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01/02/2014
Rodoviários decidiram não aceitar trégua proposta e seguem em greve. Parados desde a última terça-feira, trabalhadores se reuniram nesta sexta.
Um dia após a assembleia geral dos rodoviários no Ginásio Tesourinha, em Porto Alegre, a capital gaúcha segue sem ônibus circulando neste sábado (1), segundo informou a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). Iniciada na última segunda-feira (27) de forma parcial, a greve chegou ao sexto dia. A paralisação total iniciou na última terça-feira (28), e segue por tempo indeterminado.
Os trabalhadores se reuniram no final de tarde de sexta-feira (31) e decidiram não aceitar a trégua proposta durante reunião de mediação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Mais cedo, representantes do Sindicato dos Rodoviários conversaram com parlamentares na Câmara Municipal de Vereadores. O objetivo era definir uma intermediação nas negociações entre trabalhadores, empresários e prefeitura.
Na última segunda-feira (27), os rodoviários restringiram a circulação de ônibus em Porto Alegre a cerca de 30% da frota. Na terça, a mobilização aumentou e a paralisação foi total. Desde então, os veículos são impedidos de transitar pelas ruas e avenidas da capital por piquetes armados por grevistas nas garagens das empresas.
O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, solicitou na Justiça uma intervenção da Brigada Militar. O pedido foi reforçado à tarde.
O secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Sul descartou a medida. Em entrevista à Rádio Gaúcha, Airton Michels disse que uma ação policial "seria contraproducente, ilegal e ineficiente", disse.
Fortunati chegou a mencionar que se o pedido não for aceito, pedirá ajuda à Força Nacional. Mas segundo Michels, somente o governador Tarso Genro teria prerrogativa de pedir auxílio à União.
A greve dos rodoviários
O Sindicato dos Rodoviários pede reajuste de 14%, aumento de R$ 4 no vale-alimentação, manutenção do plano de saúde e melhoria nas condições de trabalho, entre outras pautas. A categoria alega que as negociações com as empresas de transporte não evoluíram desde o início do ano.
A Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP) e o Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) ofereceram 5,56%, que garantiria a reposição da inflação. Duas reuniões de mediação foram feitas durante a semana no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 4ª Região entre empresários, prefeitura e rodoviários. Na primeira, não houve acordo. Na segunda, ocorrida nessa quinta-feira (30), a categoria garantiu a retomada do serviço e descumpriu a promessa na manhã desta sexta-feira (31).
O TRT havia determinado que 70% da frota de ônibus circulasse em horários de pico (das 5h30 às 8h30 e das 17h às 20h) e 30% estivessem disponíveis nos demais horários, mas o sindicato decidiu descumprir a decisão, sob risco de pagamento de multa diária de R$ 50 mil.
Na quarta (29), o TRT decidiu aceitar parcialmente uma ação judicial protocolada pelo Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) e reconheceu a greve como “ilegal”. Com isso, os dias parados poderão ser descontados dos salários dos empregados grevistas. Além disso, a corte aplicou multa de R$ 100 mil ao Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre.
Fonte: g1.globo.com