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16/01/2014

PRESIDENTE DA VENEZUELA SE MOSTRA DISPOSTO A RETOMAR DIÁLOGO COM EUA

Nicolás Maduro acena ao chegar ao Parlamento venezuelano, em Caracas (Foto: Leo Ramirez/AFP)

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, afirmou na quarta-feira (15) que seu governo está disposto a retomar o diálogo com os Estados Unidos sobre uma "base de respeito mútuo" para caminhar em direção a uma "relação positiva" entre os dois países, após uma série de desencontros no último ano que esfriaram as relações bilaterais.

"Sobre o fundamento básico do respeito, é possível retomar os temas conversados por nossos chanceleres", disse Maduro em referência a um encontro realizado em junho do ano passado pelo secretário de Estado americano, John Kerry, e o chanceler venezuelano, Elías Jaua.

No entanto, Maduro condicionou o reatamento do diálogo à não ocorrência de incidentes como a suposta recusa do governo Barack Obama de que o avião presidencial venezuelano sobrevoasse o território americano, fato que aconteceu em setembro de 2013, quando Maduro viajava para a China.

No entanto, Maduro condicionou o reatamento do diálogo à não ocorrência de incidentes como a suposta recusa do governo Barack Obama de que o avião presidencial venezuelano sobrevoasse o território americano, fato que aconteceu em setembro de 2013, quando Maduro viajava para a China.

"Já chega dessas perseguições, às vezes infantis, de fustigações (castigos). O governo dos Estados Unidos precisa rever a fundo suas ações e entender que a Venezuela é agora um país verdadeiramente independente", afirmou Maduro, ao fazer um balanço da política externa de seu governo diante do Parlamento do país.

Após afirmar que os EUA deveriam aceitar "de maneira realista o declínio de seu antigo poderio", o presidente venezuelano argumentou que seu governo gostaria de "ter relações fluentes, de comunicação baseada no respeito mútuo, com o governo dos Estados Unidos".

"Gostaria que, em algum momento, pudéssemos chegar a um ponto ótimo para, de alguma forma, termos relações positivas com o governo dos Estados Unidos e, em geral, com a sociedade americana", acrescentou.

A Venezuela e os Estados Unidos mantêm as embaixadas dos respectivos países apenas com encarregados de negócios desde o final de 2010, quando ficaram sem embaixadores.

Nos últimos meses, a Venezuela cancelou, em duas ocasiões, iniciativas para manter conversas com os Estados Unidos, em reação a comentários de funcionários americanos que foram considerados uma intromissão.

As relações bilaterais chegaram a seu pior momento em setembro do ano passado – após o incidente com o avião presidencial venezuelano –, quando Maduro decidiu expulsar três funcionários da Embaixada dos EUA em Caracas por suposta intervenção em assuntos internos.

Fonte: g1.globo.com

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