente e, era duplicado aqui pelo fato da viagem acontecer simultaneamente na imaginação e na realidade”, conclui o crítico.

Para cada uma das quatro longas caminhas, a artista realizou uma pintura de grande proporção. As quatro obras são apresentadas em uma única sala. “O surpreendente é que nelas não há espaço para o acúmulo de papéis, texturas e gestos, como outrora nas produções resultantes de leituras urbanas. Há um imenso vazio quase informe, um terreno indistinto e estranhamente desprovido de profundidade. Aqui e ali, dois ou três elementos povoam as paisagens. Estão presentes o primeiro Marco da Independência no Ipiranga, o Farol do Jaguaré, a Ponte Grande e a Serra da Cantareira. Mas eles ocupam um vazio atemporal e sem muitas referências, descolado do skyline paulistano. Mais ainda, convivem com alguns símbolos importados de outra paisagem da artista, como a cidade de Ituverava, no interior do Estado”, segundo Paulo Miyada.

O crítico Crivelli Visconti esclarece que “além força inegável dos painéis, é interessante notar que um projeto que foi concebido como uma deriva urbana, e de cunho devidamente urbanístico, considerando o objetivo (vagamente utópico) de encontrar os limites de uma metrópole, transformou-se numa excursão no campo, rica de reminiscências pessoais”. Myaida também fala do projeto da artista. , “Para nós, resta a tarefa de encontrar possíveis conexões entre monumentos e ruínas, enquanto nos perdemos no espaço sem tempo da claridade dos desenhos”, observa.

A artista bel falleiros
Bel Falleiros, 30 anos, vive e trabalha na capital paulista. Bacharel em Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, a artista é uma das fundadoras do Ponto Aurora, um misto de atelier e espaço expositivo localizado no centro da capital.

Foi assistente dos artistas Héctor Zamora e Andrés Sandoval e desde 2012 participa ativamente do Atelier Fidalga. Já realizou uma série de colaborações como ilustradora para o caderno “Ilustríssima”, da Folha de São Paulo, além de ilustrar livros para diferentes editoras. Ela participou das seguintes exposições coletivas: Ponto Aurora, no espaço Ponto Aurora, em São Paulo; Azimute, na sala de projetos Fidalga, também em São Paulo; Charivari, no SESC São Carlos; Santa Cecília, Santa Insone, na Associação Cultura Cecília; Laço, no subsolo do Paço das Artes, ambos na capital paulista; 3 artistas, na Interaction Gallery, em Berlim, Alemanha; Portfólio | Charivari, no SESC Santos e Collective Exhibition, no Bushwick Project for the Arts, em Nova Iorque. A exposição “Sobre ruínas, memórias e monumentos” é sua primeira individual da artista.

Isabel Falleiros Nunes (“Bel”), que nasceu em São Paulo, em 5 de fevereiro de 1983, é arquiteta e artista plástica. Ela é filha do jornalista ituveravense Hélvio Falleiros Nunes da Silva e, da psicanalista, Maria Salete Abrão Nunes das Silva e, são seus avós paternos Hélvio Nunes da Silva, prefeito de Ituverava de 1965 à 1966 e deputado estadual entre 1967 a 1982, falecido em 1998, aos 78 anos e Eunice Falleiros da Silva, professora, hoje com 92 anos. Isabel também é neta do médico Nelson Abrão e da bióloga, Salete Maria Antônia Moons Abrão.

Serviço
Exposição: ‘Bel Falleiros - Sobre Ruínas, Memórias e Monumentos’ Visitação: de 11 de janeiro a 16 de fevereiro de 2014 Horário de visitação: de terça-feira a domingo, das 9h às 19h.

Local: CAIXA Cultural São Paulo - Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo/SP

Entrada: Franca

Recomendação etária: livre

Patrocínio: Caixa Econômica Federal





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